Volte para página inicial. Conheça mais sobre Chico Xavier. Deixe sua mensagem para nós. Conheça o LAR IRMÃ ESTHER!
Bem Vindo!

Conheça mais sobre André Luiz

Palavras que trazem Luz
Como é a vida no plano espiritual.
Porque pensar e fazer o Bem.
As consequências dos sentimentos negativos.
A Mediunidade na evolução do homem
Conhecendo os dois planos da existência.
A vida depois da desencarnação.
A Sexualidade do ponto de vista espiritual!
Estudo da obra No Mundo Maior!
As conquistas no campo da renovação mental.
Estudando a mediunidade!
A semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória!
Os trabalhadores da última hora!
A vida em dois mundos!
Produzido pelo
Lar Irmã Esther
Guaíba/RS
Desenvolvimento:
Marcelo Plocharski

 
Estudos sobre o Livro "Nosso Lar" do Espírito André Luiz e psicografia de Francisco Cândido Xavier

Clique sobre o assunto que você quer estudar e vá direto para o texto:

Introdução - A Vida não cessa * Evangelização nº 42/04 do LIE.

Investidas das trevas * Evangelização nº 43/04 do LIE.

O Que é o umbral * Evangelização nº 44/04 do LIE.

No lar * Evangelização nº 45/04 do LIE.

Quando a Luz substitui o dinheiro * Evangelização nº 46/04 do LIE.

Herança e eutanásia * Evangelização nº 47/04 do LIE.

Erros do passado * Evangelização nº 48/04 do LIE.

Segundo casamento * Evangelização nº 49/04 do LIE.

Apego ao corpo físico * Evangelização nº 50/04 do LIE.

Reencarnação * Evangelização nº 51/04 do LIE.

Culto familiar * Evangelização nº 52/04 do LIE.


Introdução - A Vida não cessa * Evangelização nº 42/04 do LIE.

O Estudo longo e aprofundado da extraordinária obra de André Luiz, induz-nos a sua divulgação âmpla e irrestrita, surgindo daí a idéia de recorrermos a Internet, dada a sua importância vital parta os rumos da civilização moderna. Também pela sua essencial importância para corrigir rumos das civilização consumista, desarmonizada e violenta como é esta neste conturbado inicio do terceiro milénio. Durante 19 séculos, a Igreja Católica aterrorizou mentes e corações com descrições horrendas do que aconteceria com os que não seguissem a Doutrina de Roma, e com os que cometessem pecado mortal desobedecendo aos seus mandamentos. Em todo esse tempo com a única exceção do médium Emmanuel Swedenborg, isto bem antes da codificação da Doutrina Espírita, o único livro que descreveu com a máxima clareza possível, como é a vida que todos iremos um dia vivenciar após a morte do corpo material é: “Nosso Lar”, de André Luiz com psicografia de Chico Xavier. Publicado pela 1ª vez no ano de 1944 a obra descreve com preciosos pormenores, como ocorre o episódio da morte corporal e o que acontece a partir da desencarnação da vida orgânica. Até hoje esse livro abençoado espanta e ao mesmo tempo acalma e enche de esperanças a mente e o coração dos fiéis que passam a entender em altura e profundidade o que foi que Cristo Jesus quis revelar quando anunciou: “Há muitas moradas na casa de meu Pai". Agora nós temos a certeza de que nossa existência na Terra é um constante semear e colher o que se plantou, e os inúmeros planos da dimensão extrafísica que iremos conquistar conforme tenha sido nossa vida terrena. Vamos começar transcrevendo os textos de capitulos seguidos deste livro, discorrendo sobre o tema respectivo; contendo revelações importantes para todos nós que teremos de transitar pela morte corporal e renascer para a vida espiritual que reservamos para nós mesmos. Todo leitor que pesquisar tal obra se jubilará e enriquecerá com os conhecimentos que irá adquirir daqui para diante. Vejamos o que André Luiz nos descreve no capítulo inicial do misericordioso livro “Nosso Lar”: “A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é jogo escuro das ilusões. O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso. Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria. Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples. Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser. Oh! caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração! É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna! É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!... Seria extremamente infantil a crença de que o simples "baixar do pano" resolvesse transcendentes questões do Infinito. Uma existência é um ato. Um corpo - uma veste. Um século - um dia. Um serviço - uma experiência. Um triunfo - uma aquisição. Uma morte - um sopro renovador. Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda? E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas! Ai! por toda parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espírito! É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas. Muito longa, portanto, nossa jornada laboriosa.”

Voltar ao topo

Investidas das trevas * Evangelização nº 43/04 do LIE.

Na 1ª parte do nosso estudo sobre o livro “Nosso Lar”, de André Luiz com psicografia de Chico Xavier, estudamos e refletimos sobre a história do médico André, antes e após a sua desencarnação, num período tormentosos de 8 anos depois de desligar-se do corpo físico. Como ele próprio nos conta, morreu em pleno ateísmo, com dívidas espirituais no setor de excessos de alimentação, de alcoolismo e de infedelidades conjugais, embora tenha ganhado a vida como médico e Ter constituído família regularmente. Seu vendaval de sofrimentos entre espíritos do Umbral só começou a dissipar-se quando ele, em meio as trevas, após Ter alcançado o espírito benemérito de Clarêncio, quando este veio preparar-lhe um noivo “Caminho Para a Luz”. A partir desse encontro, e mais as conversações fraternas com os espíritos Henrique de Luna e Lísias, mudou totalmente sua visão egoística e sua visão espiritual. Narra também um acontecimento inusitado descrito no capítulo 9. Leiamos: “Dado o alarme, o Governador não se perturbou. Terríveis ameaças pairavam sobre todos. Ele, porém, solicitou audiência ao Ministério da União Divina e, depois de ouvir o nosso mais alto Conselho, mandou fechar provisoriamente o Ministério da Comunicação, determinou funcionassem todos os calabouços da Regeneração, para isolamento dos recalcitrantes, advertiu o Ministério do Esclarecimento, cujas impertinências suportou mais de trinta anos consecutivos, proibiu temporariamente os auxílios às regiões inferiores, e, pela primeira vez na sua administração, mandou ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade, para emissão de dardos magnéticos a serviço da defesa comum. Não houve combate, nem ofensiva da colônia, mas resistência resoluta. Por mais de seis meses, os serviços de alimentação, em "Nosso Lar", foram reduzidos à inalação de princípios vitais da atmosfera, através da respiração, e água misturada a elementos solares, elétricos e magnéticos. A colônia ficou, então, sabendo o que vem a ser a indignação do espírito manso e justo. Findo o período mais agudo, a Governadoria estava vitoriosa. O próprio Ministério do Esclarecimento reconheceu o erro e cooperou nos trabalhos de reajustamento. Houve, nesse comenos, regozijo público e dizem que, em meio da alegria geral, o Governador chorou sensibilizado, declarando que a compreensão geral constituía o verdadeiro prêmio ao seu coração. A cidade voltou ao movimento normal. O antigo Departamento da Regeneração foi convertido em Ministério. Desde então, só existe maior suprimento de substâncias alimentícias que lembram a Terra, nos Ministérios da Regeneração e do Auxílio, onde há sempre grande número de necessitados. Nos demais há somente o indispensável, isto é, todo o serviço de alimentação obedece a inexcedível sobriedade. Presentemente, todos reconhecem que a suposta impertinência do Governador representou medida de elevado alcance para nossa libertação espiritual. Reduziu-se a expressão física e surgiu maravilhoso coeficiente de espiritualidade. Lísias silenciou e eu me entreguei a profundos pensamentos sobre a grande lição."

Voltar ao topo

O Que é o umbral * Evangelização nº 44/04 do LIE.

O estudo continuado desse livro é altamente significativo e conscientizador, algo muito importante na vida de cada um de nós. Todas as descrições, feitas pelo espírito André Luiz recordam situações e circunstâncias pelas quais já devemos ter passado, e, com certeza vamos tornar a atravessá-la, queira Deus, sempre com maior compreensão da Justiça Divina. As informações tanto do ministro Clarêncio como do enfermeiro Lisias, foram e são como poderoso foco de luz num porão de intensa escuridão. O que todos devemos conscientizar-nos é da nossa condição de almas a caminho da clarificação e da luminosidade do reino de Jesus. Nesta obra o mundo espiritual mostra o que até aqui permanecia em hipóteses, especulações e interpretações das diversas religiões, notando-se o extraordinário senso de misericórdia, dos espíritos elevados para conosco que caminhamos penosamente na Terra. Temos que aproveitar o tempo que o Pai Divino nos concede na Terra, para estarmos convictos de que no outro lado da vida continuamos percorrendo os caminhos da evolução, e como foi a nossa vida aqui neste plano será o nosso reinicio na outra dimensão existencial. Quem foi desesperado e problemático trate de resolver aqui essas dificuldades com Jesus para não chegar lá e consumir meses e dezenas de anos para recomeçar em condições melhores. O chamado repouso eterno na verdade nunca existiu, ou seja, os espírito egoístas e preguiçosos ficam um tempo indefinido num pesadelo sofrido que começa com a morte. Leiamos e reflitamos pois, diante das descrições autenticas de André Luiz que transmite a todos para que a nossa existência melhore de situação espiritual: Ver capítulo 12 – "Notando-me a dificuldade para apreender todo o conteúdo do ensinamento, com vistas à minha quase total ignorância dos princípios espirituais, Lísias procurou tornar a lição mais clara: - Imagine que cada um de nós, renascendo no planeta, somos portadores de um fato sujo, para lavar no tanque da vida humana. Essa roupa imunda é o corpo causal, tecido por nossas mãos, nas experiências anteriores. Compartilhando, de novo, as bênçãos da oportunidade terrestre, esquecemos, porém, o objetivo essencial, e, ao invés de nos purificarmos pelo esforço da lavagem, manchamo-nos ainda mais, contraindo novos laços e encarcerando-nos a nós mesmos em verdadeira escravidão. Ora, se ao voltarmos ao mundo procurávamos um meio de fugir à sujidade, pelo desacordo de nossa situação com o meio elevado, como regressar a esse mesmo ambiente luminoso, em piores condições? O Umbral funciona, portanto, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena. A imagem não podia ser mais clara, mais convincente. Não havia como disfarçar minha justa admiração. Compreendendo o efeito benéfico que me traziam aqueles esclarecimentos."

Voltar ao topo

No lar * Evangelização nº 45/04 do LIE.

O capitulo 20, nos mostra a visita do espírito André Luiz ao lar espiritual de seu amigo Lísias. Obtemos notáveis ensinamentos sobre como deve ser a vida de pais e filhos que se reúnem em residências do “Nosso Lar”. A mãe de Lísias de nome Laura recebeu fraternalmente o visitante André, proporcionando-lhe muitos ensinamentos sobre a união nas relações conjugais do homem e da mulher à Luz das Leis Divinas. E quais são essas Leis que deveriam guiar a todos também aqui na Terra, mas que tantas vezes não são observadas. Leiamos e reflitamos sobre o que diz Dona Laura ao visitante de sua casa espiritual: "...(o lar é como se fora um ângulo reto nas linhas do plano da evolução divina. A reta vertical é o sentimento feminino, envolvido nas inspirações criadoras da vida. A reta horizontal é o sentimento masculino, em marcha de realizações no campo do progresso comum. O lar é o sagrado vértice onde o homem e a mulher se encontram para o entendimento indispensável. É templo, onde as criaturas devem unir-se espiritual antes que corporalmente). ...(o lar é conquista sublime que os homens vão realizando vagarosamente. Onde, nas esferas do globo, o verdadeiro instituto doméstico, baseado na harmonia justa, com os direitos e deveres legitimamente partilhados? Na maioria, os casais terrestres passam as horas sagradas do dia vivendo a indiferença ou o egoísmo feroz. Quando o marido permanece calmo, a mulher parece desesperada; quando a esposa se cala, humilde, o companheiro tiraniza.) ...(Se a mulher fala nos filhinhos, o marido excursiona através dos negócios; se o companheiro examina qualquer dificuldade do trabalho, que lhe diz respeito, a mente da esposa volta ao gabinete da modista. É claro que, em tais circunstâncias, o ângulo divino não está devidamente traçado. Duas linhas divergentes tentam, em vão, formar o vértice sublime, a fim de construírem um degrau na escada grandiosa da vida eterna.) ...(o homem e a mulher aprenderão no sofrimento e na luta. Por enquanto, raros conhecem que o lar é instituição essencialmente divina e que se deve viver, dentro de suas portas, com todo o coração e com toda a alma. Enquanto as criaturas vulgares atravessam a florida região do noivado, procuram-se mobilizando os máximos recursos do espírito, e daí o dizer-se que todos os seres são belos quando estão verdadeiramente amando. O assunto mais trivial assume singular encanto nas palestras mais fúteis. O homem e a mulher comparecem aí, na integração de suas forças sublimes. Mas logo que recebem a bênção nupcial, a maioria atravessa os véus do desejo, e cai nos braços dos velhos monstros que tiranizam corações. Não há concessões recíprocas. Não há tolerância e, por vezes, nem mesmo fraternidade. E apaga-se a beleza luminosa do amor, quando os cônjuges perdem a camaradagem e o gosto de conversar. Daí em diante, os mais educados respeitam-se; os mais rudes mal se suportam. Não se entendem. Perguntas e respostas são formuladas em vocábulos breves. Por mais que se unam os corpos, vivem as mentes separadas, operando em rumos opostos.) ...(na fase atual evolutiva do planeta, existem na esfera carnal raríssimas uniões de almas gêmeas, reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins, e esmagadora porcentagem de ligações de resgate. O maior número de casais humanos é constituído de verdadeiros forçados, sob algemas. As almas femininas não podem permanecer inativas aqui. É preciso aprender a ser mãe, esposa, missionária, irmã. A tarefa da mulher, no lar, não pode circunscrever-se a umas tantas lágrimas de piedade ociosa e a muitos anos de servidão. É claro que o movimento coevo do feminismo desesperado constituí abominável ação contra as verdadeiras atribuições do espírito feminino. A mulher não pode ir ao duelo com os homens, através de escritórios e gabinetes, onde se reserva atividade justa ao espírito masculino. Nossa colônia, porém, ensina que existem nobres serviços de extensão do lar, para as mulheres. A enfermagem, o ensino, a indústria do fio, a informação, os serviços de paciência, representam atividades assaz expressivas. O homem deve aprender a carrear para o ambiente doméstico a riqueza de suas experiências, e a mulher precisa conduzir a doçura do lar para os labores ásperos do homem. Dentro de casa, a inspiração; fora dela, a atividade. Uma não viverá sem a outra. Como sustentar-se o rio sem a fonte, e como espalhar-se a água da fonte sem o leito do rio?) ...(Quando o Ministério do Auxílio me confia crianças ao lar, minhas horas de serviço são contadas em dobro, o que lhe pode dar idéia da importância do serviço maternal no plano terreno. Entretanto, quando isso não acontece, tenho meus deveres diuturnos nos trabalhos de enfermagem, com a semana de quarenta e oito horas de tarefa. Todos trabalham em nossa casa. A não ser minha neta convalescente, não temos qualquer pessoa da família em zonas de repouso. Oito horas de atividade no interesse coletivo, diariamente, é programa fácil a todos. Sentir-me-ia envergonhada se não o executasse também.)

Voltar ao topo

Quando a Luz substitui o dinheiro * Evangelização nº 46/04 do LIE.

Afinal, se após a morte física o dinheiro não mais existe, qual é a moeda de troca no outro lado da vida? A Obra “Nosso Lar” do Espírito André Luiz, psicografada por Chico Xavier e apresentada por Emmanuel nos esclarece a esse respeito com bastante detalhe no capítulo 22. Explica o que é “bônus-hora”, que não é propriamente uma moeda mas, um crédito individual que serve para aquisições e investimentos no Bem. Cada bônus-hora adquirido com trabalho em favor do próximo é contabilizado fielmente na ficha do trabalhador, e aí lembramos a promessa de Cristo quando afirmou: “Um único copo d’água que dessem em meu nome a alguém que tenha sede, isto de forma alguma será esquecido”. Bem, leiamos o que informa a Senhora Laura ao convidado André Luiz sobre o que significa o bônus-hora: “(Não é propriamente moeda, mas ficha de serviço individual, funcionando como valor aquisitivo.)... (Todos cooperam no engrandecimento do patrimônio comum e dele vivem. Os que trabalham, porém, adquirem direitos justos. Cada habitante de "Nosso Lar" recebe provisões de pão e roupa, no que se refere ao estritamente necessário; mas os que se esforçam na obtenção do bônus-hora conseguem certas prerrogativas na comunidade social.)... (O espírito que ainda não trabalha, poderá ser abrigado aqui; no entanto, os que cooperem podem ter casa própria. O ocioso vestirá, sem dúvida; mas o operário dedicado vestirá o que melhor lhe pareça; Os inativos podem permanecer nos campos de repouso, ou nos parques de tratamento, favorecidos pela intercessão de amigos; entretanto, as almas operosas conquistam o bônus-hora e podem gozar a companhia de irmãos queridos, nos lugares consagrados ao entretenimento, ou o contato de orientadores sábios, nas diversas escolas dos Ministérios em geral. Precisamos conhecer o preço de cada nota de melhoria e elevação. Cada um de nós, os que trabalhamos, deve dar, no mínimo, oito horas de serviço útil, nas vinte e quatro de que o dia se constitui. Os programas de trabalho, porém, são numerosos e a Governadoria permite quatro horas de esforço extraordinário, aos que desejem colaborar no trabalho comum, de boa vontade. Desse modo, há muita gente que consegue setenta e dois bônus-hora, por semana, sem falar dos serviços sacrificiais, cuja remuneração é duplicada e, às vezes, triplicada.)... (A maioria dos homens encarnados está simplesmente ensaiando o espírito de serviço e aprendendo a trabalhar nos diversos setores da vida humana. Por isso mesmo, é imprescindível fixar as remunerações terrestres com maior atenção. Todo o ganho externo do mundo é lucro transitório. Vemos trabalhadores obcecados pela questão de ganhar, transmitindo fortunas vultosas à inconsciência e à dissipação; outros amontoam expressões bancárias que lhes servem de martírio pessoal e de ruína à família. Por outro lado, é indispensável considerar que setenta por cento dos administradores terrenos não pesam os deveres morais que lhes competem, e que a mesma porcentagem pode ser adjudicada a quantos foram chamados à subordinação. Vivem, quase todos, a confessar ausência do impulso vocacional, recebendo embora os proventos comuns aos cargos que ocupam. Governos e empresas pagam a médicos que se entregam à exploração de interesses outros e a operários que matam o tempo. Onde, aí, a natureza de serviço? Há técnicos de indústria econômica, que nunca prezaram integralmente a obrigação que lhes assiste e valem-se de leis magnânimas, à maneira de moscas venenosas no pão sagrado, exigindo abonos, facilidades e aposentadorias. Creia, porém, que todos pagarão muito caro a displicência. Parece ainda distante o tempo em que os institutos sociais poderão determinar a qualidade de serviço dos homens, porque, para o plano espiritual superior, não se especificará teor de trabalho, sem a consideração dos valores morais despendidos.)... (O verdadeiro ganho da criatura é de natureza espiritual.)... (As aquisições fundamentais constituem-se de experiência, educação, enriquecimento de bênçãos divinas, extensão de possibilidades. Nesse prisma, os fatores assiduidade e dedicação representam, aqui, quase tudo.)... (Quanto maior a contagem do nosso tempo de trabalho, maiores intercessões podemos fazer. Compreendemos, aqui, que nada existe sem preço e que para receber é indispensável dar alguma coisa. Pedir, portanto, é ocorrência muito significativa na existência de cada um. Somente poderão rogar providências e dispensar obséquio os portadores de títulos adequados.).”

Voltar ao topo

Herança e eutanásia * Evangelização nº 47/04 do LIE.

O capítulo de hoje nos abre uma visão muito realista da situação dolorosa de enfermidades perispirituais e psíquicas dos espíritos que chegam aos locais de recepção e atendimento em “Nosso Lar”. São almas endividadas que na Terra contraíram débitos escabrosos junto a contabilidade Divina. Vemos também como despertam do lado de lá os que saíram indesviavelmente dos rigores da vida pela porta da eutanásia, que quer dizer morte induzida ou imposta. E a responsabilidade causal de quem autorizou tal procedimento médico que até hoje ocorrem em alguns hospitais do mundo. Na outra dimensão da vida, ninguém engana ninguém. No Livro lemos o caso de um velho milionário que foi eutanasiado por um filho médico, que estava de olho na fortuna do pai, e a reação do pai assassinado quando soube que o filho lhe tirara a vida com uma injeção letal. Todos esses acontecimentos e suas conseqüências irão nos conscientizar acerca daquilo que iremos colher das sementes que plantamos. Vamos então ler com atenção um trecho do capítulo 30: (“... Ouvindo-lhe a voz muito meiga, o doente se pôs a chorar convulsivamente. - Perdoe Edelberto, papai! Procure sentir nele, não o filho leviano, mas o irmão necessitado de esclarecimento. Estive em nossa casa, ainda hoje, lá observando extremas perturbações. Daqui, deste leito, o senhor envolve todos os nossos em fluidos de amargura e incompreensão, e eles lhe fazem o mesmo por idêntico modo. O pensamento, em vibrações sutis, alcança o alvo, por mais distante que esteja. A permuta de ódio e desentendimento causa ruína e sofrimento nas almas. Mamãe recolheu-se, faz alguns dias, ao hospício, ralada de angústia. Amália e Cacilda entraram em luta judicial com Edelberto e Agenor, em virtude dos grandes patrimônios materiais que o senhor ajuntou nas esferas da carne. Um quadro terrível, cujas sombras poderiam diminuir, se sua mente vigorosa não estivesse mergulhada em propósitos de vingança. Aqui, vemo-lo em estado grave; na Terra, mamãe louca e os filhos perturbados, odiando-se entre si. Em meio de tantas mentes desequilibradas, uma fortuna de um milhão e quinhentos mil cruzeiros. E que vale isso, se não há um átomo de felicidade para ninguém? - Mas eu leguei enorme patrimônio à família - atalhou o infeliz, rancorosamente -, desejando o bem-estar de todos... Paulina não o deixou terminar, retomando a palavra: - Nem sempre sabemos interpretar o que seja benefício, no capítulo da riqueza transitória. Se o senhor assegurasse o futuro dos nossos, garantindo-lhes a tranqüilidade moral e o trabalho honesto, seu esforço seria de valiosa previdência; mas, às vezes, papai, costumamos amealhar o dinheiro por espírito de vaidade e ambição. Querendo viver acima dos outros, não nos lembramos disso, senão nas expressões externas da vida. São raros os que se preocupam em ajuntar conhecimentos nobres, qualidades de tolerância, luzes de humildade, bênçãos de compreensão. Impomos a outrem os nossos caprichos, afastamo-nos dos serviços do Pai, esquecemos a lapidação do nosso espírito. Ninguém nasce no planeta simplesmente para acumular moedas nos cofres ou valores nos bancos. É natural que a vida humana peça o concurso da previdência, e é justo que não prescinda da contribuição de mordomos fiéis, que saibam administrar com sabedoria; mas ninguém será mordomo do Pai com avareza e propósitos de dominação. Tal gênero de vida arruinou nossa casa. Debalde, noutro tempo, busquei levar socorro espiritual ao ambiente doméstico. Enquanto o senhor e mamãe se sacrificavam por aumentar haveres, Amália e Cacilda esqueceram o serviço útil e, como preguiçosas da banalidade social, encontraram ociosos que as desposaram, visando a vantagens financeiras. Agenor repudiou o estudo sério, entregando-se a más companhias. Edelberto conquistou o título de médico, alheando-se por completo da Medicina e exercendo-a tão somente de longe à maneira do trabalhador que visita o serviço por curiosidade. Todos arruinaram belas possibilidades espirituais, distraídos pelo dinheiro fácil e apegados à idéia de herança. O enfermo tomou uma expressão de pavor e acrescentou: - Maldito Edelberto! Filho criminoso e ingrato! Matou-me sem piedade, quando ainda necessitava regularizar minhas disposições testamentárias! Malvado!... Malvado!... - Cale-se, papai! Tenha compaixão de seu filho, perdoe e esqueça!... O velho, porém, continuou a praguejar em voz alta. A jovem preparava-se para discutir, mas Narcisa endereçou-lhe significativo olhar, chamando Salústio para socorrer o doente em crise. Calou-se Paulina, acariciando a fronte paterna e contendo, a custo, as lágrimas. Daí a instante, retirava-me em companhia de ambas, sob forte impressão. ...)".

Voltar ao topo

Erros do passado * Evangelização nº 48/04 do LIE.

Apesar de já ter 61 anos desde sua publicação, este livro sempre apresenta fatos e novidades que nos alargam e aprofundam o conhecimento da existência na outra dimensão da vida, que todos sem exceção iremos atravessar por um largo período. Há uma passagem no livro que iremos transcrever a seguir, contando a transferência de uma senhora de escravos, do umbral para dependências de atendimento socorrista do “Nosso Lar”, em que ela se justifica dos erros que praticou na vida física, quando era dona de uma rica fazenda que utilizava mão-de-obra escrava vinda da África. Embora afirmando que era católica praticante, comungando e confessando-se regularmente, ao desenvolver a conversa com André Luiz, não negou que mandava açoitar escravos, pois a escravidão era legal e até o bispo de sua região tinha escravos. Leiamos e reflitamos sobre o que ela contou, conforme transcrição de trecho do Capítulo 34: “- De grande distância. Fui, na Terra, meu filho, mulher de muito bons costumes; fiz muita caridade, rezei incessantemente como sincera devota. Mas, quem pode com as artes de Satanás? Ao sair do mundo, vi-me cercada de seres monstruosos, que me arrebataram em verdadeiro torvelinho. A princípio implorei a proteção dos Arcanjos Celestes. Os espíritos diabólicos, entretanto, conservaram-me enclausurada. Mas eu não perdia a esperança de ser libertada, de um momento para outro, porque deixei uns dinheiros para celebração de missas mensais por meu descanso. Atendendo ao impulso vicioso de perseguir assuntos que nada tinham que ver comigo, insisti: - Como são interessantes as suas observações! Mas não procurou saber as razões de sua demora naquelas paragens? - Absolutamente não - respondeu, persignando-se. Como lhe disse, enquanto estive na Terra, fiz o possível por ser uma boa religiosa. Sabe o senhor que ninguém está livre de pecar. Meus escravos provocavam rixas e contendas, e embora a fortuna me proporcionasse vida calma, de quando em quando era necessário aplicar disciplinas. Os leitores eram excessivamente escrupulosos e eu não podia hesitar nas ordens de cada dia. Não raro algum negro morria no tronco para escarmento geral; outras vezes, era obrigada a vender as mães cativas, separando-as dos filhos, por questões de harmonia doméstica. Nessas ocasiões, sentia morder-me a consciência, mas confessava-me todos os meses, quando o padre Amâncio visitava a fazenda e, depois da comunhão, estava livre dessas faltas veniais, porque, recebendo a absolvição no confessionário e ingerindo a sagrada partícula, estava novamente em dia com todos os meus deveres para com o mundo e com Deus. A essa altura, escandalizado com a exposição, comecei a doutrinar: - Minha irmã, essa razão de paz espiritual era falsa. Os escravos eram igualmente nossos irmãos. Perante o Pai Eterno, os filhinhos dos servos são iguais aos dos senhores. Ouvindo-me, ela bateu o pé autoritariamente e falou, irritada: - Isso é que não! Escravo é escravo. Se assim não fora, a religião nos ensinaria o contrário. Pois se havia cativos em casa de bispos, quanto mais em nossas fazendas? Quem haveria de plantar a terra, senão eles? E creia que sempre lhes concedi minhas senzalas como verdadeira honra!... Em minha fazenda nunca vieram ao terreiro das visitas, senão para cumprir minhas ordens. Padre Amâncio, nosso virtuoso sacerdote, disse-me na confissão que os africanos são os piores entes do mundo, nascidos exclusivamente para servirem a Deus no cativeiro. Pensa, então, que me poderia encher de escrúpulos no trato com essa espécie de criaturas? Não tenha dúvida; os escravos são seres perversos, filhos de Satã! Chego a admirar-me da paciência com que tolerei essa gente na Terra. E devo declarar que saí quase inesperadamente do corpo, por me haver chocado a determinação da Princesa, libertando esses bandidos. Decorreram muitos anos, mas lembro-me perfeitamente. Achava-me adoentada, havia muitos dias, e quando padre Amâncio trouxe a nova da cidade, piorei de súbito. Como poderíamos ficar no mundo, vendo esses criminosos em liberdade? Certo, eles desejariam escravizar-nos por sua vez, e a servir a gente dessa laia, não seria melhor morrer? Recordo que me confessei com dificuldade, recebi as palavras de conforto do nosso sacerdote, mas parece que os demônios são também africanos e viviam à espreita, sendo eu obrigada a sofrer-lhes a presença até hoje..."

Voltar ao topo

Segundo casamento * Evangelização nº 49/04 do LIE.

O enfermeiro espiritual Tobias convidou André Luiz para visitar sua residência em Nosso Lar. Como esse caso se explica por si mesmo no texto, dispensando maiores comentários, vamos reproduzir essa visita com as informações e experiências que revela André Luiz, no capítulo 38, onde lemos o seguinte: “A certa altura da palestra amável, Tobias acrescentou, sorridente: - O meu amigo, a bem dizer, é ainda novato em nosso Ministério e talvez desconheça o meu caso familiar. Sorriam ao mesmo tempo as duas senhoras; e, observando-me a silenciosa interpelação, o dono da casa continuou: - Aliás, temos numerosos núcleos nas mesmas condições. Imagine que fui casado duas vezes... E, indicando as companheiras de sala, prosseguiu num gesto de bom humor: - Creio nada precisar esclarecer quanto às esposas. - Ah! sim - murmurei extremamente confundido -, quer dizer que as senhoras Hilda e Luciana compartilharam das suas experiências na Terra... - Isso mesmo - respondeu tranqüilo. Nesse ínterim, a senhora Hilda tomou a palavra, dirigindo-se a mim: - Desculpe o nosso Tobias, irmão André. Ele está sempre disposto a falar do passado, quando nos encontramos com alguma visita de recém chegados da Terra. - Pois não será motivo de júbilo - aduziu Tobias bem-humorado -, vencer o monstro do ciúme inferior, conquistando, pelo menos, alguma expressão de fraternidade real? - De fato - objetei -, o problema interessa profundamente a todos nós. Há milhões de pessoas, nos círculos do planeta, em estado de segundas núpcias. Como resolver tão alta questão afetiva, considerando a espiritualidade eterna? Sabemos que a morte do corpo apenas transforma sem destruir. Os laços da alma prosseguem, através do Infinito. Como proceder? Condenar o homem ou a mulher que se casaram mais de uma vez? Encontraríamos, porém, milhões de criaturas nessas condições. Muitas vezes já lembrei, com interesse, a passagem evangélica em que o Mestre nos promete a vida dos anjos, quando se referiu ao casamento na Eternidade. - Forçoso é reconhecer, todavia, com toda a nossa veneração ao Senhor - atalhou o anfitrião, bondoso -, que ainda não nos achamos na esfera dos anjos e, sim, dos homens desencarnados. - Mas, como solucionar aqui semelhante situação? - perguntei. Tobias sorriu e considerou: - Muito simplesmente; reconhecemos que entre o irracional e o homem há enorme série gradativa de posições. Assim, também, entre nós outros, o caminho até o anjo representa imensa distância a percorrer. Ora, como podemos aspirar à companhia de seres angélicos, se ainda não somos nem mesmo fraternos uns com os outros? Claro que existem caminheiros de ânimo forte, que se revelam superiores a todos os obstáculos da senda, por supremo esforço da vontade; mas a maioria não prescinde de pontes ou do socorro de guardiães caridosos. Em vista dessa verdade, os casos dessa natureza são resolvidos nos alicerces da fraternidade legítima, reconhecendo-se que o verdadeiro casamento é de almas e essa união ninguém poderá quebrantar.”
A seguir na continuação do capítulo, Hilda descreve, após seu desencarne por ocasião do nascimento do segundo filhinho, a dificuldade que teve em aceitar o segundo casamento do esposo Tobias com Luciana e da obsessão em que se viu presa, conseguindo libertar-se somente com a intervenção providencial de sua avó materna, também desencarnada, que durante longas conversas, conseguiu esclarece-la dos propósitos divinos implícitos na situação que protagonizou, conduzindo-a após ao Nosso Lar. Hilda consagrou-se ao estudo sério e ao melhoramento moral si mesma. Vindo Tobias a constituir uma família nova, que passou a pertencer também a Hilda, igualmente, pelos sagrados laços espirituais. Onde mais tarde, vieram todos a unir-se a para sua completa alegria.

Voltar ao topo

Apego ao corpo físico * Evangelização nº 50/04 do LIE.

André Luís voltava para o departamento de atendimento a enfermos quando viu a enfermeira Narcisa abordando um rapaz que se mostrava muito aflito e perturbado. A dedicada Narcisa orava mas o rapaz continuava se debatendo em dores com muitas contrações. O paciente jovem gritava que via um espírito horrendo, queria fugir dele mas não conseguia. André Luiz quis saber qual a razão de tamanha perturbação e quem era o obsessor-fantasma. A resposta da enfermeira Narcisa a André Luiz mostra o quadro espantoso e doloroso de um jovem que obsedara com visões do próprio corpo, ao qual era muito apegado. Leiamos o que consta no cap.29, do Livro “Nosso Lar”: “- Que me diz? - tornei, espantado. - O pobrezinho era excessivamente apegado ao corpo físico e veio para a esfera espiritual após um desastre, oriundo de pura imprudência. Esteve, durante muitos dias, ao lado dos despojos, em pleno sepulcro, sem se conformar com situação diversa. Queria firmemente levantar o corpo hirto, tal o império da ilusão em que vivera e, nesse triste esforço, gastou muito tempo. Amedrontava-se com a idéia de enfrentar o desconhecido e não conseguia acumular nem mesmo alguns átomos de desapego às sensações físicas. Não valeram socorros das esferas mais altas, porque fechava a zona mental a todo pensamento relativo à vida eterna. Por fim, os vermes fizeram-lhe experimentar tamanhos padecimentos que o pobre se afastou do túmulo, tomado de horror. Começou, então, a peregrinar nas zonas inferiores do Umbral; no entanto, os que lhe foram pais na Terra possuem aqui grandes créditos espirituais e rogaram sua internação na colônia. Trouxeram-no os Samaritanos, quase à força. Seu estado, contudo, é ainda tão grave que não poderá ausentar-se, tão cedo, das Câmaras de Retificação. O amigo, que lhe foi genitor na carne, está presentemente em arriscada missão, distante de "Nosso Lar". - E vem visitar o doente? - perguntei. Já veio duas vezes e experimentei grande comoção, observando-lhe o sofrimento, discreto. Tamanha é a perturbação do rapaz, que não reconheceu o pai generoso e dedicado. Gritava, aflito, mostrando a demência dolorosa. O genitor, que veio vê-lo em companhia do Ministro Pádua, do Ministério da Comunicação, pareceu muito superior à condição humana, enquanto se encontrava com o nobre amigo que obtivera hospitalidade para o filho infeliz. Demoraram-se bastante, comentando a situação espiritual dos recém-chegados dos círculos carnais. Mas, quando o Ministro Pádua se retirou, compelido por circunstâncias de serviço, o pai do rapaz me pediu lhe perdoasse o gesto humano e ajoelhou-se diante do enfermo. Tomou-lhe as mãos, ansioso, como se estivesse a transmitir vigorosos fluidos vitais, e beijou-lhe a face, chorando copiosamente. Não pude conter as lágrimas e retirei-me, deixando-os a sós Não sei o que se passou, em seguida, entre ambos; mas notei que Francisco, desde esse dia, melhorou bastante. A demência total reduziu-se a crises que são, agora, cada vez mais espaçadas. - Como tudo isso comove! - exclamei sob forte impressão. Entretanto, como pode a imagem do cadáver persegui-lo?
- A visão de Francisco - esclareceu a velhinha, atenciosa -, é o pesadelo de muitos espíritos depois da morte carnal. Apegam-se demasiadamente ao corpo, não enxergam outra coisa, nem vivem senão dele e para ele, votando-lhe verdadeiro culto, e, vindo o sopro renovador, não o abandonam. Repelem quaisquer idéias de espiritualidade e lutam desesperadamente pelo conservar. Surgem, no entanto, os vermes vorazes, e os expulsam. A essa altura, horrorizam-se do corpo e adotam nova atitude extremista. A visão do cadáver, porém, como forte criação mental deles mesmos, atormenta-os no imo da alma. Sobrevêm perturbações e crises, mais ou menos longas, e muito sofrem até à eliminação integral do seu fantasma. Notando-me a comoção, Narcisa acrescentou: - Graças ao Pai, venho aproveitando bastante, nestes últimos anos de serviço. Ah! como é profundo o sono espiritual da maioria de nossos irmãos na carne! Isto, porém, deve preocupar-nos, mas não deve ferir-nos. A crisálida cola-se à matéria inerte, mas a borboleta alçará o vôo; a semente é quase imperceptível e, no entanto, o carvalho será um gigante. A flor morta volve à terra, mas o perfume vive no céu. Todo embrião de vida parece dormir. Não devemos esquecer estas lições. E Narcisa calou-se, sem que me atrevesse a interromper-lhe o silêncio."

Voltar ao topo

Reencarnação * Evangelização nº 51/04 do LIE.

Encaminhando a parte final do extraordinário estudo do capítulo 46 do Livro Nosso Lar, escolhemos um trecho muito significativo mostrando como verdadeiramente funciona a mecânica reencarnatória que a todos nos enquadra, ou seja, exatamente o que plantamos é o que vamos colher mais adiante nessa vida ou na próxima. Queremos dizer com isso, que os enredos e as implicações de nossos atos presentes influenciam nosso futuro, em outras palavras, o que fazemos de bem ou de mal em relação aos nossos semelhantes tanto aos mais próximos como os mais distantes recae sobre nós mesmos, retornando a nós quase matematicamente. A espinhosa reencarnação do espírito Dona Laura, mãe de André Luiz, comprova os entrelaçamentos futuros dos episódios que vivenciamos numa existência que vamos ter que resgatar na vida seguinte, seja pela dor, seja pelo amor. Embora André Luiz estivesse em desacordo com a reencarnação de sua mãe, ela explica ao filho, as razões da sua missão amorosa junto aos outros filhos que se desencaminharam na existência física. Leiamos então a parte final deste capítulo 46 em foco: “Mostrando nobre expressão de serenidade, minha mãe ponderou: - Não consideras a angustiosa condição de teu pai, meu filho? Há muitos anos trabalho para reerguê-lo e meus esforços têm sido improfícuos. Laerte é hoje um céptico de coração envenenado. Não poderia persistir em semelhante posição, sob pena de mergulhar em abismos mais fundos. Que fazer, André? Terias coragem de revê-lo em tal situação, esquivando-te ao socorro justo? - Não - respondi, impressionado -; trabalharia por auxiliá-lo; mas a senhora poderá ajudá-lo mesmo daqui. - Não duvido. No entanto, os espíritos que amam, verdadeiramente, não se limitam a estender as mãos de longe. De que nos valeria toda a riqueza material, se não pudéssemos estendê-la aos entes amados? Poderíamos, acaso, residir num palácio relegando os filhinhos à intempérie? Não posso ficar a distância. Já que poderei contar contigo aqui, doravante reunir-me-ei a Luísa a fim de auxiliar teu pai a reencontrar o caminho certo. Pensei, pensei, e redargüi: - Insistiria, no entanto, com a senhora. Não haverá meios de evitar essa contingência? - Não. Não seria possível. Estudei detidamente o assunto. Meus superiores hierárquicos foram acordes no conselho. Não posso trazer o inferior para o superior, mas posso fazer o contrário. Que me resta, senão isso? Não devo hesitar um minuto. Tenho em ti o amparo do futuro. Não te percas, pois, meu filho, e auxilia tua mãe, quando puderes transitar entre as esferas que nos separam da crosta. Entrementes, zela por tuas irmãs, que talvez ainda se encontrem nas sombras do Umbral, em trabalho ativo de purgação. Estarei novamente no mundo, em breves dias, onde me encontrarei com Laerte para os serviços que o Pai nos confiar. - Mas - indaguei - como se encontra ele com a senhora? Em espírito? - Não - disse minha mãe com significativa expressão fisionômica. Com a colaboração de alguns amigos, localizei-o na Terra, a semana passada, preparando-lhe a reencarnação imediata sem que ele nos identificasse o auxílio direto. Quis fugir das mulheres que ainda o subjugam, talvez com razão, e aproveitamos essa disposição, para jungi-lo à nova situação carnal. - Mas isso é possível? E a liberdade individual? Minha mãe sorriu, algo triste, e obtemperou: - Há reencarnações que funcionam como drásticos. Ainda que o doente não se sinta corajoso, existem amigos que o ajudam a sorver o remédio santo, embora muito amargo. Relativamente à liberdade irrestrita, a alma pode invocar esse direito somente quando compreenda o dever e o pratique. Quanto ao mais, é indispensável reconhecer que o devedor é escravo do compromisso assumido. Deus criou o livre-arbítrio, nós criamos a fatalidade. É preciso quebrar, portanto, as algemas que fundimos para nós mesmos. Enquanto me perdia em graves pensamentos, continuou ela, retomando as anteriores observações: - As infelizes irmãs que o perseguem, entretanto, não o abandonam, e, não fosse a Proteção Divina por intermédio de nossos guardas espirituais, talvez lhe subtraíssem a oportunidade da nova reencarnação. - Deus meu! - exclamei. - Será então possível? Estamos à mercê do mal até esse ponto? Simples joguetes em mão dos inimigos? - Essas interrogações, meu filho - esclareceu minha genitora, muito calma -, devem pairar em nossos corações e em nossos lábios, antes de contrairmos qualquer débito, e antes de transformarmos irmãos em adversários para o caminho. Não tomes empréstimos à maldade... - E essas mulheres? - indaguei. Que será feito dessas infelizes? Minha mãe sorriu e respondeu: - Serão minhas filhas daqui a alguns anos. É preciso não esqueceres que irei ao mundo em auxílio de teu pai. Ninguém ajuda eficientemente, intensificando as forças contrárias, como não se pode apagar na Terra um incêndio com petróleo. É indispensável amar, André! Os que descrêem perdem o rumo verdadeiro, peregrinando pelo deserto; os que erram se desviam da estrada real, mergulhando no pântano. Teu pai é hoje um céptico e essas pobres irmãs suportam pesados fardos na lama da ignorância e da ilusão. Em futuro não distante, colocarei todos eles em meu regaço materno, realizando minha nova experiência. E, olhos brilhantes e úmidos, como se estivesse a contemplar horizontes do porvir, rematou: - E mais tarde... quem sabe? talvez regresse a "Nosso Lar", cercada de outros afetos sacrossantos, para uma grande festividade de alegria, amor e união... Identificando-lhe o espírito de renúncia, ajoelhei-me e beijei-lhe as mãos. Desde aquela hora, minha mãe não era apenas minha mãe. Era muito mais que isso. Era a mensageira do Amparo, que sabia converter verdugos em filhos do seu coração, para que eles retomassem o caminho dos filhos de Deus."

Voltar ao topo

Culto familiar * Evangelização nº 52/04 do LIE.

Ao finalizarmos o estudo desse livro de especial proveito para todos os que almejam Ter maior familiaridade com a vida que a todos nos espera após a morte física, vamos transcrever um trecho do capítulo 48 que mostra a preparação com detalhes de uma reunião em família na residência do espírito Lísias, quando vários de seus membros aguardam para falar com Ricardo, seu pai, que está encarnado na Terra. Ricardo é ainda uma criança, mas seu espírito é convocado para participar de um culto do Evangelho no Lar para preparar a próxima reencarnação de Laura, a qual, como mãe, irá receber espíritos ligados a ele em vida anterior e que se desviaram do caminho de Jesus. Leiamos o que está escrito, neste capítulo:(“- Estamos prontos; contudo, aguardamos a ordem da Comunicação. Nosso irmão Ricardo está na fase da infância terrestre e não lhe será difícil desprender-se dos elos físicos, mais fortes, por alguns instantes. - Mas virá ele até aqui? - indaguei. - Como não? - revidou o interlocutor. - Nem todos os encarnados se agrilhoam ao solo da Terra. Como os pombos-correio que vivem, por vezes, longo tempo de serviço, entre duas regiões, espíritos há que vivem por lá entre dois mundos. E, indicando o aparelho à nossa frente, informou: - Ali está a câmara que no-lo apresentará. - Por que o globo cristalino? - perguntei, curioso. - Não poderia manifestar-se sem ele? - É preciso lembrar - disse Nicolas, atenciosamente - que a nossa emotividade emite forças suscetíveis de perturbar. Aquela pequena câmara cristalina é constituída de material isolante. Nossas energias mentais não poderão atravessá-la. Nesse instante, foi Lísias chamado ao fone por funcionários da Comunicação. Era chegado o momento. Poder-se-ia começar o trabalho culminante da reunião. Verifiquei, no relógio de parede, que estávamos com quarenta minutos depois da meia-noite. Notando-me o olhar interrogativo, disse Nicolas em voz baixa: - Somente agora há bastante paz no recente lar de Ricardo, lá na Terra. Naturalmente, a casa descansa, os pais dormem, e ele, em a nova fase, não permanece inteiramente junto ao berço... Não lhe foi possível continuar. O Ministro Clarêncio, levantando-se, pediu homogeneidade de pensamentos e verdadeira fusão de sentimentos. Fez-se grande quietude, e Clarêncio disse comovedora e singela prece. Em seguida, Lísias se fez ouvir na citara harmoniosa, enchendo o ambiente de profundas vibrações de paz e encantamento. Logo após, Clarêncio tomou novamente a palavra: - Irmão - disse - , enviemos, agora, a Ricardo a nossa mensagem de amor. Observei, então, com surpresa, que as filhas e a neta da senhora Laura, acompanhadas de Lísias, abandonavam o estrado, tomando posição junto dos instrumentos musicais. Judite, Iolanda e Lísias se encarregaram, respectivamente, do piano, da harpa e da citara, ao lado de Teresa e Eloísa, que integravam o gracioso coro familiar. As cordas afinadas casaram os ecos de branda melodia e a música elevou-se, cariciosa e divina, semelhante a gorjeio celeste. Sentia-me arrebatado a esferas sublimes do pensamento, quando vozes argentinas embalaram o interior. Lísias e as irmãs cantavam maravilhosa canção, composta por eles mesmos....)”. “(Às derradeiras notas da bela composição, notei que o globo se cobria, interiormente, de substância leitoso-acinzentada, apresentando, logo em seguida, a figura simpática de um homem na idade madura. Era Ricardo. Impossível descrever a sagrada emoção da família, dirigindo-lhe amorosas saudações. O recém-chegado, após falar particularmente à companheira e aos filhos, fixou o olhar amigo em nós outros, pedindo fosse repetida a suave canção filial, que ouviu banhado em lágrimas. Quando se calaram as últimas notas, falou comovidamente: - Oh! meus filhos, como é grande a bondade de Jesus, que nos aureolou o culto doméstico do Evangelho com as supremas alegrias desta noite! Nesta sala temos procurado, juntos, o caminho das esferas superiores; muitas vezes recebemos o pão espiritual da vida e é, ainda aqui, que nos reencontramos para o estímulo santo. Como sou feliz! A senhora Laura chorava discretamente. Lísias e as irmãs tinham os olhos marejados de pranto. Percebi que o recém-chegado não falava com espontaneidade e não podia dispor de muito tempo entre nós. Possivelmente, todos ali mantinham análoga impressão, porque vi Judite abraçar-se ao globo cristalino, ouvindo-a exclamar carinhosamente: - Pai querido, diga o que precisa de nós, esclareça em que poderemos ser úteis ao seu abnegado coração! Observei, então, que Ricardo pousou o olhar profundo na senhora Laura e murmurou: - Sua mãe virá ter comigo, em breve, filhinha! Mais tarde, virão vocês, igualmente! Que mais eu poderia desejar, para ser feliz, senão rogar ao Mestre que nos abençoe para sempre?...)”.

Voltar ao topo