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Conheça mais sobre André Luiz

Palavras que trazem Luz
Como é a vida no plano espiritual.
Porque pensar e fazer o Bem.
As consequências dos sentimentos negativos.
A Mediunidade na evolução do homem
Conhecendo os dois planos da existência.
A vida depois da desencarnação.
A Sexualidade do ponto de vista espiritual!
Estudo da obra No Mundo Maior!
As conquistas no campo da renovação mental.
Estudando a mediunidade!
A semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória!
Os trabalhadores da última hora!
A vida em dois mundos!
Produzido pelo
Lar Irmã Esther
Guaíba/RS
Desenvolvimento:
Marcelo Plocharski

Estudos sobre o Livro "No mundo maior" de André Luiz com psicografia de Chico Xavier
Clique sobre o assunto que você quer estudar e vá direto para o texto:

Estudantes espiritualistas * Evangelização nº 60/06 do LIE.

A casa mental * Evangelização nº 61/06 do LIE.

O que fazemos na crosta terrestre * Evangelização nº 62/06 do LIE.

Só o amor pode curar * Evangelização nº 63/06 do LIE.

Não matarás * Evangelização nº 64/06 do LIE.

Na desencarnação * Evangelização nº 65/06 do LIE.

Auxílio de Luz * Evangelização nº 66/06 do LIE.

Animismo * Evangelização nº 67/06 do LIE.

Aborto * Evangelização nº 68/06 do LIE.

A dor de um aborto * Evangelização nº 69/06 do LIE.

Sexualidade sadia * Evangelização nº 70/06 do LIE.

Não ao suicídio * Evangelização nº 71/06 do LIE.

Alegria mundana * Evangelização nº 72/06 do LIE.

Compreensão às leis divinas * Evangelização nº 73/06 do LIE.

Zonas de sombra * Evangelização nº 74/06 do LIE.

Reencontro feliz * Evangelização nº 75/06 do LIE.

Mensagem de luz * Evangelização nº 76/06 do LIE.


Estudantes espiritualistas * Evangelização nº 60/06 do LIE.

Neste livro suave e profundo, André Luiz prossegue enfocando qual é e como é planejada e concretizada a vida dos Espíritos nas províncias do Além. Após os tratamentos e amparos que recebem, os desencarnados são treinados em equipes de trabalho solidário em favor dos que permanecem em trevas e obscuridades. Os espíritos já iluminados, que vão para a tarefa de orientação, orientam seus auxiliares e mais diretamente os recém-desencarnados que aportam nos núcleos do Além completamente cegos e inconscientes da nova vida que recomeça para eles. Grande parte dos desencarnados dos núcleos que na Terra se classificam como católicos, cruzam as divisas do Além na condição de pessoas cegas e angustiadas, como quem desembarca numa cidade nova e desconhecida. De um modo geral os católicos lá chegam esperando um julgamento, muito diferente daquele que lá os aguarda, com a perspectiva do céu, purgatório ou inferno eternos. A Humanidade, como um todo, talvez já tenha condições de conhecer a misericórdia de Deus dando novas oportunidades aos seus filhos errantes. Leiamos um trecho desse capítulo 1, que descreve uma reunião do Instrutor Eusébio com estudantes de espiritualismo de diversas correntes, que se candidatam aos serviços de vanguarda no plano espiritual:
“Fez breve pausa e concluiu: - Os demais são colaboradores de nosso plano em tarefa de auxílio. A organização dos trabalhos era digna de sincera admiração. Estávamos num campo substancialmente terrestre. A atmosfera, impregnada de aromas que o vento espargia em torno, recordava-me o lar na Terra, contornado de seu jardim, em noite cálida. Que teria eu realizado no mundo físico se recebesse, em outro tempo, aquela bendita oportunidade de iluminação? Aquele punhado de mortais, sob os raios da lua, afigurou-se-me assembléia de privilegiados, favorecidos por celestes numes. Milhões de homens e mulheres a dormir em cidades próximas, algemados aos interesses imediatos e ansiando a permuta das mais vis sensações, nem de longe suspeitariam a existência daquela original aglomeração de candidatos à luz íntima, convocados à preparação intensiva para incursões mais longas e eficientes na espiritualidade superior. Teriam a noção do sublime ensejo que lhes aprazia? Aproveitariam a dádiva com suficiente compreensão dos valores eternos? Marchariam desassombrados para a frente, ou estacionariam ao contato dos primeiros óbices, no esforço iluminativo? Calderaro percebeu-me as silenciosas perquirições e acrescentou:
- Nossa comunidade de trabalho se dedica, essencialmente, à manutenção do equilíbrio. Não ignoras que a modificação do plano mental das criaturas ninguém jamais a impõem: é fruto de tempo, de esforço, de evolução; e o edifício da sociedade humana, em o atual momento do mundo, vem sendo abalado nos próprios alicerces, compelindo imenso número de pessoas a imprevista renovações. Certo, não te surpreenderás se eu disser que, em face do surto da inteligência moderna, que embate na paralisia do sentimento, periclita a razão. O progresso material atordoa a alma do homem desatento. Grandes massas, há séculos, permanecem distanciadas da Luz espiritual. A civilização puramente científica é um Saturno devorador, e a humanidade de agora se defronta com implacáveis exigências de acelerado crescer mental. Daí o agravo de nossas obrigações no setor da assistência. As necessidades de preparação do espírito intensificam-se em ritmo assustador.
Nesse instante, alcançamos a multidão pacífica. Meu interlocutor sorriu, frisando: - O acaso não opera prodígios. Qualquer realização há que planejar, atacar, por a termo. Para que o homem físico se converta em homem espiritual, o milagre exige muita colaboração de nossa parte.”

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A casa mental * Evangelização nº 61/06 do LIE.

Neste capítulo 3, intitulado “A casa Mental”, na companhia do espírito Calderaro, André Luiz numa colônia ou plano bem próximo da crosta terrestre revela-nos como é a vida entre aqueles espíritos, seus níveis de consciência, de esperanças, de frustração ou grau de apego às coisas materiais. Como são erguidas as construções, os edifícios, os lares e as relações fraternais ou desarmonizadas dos que coabitam nestas casas ou instituições de recolhimento. As diversas descrições são como que um mural imenso explicando como é a vida e suas circunstâncias naquele plano do após morte física. Não se trata de espíritos elevados mas de espíritos comuns nas áreas do desejo, das emoções, dos primeiros anseios de aperfeiçoamento e busca de paz. Escolhemos um trecho significativo desse livro, com relatos minuciosos e singulares. Vamos então à essa leitura:
“O campo social regurgitava de oportunidades maravilhosas para a aquisição de inestimáveis afeições. Os lares, em que situávamos o serviço diuturno, emergiam-se entre jardins encantadores, quais ninhos tépidos e venturosos em frondes perfumadas e tranqüilas. Não nos faltavam determinações e deveres, ordem e disciplina; entretanto, a serenidade era nosso clima, e a paz, nossa dádiva de cada dia. Arremessara-nos a morte a atmosfera estranha à luta física. A primeira sensação fora o choque. Empolgara-nos o imprevisto. Continuávamos vivendo, apenas sem a máquina filosófica, mas as novas condições de existência não significavam subtração da oportunidade de evolver. Os motivos de competição benéfica, as possibilidades de crescimento espiritual haviam lucrado infinitamente. Podíamos recorrer aos poderes superiores, entreter relações edificantes, tecer esperanças e sonhos de amor, projetar experiência mais elevadas no setor reencarnacionista, aprimorando-nos no trabalho e no estudo e dilatando a capacidade de servir.
Em suma, a passagem pelo sepulcro conduzira-nos a uma vida melhor; mas... e os milhões que transpunham o estreito limiar da morte, permanecendo apegados à crosta da Terra? Incalculáveis multidões desse gênero mantinham-se na fase rudimentar do conhecimento; apenas possuíam algumas informações primárias da vida; exoravam amparo dos Espíritos Superiores, como as tribos primitivas reclamam o concurso dos homens civilizados; precisavam de desenvolver faculdades, como a criança de crescer; não permaneciam chumbadas à esfera carnal por maldade, senão que se demoravam, hesitantes, no chão terreno, como os pequeninos descendentes dos homens se aconchegam ao seio materno; guardavam da existência apenas lembranças do campo sensitivo, reclamando a reencarnação quase imediata quando lhes não era possível a matrícula em nossos educandários de serviço e aprendizado iniciais. Por outro lado, verdadeiras falanges de criminosos e transviados agitavam-se, não longe de nós, depois de haverem transposto as fronteiras do túmulo; consumiam, por vezes, inúmeros anos entre a revolta e a desesperação, personificando hórridos gênios da sombra, como ocorre, nos círculos terrenos, com os delinqüentes contumazes, segregados da sociedade sadia; mas sempre terminavam a corrida louca nos desvãos escuros do remorso e do sofrimento, penitenciando-se, por fim de suas perversidades. O arrependimento é, porém, caminho para a regeneração e nunca passaporte direto para o céu, razão pela qual esses infelizes formavam quadros vivos de padecimento e de horror.”

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O que fazemos na crosta terrestre * Evangelização nº 62/06 do LIE.

Há nessa obra espiritual trechos de extravasada sabedoria e conscientização do que realmente somos na obra da criação. Estamos aqui na Terra para evoluir e, se queremos progredir, temos a espiritual necessidade de nos esforçar para avançar no bem e na aquisição da Verdade. As palavras do mentor Calderaro não permitem dúvidas nesse sentido. Ele nos fala de um modo muito claro sobre as razões Divinas acerca do que estamos fazendo aqui na Crosta terrestre. E qual o caminho que afinal indesviavelmente temos que percorrer. Deus é nosso Pai Maior e quer que nós, seus filhos queridos o amemos por nossa livre escolha. Leiamos pois com interessada atenção a substancial e sábia definição que o Ministro Calderaro nos presta para nosso conhecimento e orientação definitiva:
“O prestimoso mentor argumentou, sorridente: - Depois da morte física, o que há de mais surpreendente para nós é o reencontro da vida. Aqui aprendemos que o organismo perispíritico que nos condiciona em matéria mais leve e mais plástica, após o sepulcro, é fruto igualmente do processo evolutivo. Não somos criações milagrosas, destinadas ao adorno de um paraíso de papelão. Somos filhos de Deus e herdeiros dos séculos, conquistando valores, de experiência em experiência, de milênio a milênio. Não há favoritismo no Templo Universal do Eterno, e todas as forças da Criação aperfeiçoam-se no Infinito. A crisálida de consciência, que reside no cristal a rolar na corrente do rio, aí se acha em processo liberatório; as árvores que por vezes se aprumam centenas de anos, a suportar os golpes do Inverno e acalentadas pelas carícias da Primavera, então conquistado a memória; a fêmea do tigre, lambendo os filhinhos recém-natos, aprende rudimentos de amor; o símio, guinchando, organiza a faculdade da palavra. Em verdade, Deus criou o mundo, mas nós nos conservamos ainda longe a da obra completa. Os seres que habitam o Universo ressumbrarão suor por muito tempo, a aprimorá-lo. Assim também a individualidade. Somos criação do Autor Divino, e devemos aperfeiçoar-nos integralmente. O Eterno Pai estabeleceu como lei universal que seja a perfeição obra de cooperativismo entre Ele e nós, os seus filhos.
O mentor silenciou por instantes, sem que me acudisse ânimo suficiente para trazer qualquer comentário aos seus elevados conceitos. Logo após, indicou-me a medula espinhal e continuou: - Creio ociosa qualquer alusão aos trabalhos primordiais do nosso longo drama de vida evolutiva. Desde a ameba, na tépida água do mar, até o homem, vimos lutando, aprendendo e selecionando invariavelmente. Para adquirir movimento e músculos e raciocínios, experimentamos a vida e por ela fomos experimentados, milhares de anos. As páginas da sabedoria hinduísta são escritos de ontem, e a Boa-Nova de Jesus Cristo é matéria de hoje, comparadas aos milênios vividos por nós, na jornada progressiva.
Depois de fazer com a destra significativos gesto, prosseguiu: - No sistema nervoso, temos o cérebro inicial, repositório dos movimentos instintivos e sede das atividades subconscientes; figuremô-lo como sendo o porão da individualidade, onde arquivamos todas as experiências e registramos os menores fatos da vida. Na região do córtex motor, zona intermediária entre os lobos frontais e os nervos, temos o cérebro desenvolvido, consubstanciando as energias motoras de que se serve a nossa mente para as manifestações imprescindíveis no atual momento evolutivo do nosso modo de ser. Nos planos dos lobos frontais, silenciosos ainda para a investigação científica do mundo, jazem materiais de ordem sublime, que conquistaremos gradualmente, no esforço de ascensão, representado a parte mais nobre de nosso organismo divino em evolução.”

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Só o amor pode curar * Evangelização nº 63/06 do LIE.

Há uma reflexão básica feita pelo instrutor de André Luiz, Calderaro, que faz no trecho que estampamos aqui, no qual ele diz a seguinte frase: “Se o conhecimento auxilia por fora. Só o amor socorre por dentro”; querendo com isso dizer que não é com discursos lógicos e extensos que podemos socorrer aquele que precisa de nós mas, sim, com atos de amor sincero. André descreve-nos a sofrida situação de um enfermo obsedado por um vingativo espírito que fustigava-o implacavelmente; informando-nos oportunamente qual o melhor tratamento para essas ligações doentias e terríveis; orienta-nos que o Evangelizador deve conhecer princípios básicos de psicologia, mas, embora esta auxilie, é o amor esclarecido quer irá curar e depois elevar um e outro. André Luiz fala-nos também das descobertas da Escola de Charcot, uma dos primeiras a desvendar que pode-se conversar com um paciente em sono profundo, providência que já era adotada pelos espíritas socorristas do Mundo Maior. Leiamos com atenção o seguinte:
“Contava como certo que o assitente os comulasse de longas doutrinações; Calderaro, porém, guardou absoluto silêncio. Não me contive: interroguei-o. Porque os não socorrer com palavras de esclarecimento? O doente parecia-me aflito, enquanto o perseguidor se erguia, agora, mais agressivo. Por que não sustar o braço cruel que ameaçava um infeliz? Não seria justo impedir o atrito, que acarretaria conseqüências imprevisíveis ao companheiro hospitalizado? O instrutor ouviu-me, sereno, e respondeu:
- Falaríamos em vão, André, porque ainda não sabemos amá-los como se fôssem nossos irmãos ou nossos filhos. Para nós ambos, espíritos de raciocínio algo avançado, mas de sentimentos menos sublimes, são eles dois infortunados, e nada mais. Damo-lhes, no momento, o de que dispomos, isto é, intervenção benéfica no campo de seus sofrimentos exteriores, nos limites de nossas aquisições no domínio do conhecimento. Olhou para a grande porta próxima e acentuou: - A providência não foi, porém, esquecida. A irmã Cipriana, orientadora dos serviços de socorro do grupo em que coopero, não pode tardar. Mais alguns instantes, durante os quais o verdugo e a vítima reciprocavam palavras amargas, e o prestimoso mentor prosseguiu: - Lembraste de De Puysegur? Sim, recordava-me de modo vago. Fêz-se em meu cérebro uma livre associação de idéias, rememorado estudos que levara a efeito sobre certas realizações de Charcot. Não podia, entretanto, especificar particularidades, porquanto a psiquiatria não fora meu campo direto de trabalho na medicina. Tornou Calderaro, solícito: - De Puysegur foi dos primeiros magnetistas que encontraram o sono revelador, em que era possível conversar com o paciente noturno em um estado consciencial que não o comum. Desde então, a descoberta impressionou os psicologistas; com ela, surgia nova terapêutica para tratamento das moléstias nervosas e mentais. Entretanto, para nós <<neste lado>> da vida, o fenômeno é corriqueiro: diariamente milhões de pessoas adormecem sob a influência magnética de amigos espirituais, a fim de serem auxiliadas nas resoluções inadiáveis.
- E porque não tentarmos o esclarecimento verbal, agora, a estes nossos amigos? insisti, ansioso por minha vez, observando os infortunados contendores, que se trocavam insultos e acusações.
- Porque, se o conhecimento auxilia por fora, só o amor socorre por dentro - acrescentou o instrutor tranquilamente. Com a nossa cultura retificamos os efeitos, quanto possível, e só os que amam conseguem atingir as causas profundas. Ora, os nossos desventurados amigos reclamam intervenção no íntimo, para modificar atitudes mentais em definitivo... E nós ambos, por enquanto, apenas conhecemos, sem saber amar... Nesse momento, alguém assomou à porta de entrada.”

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Não matarás * Evangelização nº 64/06 do LIE.

“Caim que fizeste com teu irmão Abel é a frase de indagação precisa que a Providência faz sempre que alguém tira a vida do outro na face da Terra. Neste trecho do livro “No Mundo Maior”, o espírito luminoso de uma senhora que havia sido mãe na Terra, segue em socorro de alguém que lhe fora um filho amado e deve a auto-acusação de que tirara a vida de alguém; e que esse alguém, na situação ali presente, era o obssessor de seu filho e com sede de vingança. O espírito superior de nome Cipriana, contudo, coloca sua antiga condição de mãe e busca esclarecer o que significa tirar a vida de um outro ser alegando fazer justiça pelas próprias mãos. Leiamos o dramático diálogo mantido entre ela, seu ex-filho e os esclarecimentos a ambos conforme as leis Divinas:
“- Mãe dos Céus! Clamou o companheiro hospitalizado, chorando convulsivamente como vos dignais de visitar o criminoso, que sou eu? Sinto vergonha de mim mesmo, sou imperdoável pecador, abatido pela minha própria miséria... Vossa luz revela-me toda a extensão das trevas em que me debato! Condoei-vos de mim, Senhora!...
Havia uma sinceridade imensa, aliada a imensa dor, naquelas palavras de angústia e de arrependimento. Soluços sufocantes assomaram-lhe a tocante súplica. Cipriana acercou-se dele, de olhos fascinantes e úmidos. Tentou soergue-lo, sem no entanto, lograr que ele deixasse a postura genuflexa. Certo, a piedosa missionária informara-se de todas as minúcias necessárias ao êxito de sua missão naqueles minutos, porque, enlaçando-o maternalmente, o chamou pelo nome, esclarecendo:
- Pedro, filho meu, não sou quem julgas, no transporte de viva confiança que te sensibiliza a alma. Sou simplesmente tua irmã na eternidade; todavia, também fui mãe na Terra, e sei quanto sofres. O interpelado ergueu os olhos súplices, fitando-a através do espesso véu de lágrimas. Embora visivelmente animado pelas declarações ouvidas, manteve-se em oposição reverente e humilde. Matei um homem!... exclamou, desabafando-se. A mensageira afagou-lhe o rosto, banhando em pranto, e acrescentou: - Sei disto.
Decorridos alguns instantes, em que dividia o carinhoso olhar entre o interlocutor e o verdugo, contido pelo respeito a reduzida distância, dirigiu-se ao doente, de maneira intencional, de modo a se fazer ouvida pelo companheiro vingador: - Porque destruíste, Pedro, a vida de teu irmão? Como te julgaste com forças e direito para quebrar a harmonia divina? Deixando perceber que lhe ouvia os pensamentos mais íntimos, prosseguiu: - Suponhas fazer justiça pelas próprias mãos, quando só fazia expandir a cólera aniquiladora. Por que razão, meu filho, pretendeste equilibrar a vida, provocando a morte? Como conciliar a justiça com o crime, quando sabemos que o verdadeiro justo é aquele que trabalha e espera no Pai, o Supremo do Doador da Vida? Faz muito tempo hás prerpetrado o homicídio, presumindo liquidar escraboso débito a jorros de sangue... Eliminaste o corpo de um amigo que se fez incompreensivo e duro; todavia, desde o trágico instante, ouves a consciência divina, a reiterar a velha pergunta: - Caim, que fizeste de teu irmão? Tens vivido desarvorado e desditoso, de alma agrilhoada à própria vítima, aprendendo que o mal jamais se coadunará com o bem e que a lei cobra dobrados tributos àquele que se antepõem aos seus ditames sábios e soberanos. Destruíste a paz de uma companheiro e perdeste a tranqüilidade própria; suprimiste-lhe o veículo físico, mas perambulas algemado ao teu, sentindo-o qual pesado fardo... Cuidavas ministrar o direito a ti mesmo e entortaste o destino, imprimindo perigosa curva ao teu caminho, que poderia ser retilíneo e iluminado. Temendo a ti próprio, por te sentires delinqüente em toda a parte, buscaste refúgio no trabalho atabalhoado e mecanizante; conseguiste dinheiro que nunca te pacificou o ser; alcançaste culminante posição social entre os homens, dentro da qual, contudo, te sentes cada vez mais triste e mais desamparado...”

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Na desencarnação * Evangelização nº 65/06 do LIE.

A desencarnação é sempre uma dor irradiante. Aquele momento em que o Destino impõe que seja exalado o último suspiro é de alta significação para todos. Findaram para quem desencarnou todas as suas tarefas no plano físico, o espírito abandonará o corpo já sem nenhuma condição de funcionamento para ir transformar-se em cinzas e ossos no jazigo. É a libertação e a passagem para um plano superior, lá onde se desfazem os grilhões da carne e as necessidades de sustentação orgânica biológica. Mas a dor dos entes queridos e a saudade que começa é de suposição infinita. Na Terra estreitamos relações afetivas com os braços que se abrem em nossa direção, intercambiamos afetos profundos com muitos e depois, sempre é difícil nos despregarmos desses envolvimentos essenciais, por vezes mesmo quando temos convicções de que a vida continua após o túmulo. Vamos refletir sobre uma cena de uma dessas despedidas, que ocorrem quando a moribunda Jubileta despedia-se com um aceno para sua filha Cândida, e o pedido último que conseguiu concretizar para com o pai Paulinho, nos instantes últimos da desencarnação de Julieta. Leiamos para o trecho final do capítulo seis.
“Calou-se a instrutora, mas de seu coração partiam raios de safirina luz, envolvendo o rapaz in- tegralmente. O cavalheiro ergueu os olhos lacrimosos, contemplando-a, reconhecido, e declarou :
-Recebo a vossa palavra como se fora a de minha Mãe Celestial. Fazei de mim o que vos aprouver. Estou pronto.. . Cipriana depositou Cândida no invólucro físico. afetuosamente, e dirigiu-se ao jovem par, acrescentando:
-Que o Pai nos abençoe a todos . Julieta e Paulinho foram reconduzidos ao aposento do qual tinham vindo, e nós, de nossa parte, dilatamos a permanência no quarto da enferma, em auxilio ao «processo desencarnatório» . Às oito horas da manhã, Cipriana suprimiu-lhe a maior parte das forças. Chamado pela enfermeira vigilante, o médico prognosticou a morte próxima. Reclamada a presença da filha, compareceu a jovem depois do meio-dia, seguindo-se-lhe Paulino, visivelmente comovido. Que belo que é verificar a influência indireta do plano superior sobre os companheiros terrestres!
Como haviam procedido nas horas de sono carnal, assim, ao observarem a venerável senhora em plena agonia, ajoelharam-se ambos, lacrimosos, quase na mesma posição de horas antes. Cândida fixou o rapaz em atitude suplicante, e falou-lhe, com dificuldade, embora Cipriana lhe não deixasse fugir as energias, mantendo a destra luminosa sobre a sua cabeça. A agonizante comentou, comovedoramente, a angústia que lhe torturava o espírito. Receava deixar a filha inexperiente no mundo, à mercê das tentações. Apelava para o cavalheirismo de Paulino, que a não deixou terminar. De olhos rasos dágua, colocou o indicador nos lábios da respeitável moribunda, confortando-a.
- Dona Cândida - disse, atencioso -, não fale mais nisso. Amanheci hoje com um propósito irremovível: Julieta e eu nos casaremos, dentro em poucos dias. Amanhã mesmo iniciaremos o processo de legalização do nosso compromisso, antes que qualquer circunstância interfira por empecer nossos desejos. Fique, pois, descansada. A partir de agora, sou também seu filho. A agonizante, chorando copiosamente, fêz um sinal, Julieta aproximou-se, enquanto Paulino colava o rosto aos seus cabelos prematuramente encanecidos. Foi então que Cândida, amparada por Cipriana, Ihes uniu as mãos, num gesto simbólico, osculando-as enternecidamente. Foi seu derradeiro movimento no corpo exausto. Em breves minutos, as pálpebras físicas cerraram-se para sempre, enquanto os olhos espirituais se abririam entre nós, para a contemplação dos trilhos refulgentes da Eternidade.”

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Auxílio de Luz * Evangelização nº 66/06 do LIE.

Embora muita gente não acredite nos poderes da prece, a oração sempre chega ao coração e ao pensamento de Deus. É a primeira e a maior forma de comunicação entre a criatura inteligente e o Criador. E se temos a plena convicção que esse Pai-Criador é infinitamente perfeito e justo, não podemos duvidar de que ele nunca deixará de ouvir as preces de seus filhos amados e necessitados de proteção. Acontece que muitos não têm fé e o que dizem sobre sua real crença espiritual é apenas da boca pra fora. Já o testemunho dos espíritos tanto em livros, mensagens e principalmente pelo trabalho que fazem junto a nós necessita do médiun e este por sua vez deve buscar sempre o louvor a Deus e a obediência total às leis Divinas. O extraordinário trabalho representado pelas obras de André Luiz é a expressão do Trabalho Maior com letras em maiúsculo. Essa parceria entre espírito encarnado e desencarnado direcionado para o Bem e a Luz está no ápice das tarefas realizadas levadas a efeito na crosta terrestre. Daí a motivação pela qual devemos ter sempre mais médiuns confiáveis para missões mediúnicas. Daí também a razão de estarmos perseverantemente instigando-os na tarefa de servir ao próximo. Isto é do interesse maior de cada um de nós. No livro aqui em estudo vemos o invencível amor de uma mãe por um filho enfermo, filho este que em vida anterior foi um perverso criminoso e assaltante. Leiamos, pois, com atenção.
“O abnegado amigo colocou as mãos sobre os lobos frontais dela, como atraindo a mente materna pra a região mais elevada do ser, e passou a irradiar-lhe tocantes apelos, como se lhe fora desvelado pai falando ao coração. Profundamente sensibilizado, assimilava-lhe as palavras de ânimo e de consolação, que a afetuosa mãezinha recebia em forma de idéias e sugestões superiores. Notei que a disposição íntima da jovem senhora tomava pouco a pouco um renovado alento. Observei que na epífise lhe surgia suave foco de claridade irradiante e que de seus olhos começaram brotar lágrimas diferentes. A claridade branda, fluindo do cérebro, desceu para o tórax, de onde, então, se evolaram tênues fios de luz que a ligaram ao filhinho infeliz. Contemplou o pequeno, agora calmo, através do espesso véu de pranto e ouvi-lhe os pensamentos sublimes.
Sim, Deus não a abandonaria meditava; dar-lhe-ia forças para cumprir até ao fim o cometimento que tomara a ombros, com a beleza do primeiro sonho e com a ventura da primeira hora. Sustentaria o desventurado rebento de sua carne, como se fora um tesouro celeste. Seu amor avultaria com os padecimentos do filhinho muito amado; seus sacrifícios de mãe seriam mais doces, toda vez que a dor o visitasse com maior intensidade. Não era ele mais digno de seu devotamento e renúncia pela aflitiva condição em que nascera? Os filhos de antigas companheiras eram formosos e inteligentes, como botões perfumados da vida, prometendo infinitas alegrias no jardim do futuro; também seu pequenino paralítico era belo, necessitando, porém, de mais blandícia e arrimo. Saberia Deus porque viera ele ao mundo, sem a faculdade da palavra e sem manifestações de inteligência. Não lhe bastaria confiar no Supremo Pai? Serviria ao Senhor sem indagar; amaria seu filho pela eternidade; morreria, se preciso fora, para que ele vivesse. Num transporte de indefinível carinho, a jovem mãe inclinou-se e beijou o doentinho nos lábios, com o júbilo de quem osculasse um anjo celestial. Vi surpreendido, que numerosas centelhas de luz se desprendiam do contacto afetivo entre ambos e se derramavam sobre as duas entidades inferiores; estas, de sua parte, se inclinaram também, como que menos infelizes, perante aquela nobre mulher que mais tarde lhes serviria de mãe.”

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Animismo * Evangelização nº 67/06 do LIE.

Todos os médiuns devem conhecer, com clareza o que é e como são nefastos os preconceitos que originam ou alimentam o animismo. Espiritualmente, para os que não sabem, animismo significa, por exemplo, o médium misturar em uma mensagem mediúnica, pensamentos e cogitações de sua própria mente, na mensagem que receba de um espírito, a qual aparenta ser infiel no conteúdo essencial. Isto é muito comum de acontecer com médiuns inseguros e insuficientemente preparados. Já ouvimos comentários de companheiros que se referem com ironia ao à guisa de humor, que esse ou aquele médium bota seus problemas e conflitos espirituais nas mensagens que devem se originar dos espíritos que estão nos enviando mensagens. Para resumir uma ligeira análise, convém esclarecer que tais posicionamentos perante tais companheiros, são antes de tudo falta de caridade e de compressão. Assim como a árvore não nasce já dando frutos, tudo na vida precisa de um tempo para maturação. E para ensinar precisamos de paciência. Os senhores que nos acompanham neste estudo sistemático, devem ler e refletir sobre este capítulo 9 para conscientizar-se acerca do que pensam os espíritos de luz sobre os caminhos iniciais dos médiuns e o respeito que devemos a eles dedicar. Aqui vamos ler apenas um trecho desse importante assunto para cada um de nós:
“- Anota as particularidades do serviço - disse-me Calderaro, com significativa inflexão de voz -; todos os companheiros em posição receptiva estão absorvendo a emissão mental do comunicante, cada qual a seu modo. Repara calmamente.
Circulei a mesa e vi que os raios de força positiva do mensageiro efetivamente incidiam em oito pessoas. Reconheci que o tema central do desejo formulado por nosso amigo, no tocante do projeto de assistência aos enfermos, alcançava o cérebro dos que se conservavam em atitude passiva; na tela animada de concentração de energias que logo lhes provocava a livre associação dos psicanalistas. Fixei as particularidades com atenção. Ao receberem a emissão de forças do trabalhador do bem, um cavalheiro recordou comovente paisagem de hospital; outro rememorou o exemplo de uma enfermeira bondosa que com ele tratava relações; outro abrigou pensamentos de simpatia para com os doentes desamparados; duas senhoras se lembraram da caridosa missão de Vicente de Paulo; a uma velhinha acudiu a idéia de visitar algumas pessoas acamadas que lhe eram queridas; um jovem reportou-se, em silêncio, a notáveis páginas que lera sobre piedade fraternal para com todos os semelhantes afastados do equilíbrio físico.
Examinei também as três pessoas que se mantinham impermeáveis ao serviço beneméritos daquela hora. Duas delas contristavam-se por haver perdido uma sessão cinematográfica, e a outra, uma senhora na idade provecta, retinha a mente na lembrança das ocupações domésticas, que supunha imperiosas e inadiáveis, mesmo ali, num círculo de oração, onde devera beneficiar-se com paz.
Somente Eulália recebia o apelo da comunicante com mais nitidez. Sentia-se ao seu lado: envolvia-se em seus pensamentos; possuía-se, não só de receptividade, mas também de boa disposição para servi-lo.
Decorridos alguns minutos de expectativa e de preparo silencioso, a mão da médium, orientada pelo médico e movida em cooperação com os estímulos psicofísicos da intermediária, começou a escrever, em caracteres irregulares, denunciando o natural conflito de <<dois cosmos psíquicos>> diferentes, mas empenhados num só objetivo - a produção de uma obra elevada. Acompanhei a cena com interesse. Mais alguns momentos, e fazia-se a leitura do pequeno texto obtido.”

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Aborto * Evangelização nº 68/06 do LIE.

André Luiz faz um relato real e terrível das iniciativas dolorosas de um aborto, descrevendo as circunstâncias, o desespero e as providências de intervenção dos Espíritos superiores em um grave acontecimento no mundo das criaturas humanas. A cena é chocante: A jovem Cecília, de 25 anos, que fora criada com muitos mimos e amparada por grande fortuna contrata uma profissional de caráter duvidoso para executar a sinistra trama e logo os acontecimentos se desenrolam. A mãe de Cecília, que é um espírito nobre e desencarnado pede socorro urgente ao instrutor Calderaro, chefe orientador da equipe que incluía André Luiz e lá, tendo por cenário uma casa de luxo, todos estão a postos em posições contrárias. Cecília não cede às ponderações finais da enfermeira, grita que quer ver-se livre do feto já de quatro meses de formação ainda naquela noite. O trecho que agora vamos transcrever faz parte desse capítulo 10 e seu texto diz o seguinte:
“ - Sim, sim tornou a doente, inquieta; não quero adiar essa intervenção. Os médicos negaram-se a fazê-la, mas eu conto com tua dedicação. Meu pai não pode saber disso, e eu odeio esta situação que terminantemente não conservarei. Calderaro pousou a destra na fronte da responsável pelos serviços de enfermagem, no intuito evidente de transmitir alguma providência conciliatória, e a enfermeira ponderou:
- Temos algum repouso, Cecília. Modificarás possivelmente esse plano.
- Não, não Objetou a imprevidente futura mãe, com mau humor indisfarçável; minha resolução é inabalável. Exijo a intervenção esta noite. Mau grado à negativa peremptória, sorveu o cálice de sedativo que a companheira lhe oferecia, atendendo-nos a influência indireta. Consumara-se a medida que o meu instrutor desejava. Parcialmente desligada do corpo físico, em compulsória modorra, pela atuação calmante do remédio, Calderaro aplicou-lhe fluidos magnéticos sobre o disco foto-sensível do aparelho visual, e Cecília passou a ver-nos, embora imperfeitamente, detendo-se, admirada, na contemplação da genitora. Reparei, contudo, que, se a mãezinha exuberava copioso pranto de comoção, a filha se mantinha impassível, não obstante o assombro que se lhe estampara no olhar. A matrona desencarnada avançou, abraçou-se a ela e pediu, ansiosa:
- Filha querida, venho a ti, para que te não abalances à sinistra aventura que planejas. Reconsidera a atitude mental e harmoniza-te com a ida. Recebe minhas lágrimas, como apelo do coração. Por piedade, ouve-me! Não te precipites nas trevas, quando a mão divina te abre as portas da luz. Nunca é tarde para recomeçar, Cecília. Deus, em seu infinito devotamento, transforma as nossas faltas em redes de salvação. A mente desvairada da ouvinte recordou as convenções sociais, de modo vago, como se vivera em minuto de pesadelo indefinível. A palavra materna, porém, continuou: - Socorre-te da consciência, antes de tudo! O preconceito é respeitável, a sociedade tem os seus princípios justos; entretanto, por vezes, filhinha, surge um momento na esfera do destino e da dor, em que devemos permanecer com Deus, exclusivamente. Não abandone a coragem e a fé. A maternidade, iluminada pelo amor e pelo sacrifício, é feliz em qualquer parte, ainda mesmo quando o mundo, ignorando a causa de nossas quedas, nos nega recursos à reabilitação, relegando-nos à reincidência e ao desamparo. Por agora, defrontarás com a tormenta de lágrimas; o temporal de incompreensão e da intolerância vergastará teu rosto... Contudo, a bonança volta. O caminho é empedrado e árido, os espinhos dilaceram, mas terás, de encontro ao coração, um filhinho amoroso, indicando-te o futuro! Em verdade Cecília, deverias erguer teu ninho de felicidade na árvore do equilíbrio, glorificando, em paz, a realização de cada dia e a bênção de cada noite: entretanto, não pudeste esperar... Cedeste aos golpes infrenes da paixão, abandonando o ideal aos primeiros impulsos do desejo.”

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A dor de um aborto* Evangelização nº 69/06 do LIE.

Devido ao marcante ensinamento deste capítulo, resolvemos transcrever parte de seu trecho final, de sangue, obsessão e horror. Isto acontece quando Cecília, tendo contratado os serviços de uma parteira particular, contorce-se em dores muito fortes para a retirada do feto não desejado, tendo André Luiz, que junto com o orientador Calderaro, exprimindo em palavras o que viu e ouviu no entrechoque de expressões amaldiçoadas trocadas entre a parturiente que renegava o fruto de suas entranhas e o feto sendo expulsado em fúria porque não pôde renascer. Leiamos atentamente o que está escrito neste capítulo sobre o que aconteceu nos minutos finais deste aborto e a praga lançada pelo filho expulso do ventre materno e seu juramento de vingança, a qual começou horas depois daquele inexprimível banho de sangue. Leiamos pois:
“Ambos, mãe e filho, pareciam agora, por dizer mais exatamente, sintonizados na zona do ódio, porque a mente dele, exibindo estranha forma de apresentação aos meus olhos, respondia, no auge da ira:
- Vingar-me-ei! Pagarás ceitil por ceitil! Não te perdoarei!... Não me deixaste retornar a luta terrena, onde a dor, que nos seria comum, me ensinaria a desculpar-te pelo passado delituoso e a esquecer minhas cruciantes mágoas... Renegaste a prova que nos conduziria ao altar da reconciliação. Fechaste-me as portas da oportunidade redentora; entretanto, o maléfico poder, que impera em ti, habita igualmente minha alma... Trouxeste à tona de minha razão o lodo de perversidade que dormia dentro de mim. Negas-me o recurso da purificação, mas estamos agora novamente unidos e arrastar-te-ei para o abismo... Condenaste-me à morte, e, por isso, minha sentença é igual. Não me deste o descanso, impediste meu retorno à paz da consciência, mas não ficarás por mais tempo na Terra... Não me quiseste para o serviço do amor... Portanto, serás novamente minha para a satisfação do ódio. Vingar-me-ei! Seguirás comigo!
Os raios mentais destruidores cruzavam-se, em horrendo quadro, de espírito e espírito. Enquanto observava a intensificação das toxinas, ao longo de toda a trama celular, calderaro orava, em silêncio, invocando o auxílio exterior, ao que me pareceu. Efetivamente, daí a instantes, pequena turma de trabalhadores espirituais penetrou o recinto. O orientador ministrou instruções. Deveriam ajudar a desventurada mãe, que permanecia junto da filha feliz, até à consumação da experiência. Em seguida, o Assistente convidou-me a sair, acrescentando:
- Verificar-se-à a desencarnação dentro de algumas horas. O ódio, André, diariamente extermina criaturas no mundo, com intensidade e eficiência mais arrasadoras que as de todos os canhões da Terra troando a uma vez. É mais poderoso, entre os homens, para complicar os problemas e destruir a paz, que todas as guerras conhecidas pela Humanidade no transcurso dos séculos. Não me ouves mera teoria. Viveste conosco, nestes momentos, um fato pavoroso, que todos os dias se repete na esfera carnal. Estabelecido o império de forças detestáveis sobre essas duas almas desiquilibradas, que a Providência procurou reunir intuito da reencarnação, é necessário confiá-las doravante ao tempo, a fim de que a dor opere os corretivos indispensáveis.
- Oh! exclamei aflito, contemplando o duelo de ambas as mentes torturadas, como ficarão? Permanecerão entrelaçadas, assim? e por quanto tempo? Calderaro fitou-me com o acabrunhamento de um soldado valoroso que perdeu temporariamente a batalha, e informou:
- Agora, nada vale a interpretação direta. Só poderemos cooperar com a oração do amor fraterno, aliada à função renovadora da luta cotidiana. Consumou-se para ambos doloroso processo de obsessão recíproca, de amargas conseqüências no espaço e no tempo, e cuja extensão nenhum de nós pode prever.”

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Sexualidade sadia * Evangelização nº 70/06 do LIE.

Poucos sabem que, nas colônias espirituais de auxílio a desencarnados, para determinados grupos, há reuniões de esclarecimentos aos que, na Terra, se emaranhavam nos abismos do sexo, afundando-se em viciações, excessos e taras incrementadas por imaginações doentias. Milhões de criaturas sem Deus nem conhecimentos espirituais andam pelo mundo como quem caminha às cegas, agarrando-se aos prazeres da sexualidade e dos prazeres materiais, como se nada mais existisse para direcionar suas vidas desnorteadas. Se alimentam com as vozes lúdicas do erotismo com as atrações estonteadoras da televisão, das novelas, dos filmes sedutores e dos ritmos musicais. Consomem a maior parte da vida em loucas correrias atrás do prazer e do consumismo desenfreado; já na velhice ou, quando chegam no outro lado da vida começam a perceber que nada de valioso plantaram. O trecho a seguir transcrito conta no capitulo 11 do livro acima citado o que os Espíritos de Luz revelam sobre qual a conduta que devemos ter ao lidarmos com o nobre instinto do sexo. Qual a posição disciplinar que devemos adotar no exercício da sexualidade para não termos que resgatar depois os males que praticamos nessa importante área. E o que Freud e seus colaboradores deixaram de acrescentar ao elaborarem a descoberta da Psicanálise. Leiamos pois o que André Luiz registrou:
“O cativeiro nos tormentos do sexo não é problema que possa ser solucionado por literatos ou médicos a agir no campo exterior: é questão da alma, que demanda processo individual de cura, e sobre esta só o espírito resolverá no tribunal da própria consciência. É inegável que todo auxílio externo é valioso e respeitável, mas cumpre-nos reconhecer que os escravos das perturbações do campo sensorial só por si mesmo serão liberados, isto é, pela dilatação do entendimento, pela compreensão dos sofrimentos alheios e das dificuldades próprias, pela aplicação, enfim, do <<amai-vos uns aos outros>>, assim na doutrinação, com as melhores energias do cérebro e com os melhores sentimentos do coração. Notei que a preleção terminara em meio ao respeito geral. A palavra do mensageiro fascinara-me. Aquelas noções de sexologia eram novas para mim. Não eram repetições de compêndios descritivos, não eram fruto de frias observações de cientistas e escritores, preocupados em armar ao efeito com palavras balofas. Nasciam do verbo inflamado de amor fraternal de um orientador dedicado às necessidades de seus irmãos ainda frágeis e menos felizes. Fizera-se, em torno, certa movimentação. Compreendi que os presentes podiam formular perguntas relativas ao tema da noite, e, com efeito, fizeram-se várias indagações, com respostas preciosas, porém elucidativas e edificantes. O inquérito educativo continuava proveitoso, quando um companheiro ventilou certa questão que me aguçou a curiosidade.
- Venerável instrutor disse, reverente, nos últimos tempos, na Terra, os psicologistas encarnados, em número considerável, esposaram os princípios freudianos como bases de investigação dos distúrbios da alma. Para o grande médico austríaco, quase todas as perturbações psíquicas se radicam no sexo desviado. Alguns discípulos dele, porém, modificaram-lhe algo as teorias. Corrigindo a tese das alucinações eróticas que a psicanálise aplicou largamente às próprias crianças, no estudo dos sonhos e das emoções, pensadores eminentes apuseram a afirmativa de que todo homem e toda mulher são portadores do desejo inato de se darem importância, o qual os compele a manter impulsos primitivistas de dominação; outros expoentes da cultura intelectual asseveram, a seu turno, que o ser humano é repositório de todas as experiências da raça, trazendo consigo vasto arsenal de tendências para determinadas linhas do pensamento. “

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Não ao suicídio * Evangelização nº 71/06 do LIE.

Neste capítulo vamos conhecer o acompanhamento e a intervenção dos Espíritos do Bem para impedir a consumação fatal da decisão de uma suicida que, no último instante é convencida a não se matar e a superar com resignação e alegria os motivos que quase a levaram a acabar com a vida física impelida que foi por grande amargor e sofrimento. Antonina tem lances de personagem Shakespereano. Ela tinha passado a vida atendendo seus familiares, uma irmã desesperada com o casamento mal escolhido e três sobrinhos. Mantinha-se pelo trabalho até que encontrou um moço estudante pobre, enamorou-se dele e ajudou-o a diplomar-se. Mas esse rapaz, de posse do diploma de médico, ambicionou casar-se com uma jovem de classe social rica e rompeu com Antonina. Ela que aspirava fundar um lar e ter filhos com seu amado noivo, ao ver-se rejeitada desanima de tudo e prepara um suicídio silencioso. Mas ela tinha méritos espirituais e sua mãe desencarnada há dez anos, era um Espírito de Luz que juntamente com um antigo e fiel amigo de Antonina, vieram em socorro da jovem à beira do abismo. O pequeno trecho que vamos transcrever a seguir narra a luta desses espíritos para tirar da cabeça dela esse propósito de suicidar-se naquela noite. E descreve o desfecho feliz para todos, pois conseguiram que ela readquirisse os valores da vida. Leiamos pois esse importante trecho.
“ Por que razão esperar os rebentos da carne para exemplificar o verdadeiro amor? Jesus não os teve, e, no entanto, todos nos sentimos tutelados de sua infinita abnegação. Prometes, Antonina, modificar as disposições mentais doravante? A mulher digna e generosa, excelsa e cristã, olvida o mal e ama sempre... Comovidos, vimos a interlocutora ajoelhar-se de novo, e exclamar solenemente:
- Comprometo-me a modificar minha atitude, em nome de Deus. Nesse instante, o emissário espalmou as mãos sobre a fronte da enferma, envolvendo-a em jatos de Luz que não tocaram tão somente a matéria perispirítica, mas se estenderam além, até no corpo denso, fixando-se particularmente nas zonas do céfalo, do tórax e dos órgãos femininos. Logo após, Antonina, empolgada pela mãezinha e pelo companheiro da espiritualidade superior, afastou-se para agradável e repousante excursão. Incumbiu-se Calderaro de auxilia-la a retomar o veículo pesado nas primeiras horas da manhã clara. Edificando com as observações da noite, regressei, em companhia dele, ao quarto da senhorita quase suicida. Entre as seis e sete horas, a genitora desencarnada trouxe a filha, em cuja fisionomia fulgurava ignota e incompreensível felicidade. O instrutor ajudou-a reapossar-se do envoltório fisiológico, cercando-lhe o cérebro de emanações fluídicas anestesiantes, para que lhe fosse permitido o júbilo de recordar, em todas as suas particularidades, a experiência da noite; guarda-se a lembrança integral, disse Calderaro, provavelmente enlouqueceria de ventura. Destarte, alegrias por ela intensamente vividas seriam arquivadas em seu organismo em forma de forças novas, estímulos desconhecidos, coragem e satisfação de procedência ignorada. Com efeito, daí a minutos Antonina despertou, como que outra criatura; sentia-se inexplicavelmente reanimada, quase feliz. Um dos pequenos sobrinhos penetrou o aposento, chamando-a. A generosa tia contemplou-o, enlevada. Alguma energia prodigiosa, que lhe não era dado conhecer, religara-a ao interesse pela vida. Achou indizível contentamento no Sol que atravessava a vidraça, bendizia o quarto humilde onde lutava por atender aos desígnios de Deus, e sorria-se de haver, na véspera, pensando em fugir, sem razão, ao aprendizado do mundo. Não fora aquinhoada pela Providência com maravilhoso número de bênçãos? Contemplou a encantadora criança pobremente vestida, a solicitar-lhe a companhia para descerem ao pequeno jardim, onde flores novas desabrochavam. Que importa insignificante malogro do coração diante dos trabalhos sublimes que poderia executar, na sua posição de mulher sadia e jovem? Os filhinhos da irmã não lhe pertencia, igualmente? Não seria mais nobre viver para ser útil, esperando sempre da Inesgotável Misericórdia? Titia Antonina! Titia Antonina, vamos! Vamos ver a roseira nova! gritava a trêfego menino de cinco anos, em alegre invite à vida. Observando-lhe a restauração das forças, vimô-la, sinceramente rejubilados, levantar-se a responder, sorrindo: - Espera! Já vou, meu filho!”

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Alegria mundana * Evangelização nº 72/06 do LIE.

É um tema que desperta interesse na maioria das pessoas. No trecho do capítulo 14 que vamos transcrever, André Luiz acompanhado do seu instrutor, Calderaro, ao saírem para socorrer um espírito encarnado que mergulhara no vício da bebida alcoólica cruzam em meio a uma espécie de baile público e André Luiz se espanta com o que via, registrando que “o bailado público nessa casa significa um retorno aos instintos mais primitivos do ser humano semelhante aos dos símios”. Também chama sua atenção os numerosos espíritos vampiros que sugam as energias dos que dançam desvairadamente ou afogam no álcool seus remorsos ou desnortiamentos. Esta parte do livro pede atenção de todos nós no sentido de bem escolhermos os locais de festas públicas prazerosas; principalmente quando há bebidas alcoólicas ou drogas. Muito poucos estão completamente vacinados contra espíritos obsedados que freqüentam estes locais que cobram entrada. São alegrias mundanas que depois cobram ressacas e sentimentos de culpa; ignoram por inteiro o apelo de Cristo: “Orai e Vigiai”. Leiamos, portanto o trecho acima citado descrito por André Luiz.
“Indefinível e dilacerante impressão dominou-me o ser. Não provinha da estranheza que a indiferença dos cavalheiros e a leviandade das mulheres me provocavam; o que me enchia de assombro era o quadro que eles não viam. A multidão de entidades conturbadas e viciosas que aí se movia era enorme. Os dançarinos não bailavam sós, mas, inconscientemente, correspondiam, no ritmo açodado da música inferior, a ridículos gestos dos companheiros irresponsáveis que lhes eram invisíveis. Atitudes simiescas surdiam aqui e ali, e, de quando em quando, gritos histéricos feriam o ar. Calderaro não se deteve. Mostrava-se habituado à cena; mas, não conseguindo sofrear a estupefacção que se assenhoreara de mim, solicitei-lhe uma intermitência, perguntando: - Meu amigo, que vemos? Criaturas alegres cercadas de seres tão inconscientes e perversos? Pois será crime dançar? Buscar alegria constituirá falta grave? O orientador escutou pacientemente as indagações ingênuas que me escapavam dos lábios, ditadas pelo espanto que me assomara repentinamente, e esclareceu:
- Que perguntas, André! O ato de dançar pode ser tão santificado como o ato de orar, pois a alegria legítima é sublime herança de Deus. Aqui, porém, o quadro é diverso. O bailado e o prazer nesta casa significam declarado retorno aos estados primitivos do ser, com iniludíveis agravantes de viciação dos sentidos. Observamos, neste recinto, homens e mulheres dotadas de alto raciocínio, mas assumindo atitudes de que muitos símios talvez se pejassem. Todavia, esteja longe de nós qualquer recriminação: lastimemo-los simplesmente. São trânsfugas sociais, e, na maioria, rebeldes à disciplina instituída pelos Desígnios Superiores para os seus trilhos terrestre. Muitos deles são profundamente infelizes, precisam de nossa ajuda e compaixão. Procuram afogar no vinho ou nos prazeres certas noções de responsabilidade que não logram esquecer. Fracos perante a luta, mas dignos de piedade pelos remorsos e atribulações que os devoram, merecem ser amparados fraternalmente. E, passando os olhos de relance pela multidão de Espíritos perturbadores que ali se davam ao vampirismo e ao sarcasmo, obtemperou: - Quanto a estes infortunados, que fazer se não recomenda-los ao Divino Poder? Tentam igualmente a fuga impossível de si mesmos. Alucinados, apenas adiam o terrível minuto de auto-reconhecimento, que chega sempre, quando menos esperam, através dos mil processos da dor, esgotados os recursos do amor divino, que o Supremo Pai nos oferece a todos. A mente deles também está apegada aos instintos primitivos, e, frágeis e hesitantes, receiam a responsabilidade do trabalho da regeneração. Vendo-me boquiaberto e faminto de novas elucidações, o Assistente propôs-me: Vamos! Deixemo-los divertir-se. A dança, nesta casa, não lhes deixa de ser, em última análise um benefício. Chegaram nossos amigos encarnados e desencarnados, aqui presentes, a nível tão desprezível que, sem dúvida, não fora o sapateado, estariam rodando, lá fora, em atos extremamente condenáveis, tal a predisposição em que se encontram para o crime. Que o Pai se comisere de todos nós.”

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Compreensão às leis divinas * Evangelização nº 73/06 do LIE.

Numa eloqüente e sábia palestra inspirada para os encarnados e desencarnados que foram acolhidos em ambiente adequado em horário de sono terrestre, o Orientador Eusébio captou reflexões diversas em torno das palavras iluminadas e contundentes que proferiu ante a assembléia de centenas de espíritos receptivos á compreensão das leis Divinas. O egoísmo, as ambições desenfreadas e as vaidades da ilusão são os 3 maiores inimigos da raça humana. Temos que conhecer as Leis do Divino Senhor, evitando fazer discursos intelectuais que estejam em contradição com o nosso modo de agir. Com seu exemplo de mansidão que pleiteia a Paz, Jesus deu normas e roteiros à civilização greco-romana com seu enunciado eterno de “amai-vos uns aos outros”. Com toda a certeza que temos da vida que se segue após a morte, certeza que muitos ainda estão adquirindo, o mundo atual não tem alternativas de sobrevivência redentora fora dos Evangelhos Misericordiosos. Jesus nunca pregou a desarmonia, a guerra, o terrorismo, a impiedade, a desigualdade e a injustiça, condutas muito atuais entre os povos e nações da atualidade. No mundo de Cristo não existem tais turbulências e por isto ele disse: “Meu Reino não é deste Mundo”. A mensagem da obra de André Luiz como um todo, mostra-nos um mundo ainda não percebido pelos materialistas, no qual a fraternidade socorrista é uma lei obedecida por todos os espíritos com luminosidade. Um Universo que algum dia, todos iremos conquistar. Leiamos um trecho desse capítulo 15 no qual um Instrutor de nível elevado revela-nos algumas leis desse plano Superior.
“Nenhum de nós peitará a Justiça Divina, embora permaneçais cultivando, muitas vezes, a idéia de um comércio ridículo com a Divindade. <<Se um lavrador jamais é postado sem obrigações diretas diante do matagal inculto ou do pântano perigoso, como permanecer sem deveres imediatos junto às paisagens de crime e treva, de inquietação e sofrimento?!... << O irmão caído é nossa carga preciosa, a dificuldade é nosso incentivo santo, a dor nossa escola purificadora. <<Abracemo-nos, pois, uns aos outros, em nome do Cordeiro de Deus, que nos reformou a mente, alçando-a a planos superiores pela ascensão gloriosa, através do sacrifício. Somente assim, meus amigos, é possível atender à elevada destinação que nos cabe. <<Diante do mundo periclitante, alucinado por ambições rasteiras e dominado pelo ódio e pela miséria, seqüências das guerras incessantes e aniquiladoras, harmonizemo-nos em Jesus Cristo, a fim de equilibrarmos a esfera carnal. <<Sombras perturbadoras vagueiam em torno de vossos passos e de vossas instituições, em ronda sinistra. <<Evitai a subversão dos valores espirituais, afugentai as trevas que vos ameaçam as organizações político-religiosas. Temei a ciência que estendei sem a sabedoria, livrai-vos do raciocínio que calcula sem amor, revisai a fé para que seus impulsos não se desordenem, à míngua de edificação. << A Crosta da Terra é atualmente um campo de batalha mais áspera, mais dolorosa...<< Despertai a consciência adormecida e afeiçoai-vos à Lei Divina, olvidando o cativeiro multissecular da ilusão. << A salvação é continuo trabalho de renovação e de aprimoramento. << Ao mundo atormentado proclamemos a nossa fé em Cristo Jesus para sempre!...>>
Eusébio, ao terminar, estava aureolado de prodigiosas emissões de Luz. A assembléia prosternada mostrava semblantes lívidos de estupefação. Enorme grupo de colaboradores de nosso plano elevou a voz em harmonias, entoando comovente cântico de glorificação ao Supremo Senhor. As melodiosas notas do hino perdiam-se, ao longe, no arvoredo distante, nas asas de suave brisa... Terminados os serviços da reunião, reparai que os amigos encarnados, sob o amparo de colegas das nossas atividades socorristas, não se afastaram animados e otimistas, porque muitos deles, compreendendo, talvez com mais clareza, fora do veículo denso da experiência física, os erros da crença transviada, se retiravam cabisbaixos, soluçando...”

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Zonas de sombra * Evangelização nº 74/06 do LIE.

Acompanhado do instrutor Calderaro, André Luiz segue até a Crosta terrestre para presenciar e estudar, junto a encarnados e desencarnados, criaturas obsedadas, neuróticas, vampirizadas ou loucas que estavam em situação de colher os frutos amargos daquilo que plantaram na Terra. Justamente aqueles que se entregaram na vida física, aos vícios aventuras emoções desiquilibrantes para as almas desavisadas. Nesta parte do livro André relata ter sido apresentado como quem anota, reflete e escreve as obras que irão ser psicografadas aos encarnados por via de Chico Xavier. Para que todos nós os encarnados na Terra, venhamos a saber com realismo, o que certamente virá a ocorrer após a passagem para o sepulcro. Ou seja, os lugares e ambientes de harmonia e de Luz para os que plantaram o Bem e a Caridade no Mundo Humano, e as regiões do Umbral e do Baixo Umbral que nos ensejam ou aguardam. E, portanto, qual o indesviável caminho que nos deve orientar e sobremaneira tudo que devemos evitar de fazer para não sofrermos na vida extrafísica. Leiamos com atenção um trecho dessa primeira visita de André com sua equipe às zonas cavernosas do Umbral, aquela que Jesus pronunciava como sendo uma zona em que havia o “choro e o ranger de dentes”:
“No primeiro pátio que topamos, compacta era a quantidade de mulheres desequilibradas que palestravam. Uma velha de cabelos nevados, mostrando acerba ferocidade no olhar, envergava o uniforme da casa, como quem arrastasse um vestido real, e dizia a duas companheiras apáticas: - Na minha qualidade de marquesa, não tolero a intromissão de médicos inconscientes. Creio estar presa por motivos secretos de família, que averiguarei na primeira oportunidade. Tenho poderosos inimigos na Corte; contudo, as minhas amizades são mais prestigiosas e fiéis. Baixou a voz, como receando espiões ocultos, e falou ao ouvido de umas das irmãs de sofrimento: - O imperador está interessado em meu caso e punirá os culpados. Segregaram-me por miseráveis questões de dinheiro. Elevando o diapasão, inesperadamente, bradou: - Todos pagarão! Todos pagarão! E continuou explicando-se com gestos de grande senhora.
Compungia-me observar a promiscuidade entre as enfermas encarnadas e as entidades infelizes, que ali se acotovelavam. Preso ainda ao meu antigo vezo de curiosidade, tentei estacar, a fim de ouvir a demente até ao fim, mas o Assistente deu-se pressa em considerar: - Não nos detenhamos. Infelizmente, atravessamos vasta galeria de padecimento expiatório, onde nossos recursos socorristas não ofereceriam vantagens imediatas. Aqui, quase todos os alienados são criaturas que abdicaram a realidade, atendo-se a circunstância do passado sem mais razão de ser. Essa desventurada irmã já possui títulos de nobreza em existência anterior; perpetrou clamorosas faltas, dando expansão às energias cegas de orgulho e de vaidade. Renascendo em aprendizado humilde para o reajustamento imprescindível. Alarmou-se ante as primeiras provações mais rudes da correção benfeitora, reagiu contra os resultados da própria sementeira, entregou o invólucro físico ao curso de ocorrências nefastas, e, por fim, situou-se mentalmente em zonas mais baixas da personalidade, passando a residir, em pensamento, no pretérito de mentiras brilhantes. Agarrou-se desesperada, às recordações da marquesa vaidosa de salões que já desapareceram, e perambula nos vales da demência em lastimáveis condições. Não déramos muitos passos, encontramos novo ajuntamento, em que sobressaía curiosa dama, extremamente nervosa. Deus me livre de todos, Deus me livre de todos! gritava, inquieta. Não voltarei! Nunca, nunca!... Aproxima-se, cordata, a enfermeira, e pede: - Senhora, mais calma! É seu marido que vem à visita. Vamos ao guarda-roupa. E sorrindo: - Não se sente feliz? Jamais! bradava a demente com espantoso semblante de angústia. Não quero vê-lo! Odeio, odeio com tudo o que lhe pertence! Repetindo expressões de desespero, inteiriçou-se, caindo em lamentável crise de nervos, pelo que a auxiliar da enfermagem houve que requisitar socorro urgente.”

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Reencontro feliz * Evangelização nº 75/06 do LIE.

André Luiz sentiria uma forte surpresa num dos trabalhos socorristas dos quais participou. Irmã Cipriana lhe avisara sutilmente que num dos serviços de auxílio constatara que ele não participava sem outro motivo naquela expedição. E realmente ao visitar um departamento de uma instituição junto à crosta, que tratava de pessoas idosas em situação de desequilíbrio, ele frenteou alguém que parecia conhecer, e ouviu as exclamações do velhinho. Após receber respostas a algumas perguntas que fez veio a descobrir que estava se reencontrando no mundo espiritual com seu avô paterno, a quem André Luiz muito havia amado na sua infância e adolescência. Inclusive aquele avô querido, antes de desencarnar, lhe dera uma bolsa de estudo na faculdade de medicina por meio do qual ele se tornou médico. Sim, André Luiz o amava, tinha uma dívida de gratidão com ele e além de achar-se em sofridos desequilíbrios mentais devido a remorsos por uma questão de herança fraudada, ali se achava o Espírito que fora a imagem de um antigo carinho. Quando André se identificou como seu neto do coração aquele reencontro foi de enorme emoção e lágrimas para ambos. O pobre velhinho, que se algemara a avareza, pedia perdão, e que lhe retirassem dali. André orou muito, mas a Orientadora já estudara a situação espiritual do aflito velhinho e todos se alegraram com o feliz desfecho daquela situação. Leiamos como André descreveu o emocionante episódio.
“Enxugando as copiosas lágrimas, indagava em voz súplicie, com a atenção presa a meus gestos:
- Quem sabe se vós, mensageiros de Deus poderíeis levar a meu neto a tremenda notícia dos males que me devoram? Não mereço o afastamento destas masmorras em que enlouqueci, mas ser-me-á consolo saber que André tem ciência dos meus padecimentos!
Ah! Não mais valeram sinais do Assistente Caderaro para que me contivesse, esperando ainda mais. Meu peito como que rebentara numa torrente de pranto irreprimível. Ali, não me achava ante assembléias superiores, cujas emissões de energia me sustentassem até ao fim no combate educativo da autodisciplina, mas, diante dos deploráveis remanescentes das paixões terrestres. Lembrei-me do meu avô, acariciando-me os cabelos; recordei que meu genitor sempre aludia os desejos do velho, com referência à minha preparação acadêmica... Pensei nos longos anos que o mísero teria gasto, ali, agarrado às idéias de posse financeira; compreendi a extensão de meu débito para com ele, relativamente ao diploma de médico que eu não soubera honrar no mundo... Dirigi súplice olhar a Caderaro, rogando-lhe me perdoasse...
O assistente sorriu e entendeu tudo. Quem terá perdido, de todo, a expressão infantil, se o próprio Cristo, Supremo Guia da Terra, abriu tenros braços, um dia no berço da manjedoura? Tornando mentalmente a cenários da infância longínqua, senti-me novamente menino; venci de um salto o espaço que nos separava e ajoelhei-me aos pés do meu desventurado benfeitor, que me observava, agora, trêmulo e assustado. Cobri-lhe as mãos de beijos e, erguendo para ele os olhos lacrimosos, perguntei:
- Vovô Cláudio, pois o senhor não me conhece mais? Impossível seria descrever o que se passou. Esqueci, por momentos, os estudos que me impusera a fazer; olvidei os quadros daquele ambiente, que provocavam curiosidade e pavor. Meu espírito respirava o reconhecimento sincero e o amor puro; e, enquanto as míseras entidades emuradas na usura gritavam, revoltadas, umas, e riam outras à sorrelfa, incapazes de compreender a cena improvisada, eu, amparado por Calderaro, que também enxugava lágrimas discretas, diante da comoção que me assaltara, sustentei meu avô nos braços, como se transportara, louco de alegria, precioso fardo que me era doce e leve ao coração.”

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Mensagem de luz * Evangelização nº 76/06 do LIE.

Aqui chegamos ao final da pesquisa sobre o extraordinário livro de André Luiz, descrevendo uma longa e redentora peregrinação pelos caminhos de resgate e lucificação nos sítios aonde vão os espíritos após o sepulcro. São revelações da maior credibilidade, partindo de quem parte, André Luiz e Francisco Cândido Xavier. Irmã Cipriana encarregada dessa colônia de refazimento para irmãos sofredores preside uma sessão de preces de agradecimento ao Pai Criador, acompanhada de seus colaboradores mais diretos, ergue os olhos para o Alto, de onde começa a descer e jorrar intensa Luz perolada sobre sua fronte. Vamos transcrever a prece que a Irmã Cipriana ergue a Deus, que é um verdadeiro hino de louvor e agradecimento às leis Deus Pai, sendo que ela nada pede para si própria, senão tudo para os outros, ensinando-nos assim o que realmente devemos pedir ao Nosso Pai Maior que está nos céus e em nós. Leiamos, pois, esta comovente e iluminada prece ou poema-oração:

“Senhor Jesus, permanente inspiração de nossos caminhos, abre-nos, por misericórdia, como sempre, as portas excelsas de tua providência incomensurável...
Doador da vida, acorda-nos a consciência para semearmos ressurreição nos vales sombrios da morte;
Distribuidor do Sumo Bem, ajuda-nos a combater o mal com armas do espírito;
Príncipe da Paz, não nos deixes indiferentes à discórdia que vergasta o coração de nossos companheiros sofredores;
Mestre da Sabedoria, afugenta para longe de nós a sensação de cansaço à frente dos serviços que devemos prestar aos nossos irmãos ignorantes;
Emissário do Amor Divino, não nos concedas paz enquanto não vencermos os monstros da guerra e do ódio, cooperando contigo, em Tua augusta obra terrestre;
Pastor da Luz Imortal, fortalece-nos, para que nunca nos intimidemos perante as angústias e desesperos das trevas;
Distribuidor da riqueza Infinita, supre-nos as mãos com teus recursos ilimitados, para que sejamos úteis a todos os seres do caminho, que ainda se sentem minguados de teus dons imperecíveis;
Embaixador Angélico, não nos abandones ao desejo de repousar indebitamente, e converte-nos em teus servidores humildes, onde estivermos;
Mensageiro da Boa Nova, não permitas que nossos ouvidos adormeçam ao coro dos soluços dos que clamam por socorro nos círculos do sofrimento;
Companheiro da Eternidade, abençoa-nos as responsabilidades e deveres; não nos relegues à imperfeição de que ainda somos portadores!
Dá-nos, amado Jesus, o favor de servir-Te
E que o Supremo Senhor do Universo Te glorifique para sempre.
Assim seja!...”

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