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A semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória!
Os trabalhadores da última hora!
A vida em dois mundos!
Produzido pelo
Lar Irmã Esther
Guaíba/RS
Desenvolvimento:
Marcelo Plocharski

Estudos sobre o Livro "Missionários da Luz" do Espírito André Luiz e psicografia de Francisco Cândido Xavier

Clique sobre o assunto que você quer estudar e vá direto para o texto:

Justiça divina * Evangelização nº 16/05 do LIE.

A mecânica da reencarnação* Evangelização nº 17/05 do LIE.

Maternidade * Evangelização nº 18/05 do LIE.

Materialização * Evangelização nº 19/05 do LIE.

Na sala de trabalho mediúnico * Evangelização nº 20/05 do LIE.

Sonhos * Evangelização nº 21/05 do LIE.

A eficácia da Prece * Evangelização nº 22/05 do LIE.

Suicídio * Evangelização nº 23/05 do LIE.

Passes terapêuticos * Evangelização nº 24/05 do LIE.

Psicografando * Evangelização nº 25/05 do LIE.

Ao final da tarefa * Evangelização nº 26/05 do LIE.


Justiça divina * Evangelização nº 16/05 do LIE.

Essa obra mostra evidentemente o árduo e incessante trabalho que os Espíritos de Luz realizam em favor de entes queridos encarnados da Terra, bem como a desencarnados, todos de um jeito ou de outro, buscando o caminho da Luz. Neste capítulo 13, ao longo de 48 páginas André Luiz, por assim dizer nos revela algo muito importante, qual seja, como e de que forma opera a Justiça Divina na tarefa dos espíritos, na mecânica das reencarnações. Ali, as peças do quebra cabeça são reunidas de forma justa e surpreendente. Na escolha de uma nova vida nada fica esquecido quer de bem, quer de infelicidades. Desde o código genético que estrutura o arcabouço orgânico até as doenças mais significativas que iram pontuar a nova vida que se esboça, tudo integra a próxima existência que se submeterá á nova reencarnação. É o que vemos na reencarnação de Segismundo, que será filho de Adelino e Raquel. Em vida anterior Segismundo assassinou Adelino, que agora lhe serve de pai. Leiamos com atenção o que está em certo trecho desse capítulo 13, acima citado.: “- Não deves permitir a intromissão de forças negativas e destruidoras no campo íntimo da alma. E' sempre possível transformar o mal em bem, quando há firme disposição da criatura no serviço de fidelidade ao Senhor. Considera, meu amigo, as grandes verdades da vida eterna! Ainda que este irmão te procurasse na condição de adversário, ainda que ele te buscasse como inimigo feroz, deverias abrir-lhe o espírito fraternal! Toda reconciliação é difícil quando somos ignorantes na prática do amor, mas sem a reconciliação humana jamais seria possível nossa integração gloriosa com a Divindade! E porque o esposo de Raquel chorasse copiosamente, o orientador observou: - Não chores! Equilibra o coração e aproveita a sagrada oportunidade! ... Adelino, então, enxugou as lágrimas e pediu, humilde: - Auxiliai-me por amor de Deus! Sentindo-lhe a sinceridade profunda, o instrutor convidou Segismundo a aproximar-se. Ele levantou-se, cambaleante, angustiado. Amparando a ex-vítima, Alexandre indicou-lhe a figura do ex-assassino e apresentou: - Este é o nosso amigo Segismundo que necessita de tua cooperação no serviço redentor. Estende-lhe as mãos fraternas e atende em nome de Jesus! Adelino não hesitou e, embora o grande esforço íntimo, visível à nossa percepção espiritual, apertou a destra do ex-adversário, profundamente comovido. – Perdoe-me, irmão! - murmurou Segismundo, com infinita humildade. - O Senhor recompensá-lo-á pelo bem que me faz! ... O marido de Raquel fixou-o nos olhos, como a dissipar as derradeiras sombras do desentendimento, e redargüiu: - Disponha de mim... serei seu amigo! ... O ex-homicida inclinou-se, respeitoso, e beijou-lhe as mãos. O ato espontâneo de Segismundo conquistara-o. Não podia ser mau aquele Espírito angustiado e triste que lhe osculava as mãos com veneração e carinho. Foi então que vi um fenômeno singular. O organismo perispiritual de Adelino parecia desfazer-se de pesadas nuvens, que se rompiam de alto a baixo, revelando-lhe as características luminosas, Irradiações suavíssimas aureolavam-lhe agora a personalidade, deixando perceber a sua condição elevada e nobre. Herculano, junto de mim, falou-me em tom discreto: - O perdão de Adelino foi sincero. As sombras espessas do ódio foram efetivamente dissipadas. Louvado seja Deus! Alexandre abraçou as duas almas reconciliadas e renovou-lhes fraternais observações, repassadas de sabedoria e ternura. Em seguida, recomendou ao esposo de Raquel que descansasse da luta, dispondo-se a sair em nossa companhia. Notei que marido e mulher, impulsionados pelos amigos espirituais ali presentes, voltavam ao corpo físico, a fim de permutarem impressões, referentemente aos fatos que classificariam de sonhos, dentro da coloração mental de cada um. Ao se retirar, Alexandre, satisfeito, comentou paternalmente: - Com o auxílio de Jesus, a tarefa foi executada com êxito. E, fixando Segismundo, acrescentou: - Creio que na próxima semana poderá iniciar o seu serviço definitivo de reencarnação. Acompanhá-lo-emos com carinho. Não receie coisa alguma.”

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A mecânica da reencarnação* Evangelização nº 17/05 do LIE.

Prosseguimos aqui no estudo e nas reflexões deste essencial capítulo 13 da obra “Missionários da Luz”, através do qual vamos compreendendo melhor os critérios e métodos dos espíritos para que se realize a mecânica da reencarnação. Os antecedentes de vidas anteriores do Espírito chamado Segismundo. Tudo ali é meticulosamente analisado para a formação dos componentes básicos que irão estar presentes no destino da nova vida que começa com a fecundação da mãe Raquel. E mais uma vez constatamos que nada acontece por acaso, nem de forma aleatória ou improvisada. A justiça de Deus não seria perfeita se o fizesse de maneira diferente. Segismundo irá nascer como filho de Adelino, marido de Raquel, dando novas oportunidades de vida e de perdão a dois antigos inimigos. Atrai nossa atenção, as orientações que são dadas ao espírito reencarnante até pouco antes de se miniaturizar para ocupar um novo corpo orgânico. Demonstra também que a misericórdia Divina nunca nega novas chances de elevação para os que buscam aperfeiçoar-se. Leiamos então o que ocorre com os preparativos para a reencarnação de Segismundo, no seguinte trecho do capítulo 13: “- Desde muito, e, particularmente, desde a semana passada, está em processo de ligação fluídica direta com os futuros pais. Herculano está encarregado de ajudá-lo nesse trabalho. À medida que se intensifica semelhante aproximação, ele vai perdendo os pontos de contato com os veículos que consolidou em nossa esfera, através da assimilação dos elementos de nosso plano. Semelhante operação é necessária para que o organismo perispiritual possa retomar a plasticidade que lhe é característica e, no estágio em que ele se encontra, o serviço impõe-lhe sofrimentos. A observação era muito nova para mim e continuei indagando: - Mas o organismo perispiritico de Segismundo não é o mesmo que ele trouxe da Crosta, ao desencarnar pela última vez? - Sim - concordou o orientador -, tem a mesma identidade essencial, todavia, com o curso do tempo, em vista de nova alimentação e novos hábitos em meio muito diverso, incorporou deter- minados elementos de nossos círculos de vida, dos quais é necessário se desfaça a fim de poder penetrar, com êxito, a corrente da vida carnal. Para isto, as lutas das ligações fluídicas primordiais com as emoções que lhes são conseqüentes desgastam-lhe ali resistências dessa natureza, salientando-se ,que, nesta noite, faremos a parte restante do serviço, mobilizando, em seu auxílio, nossos recursos magnéticos. - Oh! – Disse eu – não teremos aqui um fato semelhante à morte física na Crosta? Alexandre sorriu o aquiesceu: - Sem dúvida, desde que consideremos a morte do corpo carnal como simples abandono de envoltórios atômicos terrestres. Reconheci, porém, que a hora não comportava longas dissertações, e, vendo que o meu bondoso instrutor fixava a atenção nos Construtores, abstive-me de novas interrogações. Seguido pelos amigos, Alexandre aproximou-se de Segismundo e falou-lhe, bem humorado- - Então? mais forte? E, acariciando-lhe a face, acrescentou- - Você deve estar satisfeito: é chegado o momento decisivo. Todas as nossas expressões de reconhecimento a Deus são insignificantes, diante da nova oportunidade recebida. - Sim... - falou Segismundo, arquejante - estou grato... não se esqueçam de mim... com o auxílio necessário. E olhando angustiadamente para o meu orientador, observou, inquieto: - Tenho receio... muito receio... Alexandre sentou-se paternalmente ao lado dele, e disse-lhe, com ternura: - Não asile o monstro do medo no coração. A hora é de confiança e coragem. Ouça, Segismundo! Se você guarda alguma preocupação, divida conosco os seus pesares, fale de tudo o que, constitua dificuldade em seu íntimo! Abra sua alma, querido amigo! Lembre-se de que o instante da passagem definitiva de plano se aproxima. Torna-se indispensável manter o pensamento puro, lavado de todos os detritos! O interlocutor deixou cair algumas lágrimas e conversou com esforço: - Sabe que empreendi pequenina obra de socorro, nas cercanias de nossa colônia espiritual.. A obra foi autorizada pelos nossos Maiores e...apesar do bom funcionamento... sinto que não está terminada e que tenho em sua estrutura grandes responsabilidades... não sei se fiz bem... pedindo agora o retorno à Crosta do mundo, antes de consolidar meu trabalho... entretanto...reconheci que para seguir além... precisava reconciliar-me com a própria consciência, buscando os adversários de outro tempo... a fim de resgatar minhas faltas... foi por isto que insisti tanto pela obtenção de minha volta...como poderia conduzir os outros à plena conversão espiritual... diante dos ensinamentos de Cristo... sem haver pago minhas próprias dívidas?”

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Maternidade* Evangelização nº 18/05 do LIE.

A parte final deste 13º capítulo é como uma sinfonia de um hino á vida e como a música “Aleluia de Hendel para o vigor misericordioso da lei reencarnacionista. Raquel a mãe recebe o filho Segismundo como uma dádiva divina e sua cabeça surge aureolada pela Luz inapagável da maternidade, André Luiz nos conta que desde a hora da fecundação, havia na área da alcova do casal “Adelino - Raquel”, entre espíritos de Luz, monitores, construtores, guardiões daquele lar mais de 100 espíritos orando ou ajudando desta ou daquela forma. Toda mocinha, toda mulher que carrega em si a semente da maternidade deve ler, reler e meditar profundamente na mensagem de vida deste capítulo. Alimentais a certeza de que nenhuma moça ou mulher do mundo que tenha lido e entendido este capítulo jamais em vida consentira num aborto, mesmo nos casos de estupro. Leiamos com o coração amoroso em Jesus um trecho do capítulo 13 do livro “Missionários da Luz” de André Luiz com psicografia de Chico Xavier.: “- Agora, auxiliemos nosso amigo no primeiro contato com a matéria mais densa. Raquel acordara, experimentando no coração estranha ventura. Abraçou-se, instintivamente, ao companheiro adormecido, como o navegante feliz, ao sentir-se em Porto de tranqüilidade e segurança. Havia atravessado o espesso véu de vibrações que separa o plano espiritual da esfera física e não conservava qualquer reminiscência precisa da sublime felicidade de momentos antes; todavia, seu sentimento de júbilo permanecia dilatado, suas esperanças transbordavam e uma confiança imensa no porvir acalentava-lhe, agora, o coração. Seria mãe pela segunda vez? - pensava, contente. Essa idéia, que lhe não despontava no cérebro por acaso, balsamizava-lhe a alma com deliciosa alegria. Estava pronta para o serviço divino da maternidade, confiaria no Senhor como escrava de sua bondade infinita. Não via a esposa de Adelino que Alexandre e os Construtores espirituais lhe rodeavam a mente de sublime luz, banhando-lhe as idéias com a água viva do amor espiritual. Observando que a forma de Segismundo se ligara a ela, por divino processo de união magnética, recebi a determinação do meu orientador para seguir-lhe, de perto, o trabalho de auxílio na ligação definitiva de Segismundo à matéria. Indicando os órgãos geradores de Raquel e fazendo incidir sobre eles a sua luz, Alexandre preveniu-me, quanto à grandeza do quadro sob nossa observação, acentuando, respeitosamente. - Temos aqui o altar sublime da maternidade humana. Perante o seu augusto tabernáculo, ao qual devemos a claridade divina de nossas experiências, devemos cooperar, na tarefa do amor, guardando a consciência voltada para a Majestade Suprema. Inclinei-me para a organização feminina de nossa irmã reencarnada, dentro de uma veneração que nunca, até então, havia sentido. Auxiliado pelo concurso magnético do mentor querençoso, passei a observar as minúcias do fenômeno da fecundação. Através dos condutos naturais, corriam os elementos sexuais masculinos, em busca do óvulo, como se estivessem preparados de antemão para uma prova eliminatória, em corrida de três mil metros, aproximadamente, por minuto. Surpreendido, reconheci que o número deles se contava por milhões e que seguiam, em massa, para a frente, em impulso instintivo, na sagrada competição. No silêncio sublime daqueles minutos, compreendi que Alexandre, em vista de ser o missionário mais elevado do grupo em operação de auxílio, dirigia os serviços graves da ligação primordial. Segundo depreendi, ele podia ver as disposições cromossômicas de todos os princípios masculinos em movimento, depois de haver observado, atentamente, o futuro óvulo materno, presidindo ao trabalho prévio de determinação do sexo do corpo a organizar-se. Após acompanhar, profundamente absorto no serviço, a marcha dos minúsculos competidores que constituíam a substância fecundante, identificou o mais apto, fixando nele o seu potencial magnético, dando-me a idéia de que o ajudava a desembaraçar-se dos companheiros para que fosse o primeiro a penetrar a pequenina bolsa maternal . O elemento focalizado por ele ganhou nova energia sobre os demais e avançou rapidamente na direção do alvo. A célula feminina que, em face do microscópico projetil espermático, se assemelhava a um pequeno mundo arredondado de açúcar, amido e proteínas, aguardando o raio vitalizante, sofreu a dilaceração da cutícula, à maneira de pequenina embarcação torpedeada, e enrijeceu-se, de modo singular, cerrando os poros tenuíssimos, como se estivesse disposta a recolher-se às profundezas de si mesma, a fim de receber, face a face, o esperado visitante, e impedindo a intromissão de qualquer outro dos competidores, que haviam perdido a primeira posição na grande prova. Sempre sob o influxo luminoso magnético de Alexandre, o elemento vitorioso prosseguiu a marcha...”

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Materialização* Evangelização nº 19/05 do LIE.

Este é um capítulo de grande significado nos caminhos da fé em bases experimentais da Ciência humana. Trata-se nada mais nada menos que a materialização do Espírito Alencar o qual, compareceu à uma assembléia de pessoas crentes ou curiosas. Em outras palavras, esse Espírito desencarnado e portanto invisível tornou-se materializado e visível a todos os presentes na reunião. Assistimos, pela leitura do livro, a uma sessão de materialização de Espírito. Ou seja, algumas dezenas de Espíritos iluminados e seus colaboradores, visando uma demonstração de fé na sobrevivência da alma, organizaram-se e conseguiram materializar com êxito o Espírito Alencar, através de uma médium encarnada, adequada. Impressiona os preparativos feitos no outro lado da vida para que o ectoplasma da médium não sofresse conseqüências danosas. Leiamos com atenção a descrição dos momentos dessa materialização. “- Não precisa inquietar-se. Bastará ajudar-me na mentalização das minúcias anatômicas do aparelho vocal. Estava aturdido, mas o instrutor considerou: - A força nervosa do médium é matéria plástica e profundamente sensível às nossas criações mentais. Logo após, Alexandre tomou pequena quantidade daqueles eflúvios leitosos, que se exteriorizavam particularmente através da boca, narinas e ouvidos do aparelho mediúnico, e, como se guardasse nas mãos reduzida quantidade de gesso fluido, começou a manipulá-lo, dando-me a impressão de estar completamente alheio ao ambiente, pensando, com absoluto domínio de si mesmo, sobre a criação do momento. Aos poucos, vi formar-se, sob meus olhos atônitos, um delicado aparelho de fonação. No íntimo do esqueleto cartilaginoso, esculturado com perfeição na matéria ectoplásmica, organizavam-se os fios tenuíssimos das cordas vocais, elásticas e completas na fenda glótica e, em seguida, Alexandre experimentava emitir alguns sons, movimentando cartilagens aritenóides. Formara-se, ao influxo mental e sob a ação técnica de meu orientador, uma garganta irrepreensível. Com assombro, verifiquei que através do pequeno aparelho improvisado e com a cooperação dos sons de vozes humanas, guardados na sala, nossa voz era integralmente percebida por todos encarnados presentes. Parecendo-me satisfeito com o êxito de seu trabalho, Alexandre falou pela, garganta artificial, como quem utilizava um instrumento vocal humano: - Meus amigos, a paz de Jesus seja convosco! Ajudem-nos, cantando! Façam música e evitem a concentração! ... Fez-se música no ambiente e vi que o Irmão Alencar, depois de ligar-se profundamente à organização mediúnica, tomava forma, ali mesmo, ao lado da médium, sustentada por Calimério e assistida por numerosos trabalhadores. Aos poucos, valendo-se da força nervosa exteriorizada e de vários materiais fluídicos, extraídos no interior da casa, aliados a recursos da Natureza, Alencar surgiu aos olhos dos encarnados, perfeitamente materializado. Surpreendido, reconheci que a médium era o centro de todos os trabalhos. Cordões tenuíssimos ligavam-na à forma do controlador e, quando tocávamos levemente na organização mediúnica, o amigo corporificado demonstrava evidentes sinais de preocupação, o mesmo acontecendo à jovem médium em relação a Alencar. Os gestos incontidos de entusiasmo dos assistentes, que tentavam cumprimentar diretamente o mensageiro materializado, repercutiam desagradavelmente no organismo da intermediária. O Irmão Alencar entreteve pequena palestra, diante dos companheiros terrestres extasiados. Não eram, todavia, as palavras trocadas entre ele e os assistentes que me impressionavam o coração, e, sim, a beleza do fato, a realidade da materialização, dando ensejo a dilatadas esperanças no futuro humano, quanto à fé religiosa, à filosofia confortadora da imortalidade e à ciência enobrecida, a serviço da razão iluminada. Alexandre aproximou-se de mim e considerou: - Repare na grandeza do acontecimento. O médium desempenha o papel de entidade maternal, enquanto Alencar, sob a influência positiva de Calimério, permanece em temporária filiação ao organismo mediúnico. Todas as formas que se materializarem serão "filhas provisórias” da força plástica da intermediária. O amigo que conversa com os encarnados é Alencar, mas os seus envoltórios do momento são nascidos das energias passivas da médium e das energias ativas de Calimério, o mais elevado diretor desta reunião.

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Na sala de trabalho mediúnico* Evangelização nº 20/05 do LIE.

O estudo deste capítulo do livro aqui em exame e reflexão mostra-nos, duas questões muito importantes e elucidativas a saber: A preparação que os espíritos superiores fazem previamente nas salas e ambientes onde irão acontecer incorporações, no serviço elevado, mesmo no caso de tais serviços serem desempenhados por pessoas encarnadas de situação espiritual humilde. A outra questão mostra-nos, com toda a evidência, as dúvidas, curiosidades mundanas e comentários descrentes da legitimidade espiritual destes serviços dedicados pelos espíritos participantes unicamente ao Bem. André Luiz comprova-nos, em várias páginas descritivas após assistir ao lado de outros espíritos cooperadores, as forças e comentários levianos que a maioria dos assistentes encarnados fizeram após o encerramento dos trabalhos. É uma verdadeira elucidação a todos nós, mas, principalmente aos que duvidam de tão autênticos trabalhos, e quanto tais vibrações duvidosas ou francamente descrentes causam de mal ao trabalho aos espíritos. Leiamos o que nos informa André Luiz neste capítulo 16: “Às vinte horas, reunida a pequena assembléia dos irmãos encarnados, foi iniciado o serviço, com a prece comovedora do companheiro que dirigia a casa. Valendo-se do concurso magnético que lhe fôra oferecido, a médium sentia-se francamente mais forte. Mais uma vez, contemplava, admirado, o fenômeno luminoso da epífise o acompanhava o valioso trabalho de Alexandre na técnica de preparação mediúnica, reparando que ali o incansável instrutor se detinha mais cuidadosamente na tarefa de auxílio a todas as células do córtex cerebral, aos elementos do centro da linguagem e às peças e músculos do centro da fala. Terminada a oração e levado a efeito o equilíbrio vibratório do ambiente, com a cooperação de numerosos servidores de nosso plano, Otávia foi cuidadosamente afastada do veiculo físico, em sentido parcial, aproximando-se Dioniso, que também parcialmente começou a utilizar-se das possibilidades dela. Otávia mantinha-se a reduzida distância, mas com poderes para retomar o corpo a qualquer momento num impulso próprio, guardando relativa consciência do que estava ocorrendo, enquanto que Dioniso conseguia falar, de si mesmo, mobilizando, no entanto, potências que lhe não pertenciam e que deveria usar, cuidadosamente, sob o controle direto da proprietária legítima e com a vigilância afetuosa de amigos e benfeitores, que lhe fiscalizavam a expressão com o olhar, de modo a mantê-lo em boa posição de equilíbrio emotivo. Reconheci que o processo de incorporação comum era mais ou menos idêntico ao da enxertia da árvore frutífera. A planta estranha revela suas características e oferece seus frutos particulares, mas a árvore enxertada não perde sua personalidade e prossegue operando em sua vitalidade própria. Ali também, Dioniso era um elemento que aderia às faculdades de Otávia, utilizando-as na produção de valores espirituais que lhe eram característicos, mas naturalmente subordinado à médium, sem cujo crescimento mental, fortaleza e receptividade, não poderia o comunicante revelar os caracteres de si mesmo, perante os assistentes. Por isso mesmo, logicamente, não era possível isolar, por completo, a influenciação de Otávia, vigilante. A casa física era seu templo, que urgia defender contra qualquer expressão desequilibrante, e nenhum de nós, os desencarnados presentes, tinha o direito de exigir-lhe maior afastamento, porquanto lhe competia guardar as suas, potências fisiológicas e preservá-las contra o mal, perto de nós outros, ou a distância de nossa assistência afetiva. A nossa atmosfera de harmonia, porém, não conseguia sossegar a perturbadora expectativa dos companheiros encarnados. Entre nós, prevaleciam o controle, a disciplina,, o autodomínio; entre eles, sopravam o desequilíbrio e a inquietação. Exigiam um Dionísio-homem pela boca de Otávia, mas nosso plano lhes impunha, um Dionísio-espírito, pelas expressões da médium. A família humana aguardava o pai emocionado e ainda submetido a paixões menos construtivas, mas, auxiliávamos o irmão para que sua alma se mantivesse calma e enobrecida, em benefício dos próprios familiares terrestres. Falava o comunicante sob forte emotividade, mas Alexandre e Euclides, ocupando-se respectivamente dele e da intermediária, fiscalizavam-lhe as atitudes e palavras, para que se manifestasse tão somente nos assuntos necessários à edificação de todos, responsabilizando-o por todas as imagens mentais nocivas que a sua palavra criasse no cérebro e no coração dos ouvintes. Em vista disso, o comunicante portou-se, em todos os pontos da mensagem falada, com admirável dignidade espiritual, fazendo, porém, verdadeiros prodígios de disciplina interior, para calar certas situações familiares e conter as lágrimas estancadas no coração. Depois de falar quase quarenta minutos, dirigindo-se à família e aos colegas de luta humana, Dioniso despediu-se, repetindo tocante oração de agradecimento que Alexandre lhe ditou, comovido. Nosso concurso decorrera com absoluta harmonia. O manifestante ofereceu os possíveis elementos de identificação pessoal, mas a pequena congregação de encarnados não recebeu a dádiva como seria de desejar.

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Sonhos* Evangelização nº 21/05 do LIE.

Nossos pensamentos de vigília tem muito a ver com nossos sonhos noturnos, eis que semelhança atrai semelhança. Neste capitulo André Luiz nos faz ver que não deveriam estranhar pesadelos que à noite podem se abater sobre nós. Nunca devemos esquecer que os sonhos são nossos e não do vizinho. É como se o nosso inconsciente, ou melhor, nosso espírito conversasse com nossa mente ou cérebro. Também esse autor espiritual confiável pede-nos atenção para a preparação ao sono a qual deve ser feita com preces. Se além de não orarmos, á noite, ainda por cima acolhermos mais pensamentos ou praticarmos más ações durante o dia é natural e conseqüente que à noite atraiamos entidades espirituais da treva, sempre dentro do mesmo principio das atrações similares. Em outras palavras, mente sã exercitada na pratica do bem, enseja bons sonhos. Outro ponto que André aborda é com relação ao dito Bíblico: “Muitos são os chamados e poucos são os escolhidos” e porque isso acontece sem que aja uma preferência Divina. Leiamos um trecho muito simbólico desse capitulo 8. “- É a residência de vieira. Vejamos o que se passa. Acompanhei-o em silêncio. Em poucos instantes, encontrava-mos dentro de quarto confortável, onde dormia um homem idoso, fazendo ruído singular. Via-se-lhe, perfeitamente, o corpo perispiritico unido à forma física, embora parcialmente desligados entre si. Ao seu lado, permanecia uma entidade singular, trajando vestes absolutamente negras. Notei que o companheiro adormecido permanecia sob impressões de doloroso pavor. Gritos agudos escapavam-lhe da garganta. Sufocava-se, angustiadamente, enquanto a entidade escura fazia gestos que eu não conseguia compreender. Sertório acercou-se de mim e observou: - Vieira está sofrendo um pesadelo cruel. E indicando a entidade estranha: - Creio que ele terá atraído até aqui o visitante que o espanta. Com efeito, muito delicadamente, o meu interlocutor começou a dialogar com a entidade de luto: - O amigo é parente do companheiro que ,dorme? - Não, não. Somos conhecidos velhos. - E, ,muito impaciente, acentuou: - Hoje, à noite, Vieira me chamou com as suas reiteradas lembranças e acusou-me de faltas que não cometi, conversando levianamente com a família. Isso, como é natural, desgostou-me. Não bastará o que tenho sofrido, depois da morte? Ainda precisarei ouvir falsos testemunhos de amigos maledicentes? Não poderia esperar dele semelhante procedimento, em virtude das relações afetivas que nos uniam as famílias, desde alguns anos. Vieira foi sempre pessoa de minha confiança. Em razão da surpresa, deliberei esperá-lo nos momentos de sono, a fim de prestar-lhe os necessários esclarecimentos. O estranho visitante, todavia, fez uma pausa, sorriu irônico, e continuou: - Entretanto, desde o momento em que me pus a explicar-lhe a situação do passado, informando-o quanto aos verdadeiros móveis de minhas iniciativas e resoluções na vida carnal, para que não prossiga caluniando-me o nome, embora sem intenção, Vieira fez este rosto de pavor que estão vendo e parece não desejar ouvir as minhas verdades. Interessado nas lições novas, aproximei-me do amigo, cujo corpo descansava em posição horizontal, e senti-lhe o suor frio ensopando os lençóis. Não revelava compreender convenientemente o auxílio que lhe era trazido, fixando-nos com estranheza e ansiedade, intensificando, ainda mais, os gemidos gritantes que lhe escapavam da boca. Sentindo a silenciosa reprovação de Sertório, o habitante das zonas inferiores dirigiu-lhe a palavra de modo especial: - O senhor admite que devamos ouvir impassíveis os remoques da leviandade? Não será passível de censura e punição o amigo infiel que se vale das imposições da morte para caluniar e deprimir? Se Vieira sentiu-se no direito de acusar-me, desconhecendo certas particularidades dos problemas ,ele minha vida privada, não é justo que me tolere os esclarecimentos até ao fim? não sabe ele, acaso, que os mortos continuam vivos? Ignorará, porventura, que a memória de cada companheiro deve ser sagrada? Ora esta! Eu mesmo já lhe ouvi, em minha nova condição de desencarnado, longas dissertações referentes ao respeito que devemos uns aos outros... Não considera, pois, que tenho motivos justos para exigir um legítimo entendimento?!... O interpelado esboçou um gesto de complacência e observou: - Talvez esteja com a razão, meu caro. Entretanto, creio deva desculpar seu amigo! como exigir dos outros conduta rigorosamente correta, se ainda não somos criaturas irrepreensíveis? Tenha calma, sejamos caridosos uns para com os outros!... E, enquanto a entidade se punha a meditar nas palavras ouvidas, Sertório falou-me em tom discreto: - Vieira não poderá comparecer esta noite aos trabalhos.”

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A eficácia da prece* Evangelização nº 22/05 do LIE.

O numero dos que, em todas as religiões da Terra, duvidam da eficácia da prece é muito superior ao modesto número dos que crêem convictamente que a oração com fé traça “fronteiras vibratórias” contra o mal e a doença. Isto dito assim, pode não significar nada para os Espíritos menos iluminados existentes em todas as religiões de Terra. Segundo as revelações da vidência de André Luiz, o ser humano encarnado recebe por minuto, trilhões de irradiações, de formas diversas, a saber: dos raios solares, da água, da terra, dos metais, dos minerais, dos vegetais, dos animais, dos outros seres humano e, vindas da outra dimensão da vida, dos Espíritos desencarnados e, acima de tudo, do plano do Mais-Alto Deus - em favor da Sua família humana. Mas nenhuma dessas irradiações, luminosas ou não, quer no plano físico, quer no extra-físico, tem junto ao PAI, maior significação, valia e esplendor, que a irradiação da prece fervorosa e lúcida. A vibração do homem inteligente e lúcido, falando com Deus, é a mais alta e sublime perante o Criador. Leiamos com atenção um trecho desse importante capítulo 6 dedicado a revelar-nos o valor da prece. “Dispunha-me a pedir explicações, quando o instrutor me chamou delicadamente, encaminhando-me ao exterior. Fora do quarto, falou-me paternalmente: - Já observou quanto devia. Agora, poderá extrair as próprias ilações. - Sim - retruquei; estou assombrado com o que vi; no entanto, estimaria ouvi-lo em considerações esclarecedoras. - Não tenha dúvida - prosseguiu o orientador -, a oração é o mais eficiente antídoto do vampirismo. A prece não é movimento mecânico de lábios, nem disco de fácil repetição no aparelho da mente. E' vibração, energia, poder. A criatura que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalhos de inexprimível significação. Semelhante estado psíquico descortina forças ignoradas, revela a nossa origem divina e coloca-nos em contato com as fontes superiores. Dentro dessa realização, o Espírito, em qualquer forma, pode emitir raios de espantoso poder. Após breve intervalo, Alexandre considerou, imprimindo mais força ao ensinamento: - E você não pode ignorar que as próprias formas inferiores da Terra se alimentam quase que integralmente de raios. Descem sobre a fronte humana, em cada minuto, bilhões de raios cósmicos, oriundos de estrelas e planetas amplamente distanciados da Terra, sem nos referirmos aos raios solares, caloríficos e luminosos, que a ciência terrestre mal começa a conhecer. Os raios gama, provenientes do rádium que se desintegra incessantemente no solo, e os de várias expressões emitidos pela água e pelos metais, alcançam os habitantes da Terra pelos pés, determinando consideráveis influenciações. E, em sentido horizontal, experimenta o homem a atuação dos raios magnéticos exteriorizados pelos vegetais, pelos irracionais e pelos próprios semelhantes. A admiração impusera-me silêncio, mas o orientador prosseguiu, após ligeiro intervalo: - E as emanações de natureza psíquica que envolvem a Humanidade, provenientes das colônias de seres desencarnados que rodeiam a Terra? Era cada segundo, André, cada um de nós recebe trilhões de raios de várias ordens e emitimos forças que nos são peculiares e que vão atuar no plano da vida, por vezes em regiões muitíssimo afastadas de nós. Nesse círculo de permuta incessante, os raios divinos, expedidos pela oração santificadora, convertem-se em fatores adiantados de cooperação eficiente e definitiva na cura do corpo, na renovação da alma e iluminação da consciência. Toda prece elevada é manancial de magnetismo criador e vivificante e toda criatura que cultiva a oração, com o devido equilíbrio do sentimento, transforma-se, gradativamente, em foco irradiante de energias da Divindade. As elucidações do instrutor calaram-me profundamente no ser. Desejando, contudo, certificar-me, quanto a outro pormenor da sublime experiência, interroguei: - Bastará, porém, o recurso da esposa para que o nosso doente restaure o equilíbrio psíquico? Alexandre sorriu e respondeu. - O socorro de Cecília é valioso para o companheiro, mas o potencial de emissão divina pertence a ela, como fruto incorruptível dos seus esforços individuais. Significa para ele o "acréscimo de misericórdia" que deverá anexar, em definitivo, ao patrimônio de sua personalidade, através do trabalho próprio. Receber o auxílio do bem não quer dizer que o beneficiado seja bom. Nosso amigo precisa devotar-se, com fervor, ao aproveitamento das bênçãos que recebe, porque, legivelmente, toda cooperação exterior pode ser interrompida e cada filho de Deus é herdeiro de possibilidades sublimes e deve funcionar como médico vigilante de si mesmo.”

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Suicídio* Evangelização nº 23/05 do LIE.

Que acontece a uma pessoa que se suicide? Quais as repercussões deste ato de desespero, tanto no plano familiar como na outra dimensão da vida? Se estamos num mundo onde tudo que se semeia será colhido por cada um de acordo com os atos que são praticados, tanto no plano físico como no plano extra-físico, todos os que têm fé e convicção que a vida continua após a morte do corpo, como é que alguém pode mergulhar em tão profunda cegueira? Esse capítulo 11 trata minuciosamente do suicídio que leva Raul a extinguir a própria vida. Para não chocar a esposa, os filhinhos e parentes, Raul prepara a simulação de ter sido morto por assaltantes. E então vamos ver o que lhe acontece no além – túmulo. Seu arrependimento e remorso profundo! E como espíritos amigos, após longas e sofridas preces da chorosa esposa do suicida, vão atende-lo no próprio umbral, preparando um reencontro para o casal atormentado pela ausência do chefe da família. Bem como o extraordinário valor da prece em favor do ente querido que se ausenta. É o que vamos ver no seguinte trecho desse capitulo 11: “Em seguida, mandou velar a chaga aberta e sanguinolenta, muito visível na região dilacerada do organismo perispiritual, para que a esposa não recebesse qualquer impressão de sofrimento. O próprio Raul, admirado pela lição de boas maneiras, atendia, satisfeito e reanimado, a todas as instruções. Dai a minutos, Romualda entrou em companhia de Ester, cujo olhar deixava entrever angústia e expectação. Alexandre tomou-a pelo braço e mostrou-lhe o companheiro estendido no leito alvo. - Raul! Raul! - gritou a viúva desolada, provisoriamente liberta do corpo carnal, dilacerando-me o coração pelo doloroso tom de voz. A comoção dela era extrema. Quis prosseguir- e não pôde. Dobraram-se-lhe os joelhos e Ester encontrou-se, genuflexa, ao leito do esposo, soluçando. Reparei que os olhos dele permaneciam marejados de pranto que não chegava a cair. Alexandre fixava-o, com firmeza, dando-lhe a entender a necessidade de coragem para o angustioso testemunho. Como a criança interessada em conhecer as recomendações paternas, o suicida acompanhava os menores gestos do nosso generoso orientador. .E porque Alexandre lhe fizera ligeiro sinal, Raul ,tomou a destra da companheira em lágrimas e falou: - Não chores mais, Ester! Tem confiança em Deus! Vela pelos nossas filhinhos e ajuda-me com a tua fé! Vou indo muito bem... Não há razão para que nos lamentemos! Querida, a morte não é o fim. Aceita a vontade do Pai, como estou procurando aceitar... nossa separação é temporária... nunca te esquecerei! Estarás em meu coração, onde, eu estiver! Também estou saudoso de tua companhia, de tua dedicação, mas o Altíssimo nos ensinará a transformar saudades em esperanças! As palavras do suicida, bem como a doce inflexão de sua voz, surpreendiam-me a observação. Raul demonstrava um potencial de delicadeza e finura psicológica, que até aí não revelara a meus olhos. Foi então que, aguçando a percepção visual, notei que fios tenuíssimos de luz ligavam a fronte de Alexandre ao cérebro dele e compreendi que o instrutor lhe ministrava vigoroso influxo magnético, amparando-o na difícil situação. Ouvindo-lhe as expressões consoladoras, a viúva pareceu reanimar-se, exclamando, lacrimosa: - 0' Raul, eu sei que agora estamos separados pelos abismos da sepultura! ... sei que devo esperar a decisão suprema para unir-me contigo para sempre... Ouve! Auxilia-me na Terra, na viuvez inesperada e dolorosa! Levanta-te e vem para a nossa casa, dar-me esperança ao espírito abatido! Defende-nos ainda contra os maus... não me deixes sozinha com os nossos filhinhos, que tanto precisam de ti... pede a Deus essa graça e vem ajudar-nos até ao fim!... Embora continuasse estirado no leito, o interpelado afagou-lhe carinhosamente os cabelos e, respondeu: - Tem coragem e fé! Lembra-te, Ester, de que existem padecimentos maiores que os nossos e conforma-te ... Vou fortalecer-me e trabalharei ainda por nós ... Assim como me esperas a assistência, esperar-te-ei a confiança. O Senhor não nos impõe sofrimentos que não mereçamos, nem nos confia problemas dos quais não sejamos dignos! Volta para nossa casa e alegra-te! Não tenhas medo, da necessidade; nunca nos faltará a bênção do pão! Procura a alegria do trabalho honesto e semeia o bem através de todas as oportunidades que o mundo te ofereça! A prática do bem dá saúde ao corpo e alegria ao espírito! E Deus, que é bom e justo, abençoará nossos filhinhos para que eles sejam felizes ao teu lado... Não te demores mais! Volta confiante! Guarda a certeza de que eu estou vivo e de que a morte do corpo é somente a necessária transformação!...”

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Passes terapêuticos * Evangelização nº 24/05 do LIE.

É deveras importante para todos saber o que é descrito pelo Espírito André Luiz acerca da articulação espiritual entre os dois planos da vida quando é dado a pacientes e freqüentadores de centros espíritas. Então se observa, intui e tem razão quando busca a irradiação do passe para rearmonização de conflitos ou mal-estar interior. André Luiz nos mostra a intensidade e poder terapêutico dos passes dados pôr intermédio de médiuns encarnados e desencarnados. Aliás, ao nível dos desencarnados, este capítulo 19 nos entremostra o vasto trabalho dos espíritos benfeitores que, no outro lado da vida, principalmente durante o sono, efetuam em favor dos encarnados na Terra; sendo que em grande parte das vezes, os favorecidos acordam sentindo uma melhor disposição para as lutas da vida mas de nada lembram acerca de ocorrências durante o sono noturno. O livro “Missionários da Luz” expõe-nos com profunda riqueza de detalhes a verdadeira vida existente após a morte. Leiamos sempre com atenção concentrada, um trecho desse capítulo 19 que nos relata o seguinte: “Anacleto continuou de pé e aplicou-lhe um passe longitudinal sobre a cabeça, partindo do contato simples e descendo a mão, vagarosamente, até à região do fígado, que o auxiliador tocava com a extremidade dos dedos irradiantes, repetindo-se a operação por alguns minutos. Surpreendido, observei que a nuvem, de escura, se fizera opaca, desfazendo-se, pouco a pouco, sob o ínfimas vigoroso do magnetizador em missão de auxílio. O fígado voltou à normalidade plena. Mais alguns minutos e nos encontramos diante de uma senhora grávida, em sérias condições de enfraquecimento. Anacleto deteve-se mais respeitoso. - Aqui - disse ele, sensibilizado - temos uma irmã altamente necessitada de nossos recursos fluídicos. Profunda anemia invade-lhe o organismo. Em regime de subalimentação, em virtude das dificuldades naturais que a rodeiam de longo tempo, a gravidez constitui para ela um processo francamente doloroso. O marido é parcamente remunerado e a esposa é obrigada a vigílias, noite a dentro, a fim de auxiliá-lo na manutenção do lar. A prece, porém, não representa para este coração materno tão somente um refúgio. A par de consolações espontâneas, ela recolhe forças magnéticas de substancial expressão que a sustentam no presente drama biológico. Em seguida, indicou a região do útero e ponderou: Observe as manchas escuras que cercam a, organização fetal. Efetivamente, aderindo ao saco de líquido amniótico, viam-se microscópicas nuvens pardacentas vagueando em várias direções, dentro do sublime laboratório de forças geradoras. Dando-me a perceber seu fundo conhecimento da situação, Anacleto continuou: - Se as manchas atravessarem o líquido, provocarão dolorosos processos patológicos em toda a zona do epiblasto. E o fim da luta será o aborto inevitável. Comovidíssimo, contemplei o quadro divino daquela mãe sacrificada, unida à organização espiritual daquele que lhe seria o filho no porvir. Foi o chefe da assistência magnética que me arrebatou daquela silenciosa admiração, explicando: - Não obstante a fé que lhe exorna o caráter, apesar dos seus mais elevados sentimentos, nossa amiga não consegue furtar-se, de todo, à tristeza angustiosa, em certas circunstâncias. Há seis dias permanece desalentada, aflita. Dentro de algum tempo, o esposo deve resgatar um débito significativo, faltando-lhe, porém, os recursos precisos. A pobre senhora, contudo, além de suportar a carga de pensamentos destruidores que vem produzindo, é compelida a absorver as emissões de matéria mental doentia do companheiro, que se apoia na coragem e na resignação da mulher. As vibrações dissolventes acumuladas são atraídas para a região orgânica, em condições anormais e, por isso,, vemo-las congregadas como pequeninas nuvens em torno do órgão gerador, ameaçando, não só a saúde maternal, mas também o desenvolvimento, do feto. Estupefato, ante os novos ensinamentos, reparei que Anacleto chamou um dos auxiliares, recomendando-lhe alguma coisa. Logo após, muito cuidadosamente, atuou por imposição das mãos sobre a cabeça da enferma, como se quisesse aliviar-lhe a mente. Em seguida, aplicou passes rotatórios na região uterina. Vi que as manchas microscópicas se reuniam, congregando-se numa só, formando pequeno corpo escuro. Sob o influxo magnético do auxiliador, a reduzida bola fluídico-pardacenta transferiu-se para o interior da bexiga urinária. Intensificando-me a admiração, o novo companheiro, dando os passes por terminados, esclareceu: - Não convém dilatar a colaboração magnética para retirar a matéria tóxica de uma vez. Lançada no excretor de urina, será alijada facilmente, dispensando a carga de outras operações.”

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Psicografando* Evangelização nº 25/05 do LIE.

O que se descreve neste capítulo exigiu de seu redentor André Luiz uma aguda sensibilidade perispiritual, além de profundos conhecimentos médicos do organismo humano. A parte final desse capítulo nos envia a compreensão do intenso aparato espiritual que antecede a emissão psicográfica de uma mensagem elevada do mundo extra-físico para nós. Descreve os vários emissores de uma mensagem desta natureza, do lado de lá, e como é feita a escolha de um espírito tarefeiro. Também rica em detalhes é a descrição do que acontece no organismo e no perispírito do psicógrafo encarnado, na hora deste intercâmbio espiritual. Desde a luminosidade das glândulas, da epífise, de todo o sistema nervoso do médium a partir da preparação psicográfica do médium até que suas primeiras palavras surjam no papel branco: “A paz de Jesus seja convosco”. Leiamos portanto um trecho escolhido desse capítulo para que entendamos todo o difícil e luminoso processo que possibilita a psicografia na orbita terrestre. “É natural que o treinamento e a colaboração espontânea do médium facilitem o trabalho; entretanto, de qualquer modo, o serviço não é automático... Requer muita compreensão, oportunidade e consciência. Estava admirado. - Acredita que o intermediário - perguntou - possa improvisar o estado receptivo? De modo algum. A sua preparação espiritual deve ser incessante. Qualquer incidente pode perturbar-lhe o aparelhamento sensível, como a pedrada que interrompe o trabalho da válvula receptora. Além disso, a nossa cooperação magnética é fundamental para a execução da tarefa. Examine atentamente. Estamos notando as singularidades do corpo perispiritual. Pode reconhecer, agora, que todo centro glandular é uma potência elétrica. No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a epífise desempenha o papel mais importante. Através de suas forças equilibradas, a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios peculiares à nossa esfera. É nela, na epífise, que reside o sentido novo dos homens; entretanto, na grande maioria deles, a potência divina dorme embrionária. Reconheci que, de fato, a glândula pineal do intermediário expedia luminosidade cada vez mais intensa. Deslocando, porém, a sua atenção do cérebro para a máquina corpórea em geral, o orientador prosseguiu: - A operação da mensagem não é nada simples, embora os trabalhadores encarnados não tenham consciência de seu mecanismo intrínseco, assim como as crianças, em se fartando no ambiente doméstico, não conhecem o custo da vida ao sacrifício dos pais. Muito antes da reunião que se efetua, o servidor já foi objeto de nossa atenção especial, para que os pensamentos grosseiros não lhe pesem no campo íntimo. Foi convenientemente ambientado e, ao sentar-se aqui, foi assistido por vários operadores de nosso plano. Antes de tudo, as células nervosas receberam novo coeficiente magnético, para que não haja perdas lamentáveis do tigróide (corpúsculos de Nissi), necessário aos processos da inteligência. O sistema nervoso simpático, mormente o campo autônomo do coração, recebeu auxílios enérgicos e o sistema nervoso central foi convenientemente atendido, para que não se comprometa a saúde do trabalhador de boa vontade. O vago foi defendido por nossa influenciação contra qualquer choque das vísceras. As glândulas supra-renais receberam acréscimo de energia, para que se verifique acelerada produção de adrenalina, de que precisamos para atender ao dispêndio eventual das reservas nervosas. Nesse instante, vi que o médium parecia quase desencarnado. Suas expressões grosseiras de carne, haviam desaparecido ao meu olhar, tamanha a intensidade da luz que o cercava, oriunda de seus centros perispirituais. Após longo intervalo, Alexandre continuou: - Sob nossa apreciação, não temos o arcabouço de cal, revestido de carboidratos e proteínas, mas outra expressão significativa do homem imortal, filho do Deus Eterno. Repare, nesta anatomia nova, a glória de cada unidade minúscula do corpo. Cada célula é um motor elétrico que necessita de combustível para funcionar, viver e servir. Despreocupado de meu assombro, o instrutor mudou de atitude e considerou: - Interrompamos as observações. É necessário agir. Acenou para um dos seis comunicantes. O mensageiro aproximou-se contente. - Calixto - falou Alexandre, em tom grave -, temos seis amigos para o intercâmbio; todavia, as possibilidades são reduzidas. Escreverá apenas você. Tome seu lugar. Recorde sua missão consoladora e nada de particularismos pessoais. A oportunidade é limitadíssima e devemos considerar o interesse de todos.

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Ao final da tarefa* Evangelização nº 26/05 do LIE.

A hora do Adeus na maioria das situações, sempre é comovedora No capítulo final do livro acima referido, André Luiz relata-nos com sensibilidade e sentimento, como foi a despedida do instrutor Alexandre, ao final de uma etapa de nobres e elevadas tarefas na nossa crosta planetária. Assistiam à cerimônia dezenas de desencarnados, servidores do Bem a serviço de Cristo Jesus. Todos eles se comoveram ao saberem que Alexandre recebeu, do mais Alto, uma mensagem importante, citando-lhe que deveria prestar outros serviços importantes, numa outra área elevada na “colônia Nosso Lar” dentro de pouco tempo. Junto àqueles companheiros, sobretudo com André Luiz, Alexandre concretizava várias tarefas redentoras, entre encarnados e desencarnados, conforme já lemos em várias das obras desta coletânea psicográfica de Chico Xavier. Ao final deste encontro de despedida Alexandre pronuncia sábia palestra com palavras mais elevadas. Ë desta palestra que retiramos o trecho a seguir, para que reflitamos sobre enredos espirituais na vida atuante de trabalhos dos desencarnados.
“Verificando-se nova pausa, em sua afetuosa e significativa exposição, observei que profundo respeito nos identificava a todos, em face da palavra venerável. - Temos criado muitos deuses à parte - continuou o instrutor, comovido -, para destruí-los, multa vez, em profundo desespero do coração, quando a realidade nos dilate a visão, ante o horizonte infinito da vida. Na procura do conforto individual, em face de problemas graves de nossa vida, raramente encontramos a solução e, sim, a fuga, da qual nos valemos com todas as forças de que somos capazes, para adiar indefinidamente a ação imprescindível da corrigenda ou do resgate. Virá, porém, o dia da restauração da verdade, o momento de nosso testemunho pessoal. Ele pousou em nós o olhar muito lúcido, onde víamos o reflexo de serena emotividade, e, depois de longa pausa, retomou as elucidações das despedidas. É por isso, meus amigos - prosseguiu, em tom fraterno que o orientador consciencioso de sua tarefa não pode fugir aos imperativos da evolução de seus tutelados. De quando em quando, é necessário deixar o discípulo entregue a si mesmo, ainda que as mais belas notas de carinho nos sugiram o contrário. Junto do instrutor, o aprendiz, quase sempre, apenas observa. A distância, porém, experimenta e age, vivendo o que aprendeu. É indispensável desenvolver os valores ilimitados, inerentes a cada um de nós, guardados como divina herança no potencial de nosso mundo íntimo. A proteção inconsciente, que subtrai o protegido ao clima de realização que lhe é próprio, elimina os gérmens do progresso, da elevação, do resgate individual. Estabelecer a dependência dessa ordem é criar o cativeiro do espírito, que anula nossa capacidade de improvisação e estimula os vícios do pensamento. Fujamos ao condenável sistema de adoração recíproca, em que a falsa ternura opera a cegueira do sentimento. Respeitemo-nos mutuamente, na qualidade de irmãos congregados para a mesma obra do bem e da verdade, mas combatamos a idolatria; bem-queiramo-nos uns aos outros, como Jesus nos amou; todavia, cooperemos contra a insuflação do exclusivismo destruidor. Somos depositários de grandes lições da vida superior. Pô-las em prática, estendendo mãos amigas aos nossos semelhantes, é o nosso objetivo fundamental. Cada um de vocês tem obrigações em separado, nos setores diferentes da atividade espiritual. Durante alguns meses, estivemos quase sempre juntos, quando a oportunidade permitia. Associados na mesma experiência, criamos laços santificados de amor que nos irmanam uns aos outros. Não podemos, porém, descansar sobre as comodidades do afeto. É preciso enfrentar as asperezas do serviço, conhecer a luta, testemunhar aproveitamento. Nunca me valeria da qualidade de instrutor para impedir o crescimento mental de vocês. A Terra, que nos é mãe comum, reclama filhos esclarecidos que colaborem na divina tarefa de redenção planetária. Há multidões, por toda parte, escravas do bem-estar e da miséria, da alegria e do sofrimento, estranhas ao caráter temporário das condições em que se agitam. Todos vivem, mas raros espíritos de nosso mundo tomaram posse da vida eterna. O campo de trabalho é vastíssimo. Experimentem nele o que aprenderam, despertando as consciências que dormem ao longo do caminho.”

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