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Justiça
divina *
Evangelização nº 16/05 do LIE.
A
mecânica da reencarnação*
Evangelização nº 17/05 do LIE.
Maternidade
*
Evangelização nº 18/05 do LIE.
Materialização
*
Evangelização nº 19/05 do LIE.
Na
sala de trabalho mediúnico *
Evangelização nº 20/05 do LIE.
Sonhos
*
Evangelização nº 21/05 do LIE.
A
eficácia da Prece *
Evangelização nº 22/05 do LIE.
Suicídio
*
Evangelização nº 23/05 do LIE.
Passes
terapêuticos *
Evangelização nº 24/05 do LIE.
Psicografando
*
Evangelização nº 25/05 do LIE.
Ao
final da tarefa *
Evangelização nº 26/05 do LIE.
Justiça
divina * Evangelização
nº 16/05 do LIE.
Essa obra
mostra evidentemente o árduo e incessante trabalho
que os Espíritos de Luz realizam em favor de entes
queridos encarnados da Terra, bem como a desencarnados, todos
de um jeito ou de outro, buscando o caminho da Luz. Neste
capítulo 13, ao longo de 48 páginas André
Luiz, por assim dizer nos revela algo muito importante, qual
seja, como e de que forma opera a Justiça Divina na
tarefa dos espíritos, na mecânica das reencarnações.
Ali, as peças do quebra cabeça são reunidas
de forma justa e surpreendente. Na escolha de uma nova vida
nada fica esquecido quer de bem, quer de infelicidades. Desde
o código genético que estrutura o arcabouço
orgânico até as doenças mais significativas
que iram pontuar a nova vida que se esboça, tudo integra
a próxima existência que se submeterá
á nova reencarnação. É o que vemos
na reencarnação de Segismundo, que será
filho de Adelino e Raquel. Em vida anterior Segismundo assassinou
Adelino, que agora lhe serve de pai. Leiamos com atenção
o que está em certo trecho desse capítulo 13,
acima citado.: “- Não deves
permitir a intromissão de forças negativas e
destruidoras no campo íntimo da alma. E' sempre possível
transformar o mal em bem, quando há firme disposição
da criatura no serviço de fidelidade ao Senhor. Considera,
meu amigo, as grandes verdades da vida eterna! Ainda que este
irmão te procurasse na condição de adversário,
ainda que ele te buscasse como inimigo feroz, deverias abrir-lhe
o espírito fraternal! Toda reconciliação
é difícil quando somos ignorantes na prática
do amor, mas sem a reconciliação humana jamais
seria possível nossa integração gloriosa
com a Divindade! E porque o esposo de Raquel chorasse copiosamente,
o orientador observou: - Não chores! Equilibra o coração
e aproveita a sagrada oportunidade! ... Adelino, então,
enxugou as lágrimas e pediu, humilde: - Auxiliai-me
por amor de Deus! Sentindo-lhe a sinceridade profunda, o instrutor
convidou Segismundo a aproximar-se. Ele levantou-se, cambaleante,
angustiado. Amparando a ex-vítima, Alexandre indicou-lhe
a figura do ex-assassino e apresentou: - Este é o nosso
amigo Segismundo que necessita de tua cooperação
no serviço redentor. Estende-lhe as mãos fraternas
e atende em nome de Jesus! Adelino não hesitou e, embora
o grande esforço íntimo, visível à
nossa percepção espiritual, apertou a destra
do ex-adversário, profundamente comovido. – Perdoe-me,
irmão! - murmurou Segismundo, com infinita humildade.
- O Senhor recompensá-lo-á pelo bem que me faz!
... O marido de Raquel fixou-o nos olhos, como a dissipar
as derradeiras sombras do desentendimento, e redargüiu:
- Disponha de mim... serei seu amigo! ... O ex-homicida inclinou-se,
respeitoso, e beijou-lhe as mãos. O ato espontâneo
de Segismundo conquistara-o. Não podia ser mau aquele
Espírito angustiado e triste que lhe osculava as mãos
com veneração e carinho. Foi então que
vi um fenômeno singular. O organismo perispiritual de
Adelino parecia desfazer-se de pesadas nuvens, que se rompiam
de alto a baixo, revelando-lhe as características luminosas,
Irradiações suavíssimas aureolavam-lhe
agora a personalidade, deixando perceber a sua condição
elevada e nobre. Herculano, junto de mim, falou-me em tom
discreto: - O perdão de Adelino foi sincero. As sombras
espessas do ódio foram efetivamente dissipadas. Louvado
seja Deus! Alexandre abraçou as duas almas reconciliadas
e renovou-lhes fraternais observações, repassadas
de sabedoria e ternura. Em seguida, recomendou ao esposo de
Raquel que descansasse da luta, dispondo-se a sair em nossa
companhia. Notei que marido e mulher, impulsionados pelos
amigos espirituais ali presentes, voltavam ao corpo físico,
a fim de permutarem impressões, referentemente aos
fatos que classificariam de sonhos, dentro da coloração
mental de cada um. Ao se retirar, Alexandre, satisfeito, comentou
paternalmente: - Com o auxílio de Jesus, a tarefa foi
executada com êxito. E, fixando Segismundo, acrescentou:
- Creio que na próxima semana poderá iniciar
o seu serviço definitivo de reencarnação.
Acompanhá-lo-emos com carinho. Não receie coisa
alguma.”
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A
mecânica da reencarnação*
Evangelização
nº 17/05 do LIE.
Prosseguimos
aqui no estudo e nas reflexões deste essencial capítulo
13 da obra “Missionários da Luz”, através
do qual vamos compreendendo melhor os critérios e métodos
dos espíritos para que se realize a mecânica
da reencarnação. Os antecedentes de vidas anteriores
do Espírito chamado Segismundo. Tudo ali é meticulosamente
analisado para a formação dos componentes básicos
que irão estar presentes no destino da nova vida que
começa com a fecundação da mãe
Raquel. E mais uma vez constatamos que nada acontece por acaso,
nem de forma aleatória ou improvisada. A justiça
de Deus não seria perfeita se o fizesse de maneira
diferente. Segismundo irá nascer como filho de Adelino,
marido de Raquel, dando novas oportunidades de vida e de perdão
a dois antigos inimigos. Atrai nossa atenção,
as orientações que são dadas ao espírito
reencarnante até pouco antes de se miniaturizar para
ocupar um novo corpo orgânico. Demonstra também
que a misericórdia Divina nunca nega novas chances
de elevação para os que buscam aperfeiçoar-se.
Leiamos então o que ocorre com os preparativos para
a reencarnação de Segismundo, no seguinte trecho
do capítulo 13: “- Desde
muito, e, particularmente, desde a semana passada, está
em processo de ligação fluídica direta
com os futuros pais. Herculano está encarregado de
ajudá-lo nesse trabalho. À medida que se intensifica
semelhante aproximação, ele vai perdendo os
pontos de contato com os veículos que consolidou em
nossa esfera, através da assimilação
dos elementos de nosso plano. Semelhante operação
é necessária para que o organismo perispiritual
possa retomar a plasticidade que lhe é característica
e, no estágio em que ele se encontra, o serviço
impõe-lhe sofrimentos. A observação era
muito nova para mim e continuei indagando: - Mas o organismo
perispiritico de Segismundo não é o mesmo que
ele trouxe da Crosta, ao desencarnar pela última vez?
- Sim - concordou o orientador -, tem a mesma identidade essencial,
todavia, com o curso do tempo, em vista de nova alimentação
e novos hábitos em meio muito diverso, incorporou deter-
minados elementos de nossos círculos de vida, dos quais
é necessário se desfaça a fim de poder
penetrar, com êxito, a corrente da vida carnal. Para
isto, as lutas das ligações fluídicas
primordiais com as emoções que lhes são
conseqüentes desgastam-lhe ali resistências dessa
natureza, salientando-se ,que, nesta noite, faremos a parte
restante do serviço, mobilizando, em seu auxílio,
nossos recursos magnéticos. - Oh! – Disse eu
– não teremos aqui um fato semelhante à
morte física na Crosta? Alexandre sorriu o aquiesceu:
- Sem dúvida, desde que consideremos a morte do corpo
carnal como simples abandono de envoltórios atômicos
terrestres. Reconheci, porém, que a hora não
comportava longas dissertações, e, vendo que
o meu bondoso instrutor fixava a atenção nos
Construtores, abstive-me de novas interrogações.
Seguido pelos amigos, Alexandre aproximou-se de Segismundo
e falou-lhe, bem humorado- - Então? mais forte? E,
acariciando-lhe a face, acrescentou- - Você deve estar
satisfeito: é chegado o momento decisivo. Todas as
nossas expressões de reconhecimento a Deus são
insignificantes, diante da nova oportunidade recebida. - Sim...
- falou Segismundo, arquejante - estou grato... não
se esqueçam de mim... com o auxílio necessário.
E olhando angustiadamente para o meu orientador, observou,
inquieto: - Tenho receio... muito receio... Alexandre sentou-se
paternalmente ao lado dele, e disse-lhe, com ternura: - Não
asile o monstro do medo no coração. A hora é
de confiança e coragem. Ouça, Segismundo! Se
você guarda alguma preocupação, divida
conosco os seus pesares, fale de tudo o que, constitua dificuldade
em seu íntimo! Abra sua alma, querido amigo! Lembre-se
de que o instante da passagem definitiva de plano se aproxima.
Torna-se indispensável manter o pensamento puro, lavado
de todos os detritos! O interlocutor deixou cair algumas lágrimas
e conversou com esforço: - Sabe que empreendi pequenina
obra de socorro, nas cercanias de nossa colônia espiritual..
A obra foi autorizada pelos nossos Maiores e...apesar do bom
funcionamento... sinto que não está terminada
e que tenho em sua estrutura grandes responsabilidades...
não sei se fiz bem... pedindo agora o retorno à
Crosta do mundo, antes de consolidar meu trabalho... entretanto...reconheci
que para seguir além... precisava reconciliar-me com
a própria consciência, buscando os adversários
de outro tempo... a fim de resgatar minhas faltas... foi por
isto que insisti tanto pela obtenção de minha
volta...como poderia conduzir os outros à plena conversão
espiritual... diante dos ensinamentos de Cristo... sem haver
pago minhas próprias dívidas?”
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Maternidade*
Evangelização
nº 18/05 do LIE.
A parte
final deste 13º capítulo é como uma sinfonia
de um hino á vida e como a música “Aleluia
de Hendel para o vigor misericordioso da lei reencarnacionista.
Raquel a mãe recebe o filho Segismundo como uma dádiva
divina e sua cabeça surge aureolada pela Luz inapagável
da maternidade, André Luiz nos conta que desde a hora
da fecundação, havia na área da alcova
do casal “Adelino - Raquel”, entre espíritos
de Luz, monitores, construtores, guardiões daquele
lar mais de 100 espíritos orando ou ajudando desta
ou daquela forma. Toda mocinha, toda mulher que carrega em
si a semente da maternidade deve ler, reler e meditar profundamente
na mensagem de vida deste capítulo. Alimentais a certeza
de que nenhuma moça ou mulher do mundo que tenha lido
e entendido este capítulo jamais em vida consentira
num aborto, mesmo nos casos de estupro. Leiamos com o coração
amoroso em Jesus um trecho do capítulo 13 do livro
“Missionários da Luz” de André Luiz
com psicografia de Chico Xavier.: “-
Agora, auxiliemos nosso amigo no primeiro contato com a matéria
mais densa. Raquel acordara, experimentando no coração
estranha ventura. Abraçou-se, instintivamente, ao companheiro
adormecido, como o navegante feliz, ao sentir-se em Porto
de tranqüilidade e segurança. Havia atravessado
o espesso véu de vibrações que separa
o plano espiritual da esfera física e não conservava
qualquer reminiscência precisa da sublime felicidade
de momentos antes; todavia, seu sentimento de júbilo
permanecia dilatado, suas esperanças transbordavam
e uma confiança imensa no porvir acalentava-lhe, agora,
o coração. Seria mãe pela segunda vez?
- pensava, contente. Essa idéia, que lhe não
despontava no cérebro por acaso, balsamizava-lhe a
alma com deliciosa alegria. Estava pronta para o serviço
divino da maternidade, confiaria no Senhor como escrava de
sua bondade infinita. Não via a esposa de Adelino que
Alexandre e os Construtores espirituais lhe rodeavam a mente
de sublime luz, banhando-lhe as idéias com a água
viva do amor espiritual. Observando que a forma de Segismundo
se ligara a ela, por divino processo de união magnética,
recebi a determinação do meu orientador para
seguir-lhe, de perto, o trabalho de auxílio na ligação
definitiva de Segismundo à matéria. Indicando
os órgãos geradores de Raquel e fazendo incidir
sobre eles a sua luz, Alexandre preveniu-me, quanto à
grandeza do quadro sob nossa observação, acentuando,
respeitosamente. - Temos aqui o altar sublime da maternidade
humana. Perante o seu augusto tabernáculo, ao qual
devemos a claridade divina de nossas experiências, devemos
cooperar, na tarefa do amor, guardando a consciência
voltada para a Majestade Suprema. Inclinei-me para a organização
feminina de nossa irmã reencarnada, dentro de uma veneração
que nunca, até então, havia sentido. Auxiliado
pelo concurso magnético do mentor querençoso,
passei a observar as minúcias do fenômeno da
fecundação. Através dos condutos naturais,
corriam os elementos sexuais masculinos, em busca do óvulo,
como se estivessem preparados de antemão para uma prova
eliminatória, em corrida de três mil metros,
aproximadamente, por minuto. Surpreendido, reconheci que o
número deles se contava por milhões e que seguiam,
em massa, para a frente, em impulso instintivo, na sagrada
competição. No silêncio sublime daqueles
minutos, compreendi que Alexandre, em vista de ser o missionário
mais elevado do grupo em operação de auxílio,
dirigia os serviços graves da ligação
primordial. Segundo depreendi, ele podia ver as disposições
cromossômicas de todos os princípios masculinos
em movimento, depois de haver observado, atentamente, o futuro
óvulo materno, presidindo ao trabalho prévio
de determinação do sexo do corpo a organizar-se.
Após acompanhar, profundamente absorto no serviço,
a marcha dos minúsculos competidores que constituíam
a substância fecundante, identificou o mais apto, fixando
nele o seu potencial magnético, dando-me a idéia
de que o ajudava a desembaraçar-se dos companheiros
para que fosse o primeiro a penetrar a pequenina bolsa maternal
. O elemento focalizado por ele ganhou nova energia sobre
os demais e avançou rapidamente na direção
do alvo. A célula feminina que, em face do microscópico
projetil espermático, se assemelhava a um pequeno mundo
arredondado de açúcar, amido e proteínas,
aguardando o raio vitalizante, sofreu a dilaceração
da cutícula, à maneira de pequenina embarcação
torpedeada, e enrijeceu-se, de modo singular, cerrando os
poros tenuíssimos, como se estivesse disposta a recolher-se
às profundezas de si mesma, a fim de receber, face
a face, o esperado visitante, e impedindo a intromissão
de qualquer outro dos competidores, que haviam perdido a primeira
posição na grande prova. Sempre sob o influxo
luminoso magnético de Alexandre, o elemento vitorioso
prosseguiu a marcha...”
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Materialização*
Evangelização
nº 19/05 do LIE.
Este é
um capítulo de grande significado nos caminhos da fé
em bases experimentais da Ciência humana. Trata-se nada
mais nada menos que a materialização do Espírito
Alencar o qual, compareceu à uma assembléia
de pessoas crentes ou curiosas. Em outras palavras, esse Espírito
desencarnado e portanto invisível tornou-se materializado
e visível a todos os presentes na reunião. Assistimos,
pela leitura do livro, a uma sessão de materialização
de Espírito. Ou seja, algumas dezenas de Espíritos
iluminados e seus colaboradores, visando uma demonstração
de fé na sobrevivência da alma, organizaram-se
e conseguiram materializar com êxito o Espírito
Alencar, através de uma médium encarnada, adequada.
Impressiona os preparativos feitos no outro lado da vida para
que o ectoplasma da médium não sofresse conseqüências
danosas. Leiamos com atenção a descrição
dos momentos dessa materialização.
“- Não precisa inquietar-se. Bastará ajudar-me
na mentalização das minúcias anatômicas
do aparelho vocal. Estava aturdido, mas o instrutor considerou:
- A força nervosa do médium é matéria
plástica e profundamente sensível às
nossas criações mentais. Logo após, Alexandre
tomou pequena quantidade daqueles eflúvios leitosos,
que se exteriorizavam particularmente através da boca,
narinas e ouvidos do aparelho mediúnico, e, como se
guardasse nas mãos reduzida quantidade de gesso fluido,
começou a manipulá-lo, dando-me a impressão
de estar completamente alheio ao ambiente, pensando, com absoluto
domínio de si mesmo, sobre a criação
do momento. Aos poucos, vi formar-se, sob meus olhos atônitos,
um delicado aparelho de fonação. No íntimo
do esqueleto cartilaginoso, esculturado com perfeição
na matéria ectoplásmica, organizavam-se os fios
tenuíssimos das cordas vocais, elásticas e completas
na fenda glótica e, em seguida, Alexandre experimentava
emitir alguns sons, movimentando cartilagens aritenóides.
Formara-se, ao influxo mental e sob a ação técnica
de meu orientador, uma garganta irrepreensível. Com
assombro, verifiquei que através do pequeno aparelho
improvisado e com a cooperação dos sons de vozes
humanas, guardados na sala, nossa voz era integralmente percebida
por todos encarnados presentes. Parecendo-me satisfeito com
o êxito de seu trabalho, Alexandre falou pela, garganta
artificial, como quem utilizava um instrumento vocal humano:
- Meus amigos, a paz de Jesus seja convosco! Ajudem-nos, cantando!
Façam música e evitem a concentração!
... Fez-se música no ambiente e vi que o Irmão
Alencar, depois de ligar-se profundamente à organização
mediúnica, tomava forma, ali mesmo, ao lado da médium,
sustentada por Calimério e assistida por numerosos
trabalhadores. Aos poucos, valendo-se da força nervosa
exteriorizada e de vários materiais fluídicos,
extraídos no interior da casa, aliados a recursos da
Natureza, Alencar surgiu aos olhos dos encarnados, perfeitamente
materializado. Surpreendido, reconheci que a médium
era o centro de todos os trabalhos. Cordões tenuíssimos
ligavam-na à forma do controlador e, quando tocávamos
levemente na organização mediúnica, o
amigo corporificado demonstrava evidentes sinais de preocupação,
o mesmo acontecendo à jovem médium em relação
a Alencar. Os gestos incontidos de entusiasmo dos assistentes,
que tentavam cumprimentar diretamente o mensageiro materializado,
repercutiam desagradavelmente no organismo da intermediária.
O Irmão Alencar entreteve pequena palestra, diante
dos companheiros terrestres extasiados. Não eram, todavia,
as palavras trocadas entre ele e os assistentes que me impressionavam
o coração, e, sim, a beleza do fato, a realidade
da materialização, dando ensejo a dilatadas
esperanças no futuro humano, quanto à fé
religiosa, à filosofia confortadora da imortalidade
e à ciência enobrecida, a serviço da razão
iluminada. Alexandre aproximou-se de mim e considerou: - Repare
na grandeza do acontecimento. O médium desempenha o
papel de entidade maternal, enquanto Alencar, sob a influência
positiva de Calimério, permanece em temporária
filiação ao organismo mediúnico. Todas
as formas que se materializarem serão "filhas
provisórias” da força plástica
da intermediária. O amigo que conversa com os encarnados
é Alencar, mas os seus envoltórios do momento
são nascidos das energias passivas da médium
e das energias ativas de Calimério, o mais elevado
diretor desta reunião.
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Na
sala de trabalho mediúnico*
Evangelização
nº 20/05 do LIE.
O estudo
deste capítulo do livro aqui em exame e reflexão
mostra-nos, duas questões muito importantes e elucidativas
a saber: A preparação que os espíritos
superiores fazem previamente nas salas e ambientes onde irão
acontecer incorporações, no serviço elevado,
mesmo no caso de tais serviços serem desempenhados
por pessoas encarnadas de situação espiritual
humilde. A outra questão mostra-nos, com toda a evidência,
as dúvidas, curiosidades mundanas e comentários
descrentes da legitimidade espiritual destes serviços
dedicados pelos espíritos participantes unicamente
ao Bem. André Luiz comprova-nos, em várias páginas
descritivas após assistir ao lado de outros espíritos
cooperadores, as forças e comentários levianos
que a maioria dos assistentes encarnados fizeram após
o encerramento dos trabalhos. É uma verdadeira elucidação
a todos nós, mas, principalmente aos que duvidam de
tão autênticos trabalhos, e quanto tais vibrações
duvidosas ou francamente descrentes causam de mal ao trabalho
aos espíritos. Leiamos o que nos informa André
Luiz neste capítulo 16: “Às
vinte horas, reunida a pequena assembléia dos irmãos
encarnados, foi iniciado o serviço, com a prece comovedora
do companheiro que dirigia a casa. Valendo-se do concurso
magnético que lhe fôra oferecido, a médium
sentia-se francamente mais forte. Mais uma vez, contemplava,
admirado, o fenômeno luminoso da epífise o acompanhava
o valioso trabalho de Alexandre na técnica de preparação
mediúnica, reparando que ali o incansável instrutor
se detinha mais cuidadosamente na tarefa de auxílio
a todas as células do córtex cerebral, aos elementos
do centro da linguagem e às peças e músculos
do centro da fala. Terminada a oração e levado
a efeito o equilíbrio vibratório do ambiente,
com a cooperação de numerosos servidores de
nosso plano, Otávia foi cuidadosamente afastada do
veiculo físico, em sentido parcial, aproximando-se
Dioniso, que também parcialmente começou a utilizar-se
das possibilidades dela. Otávia mantinha-se a reduzida
distância, mas com poderes para retomar o corpo a qualquer
momento num impulso próprio, guardando relativa consciência
do que estava ocorrendo, enquanto que Dioniso conseguia falar,
de si mesmo, mobilizando, no entanto, potências que
lhe não pertenciam e que deveria usar, cuidadosamente,
sob o controle direto da proprietária legítima
e com a vigilância afetuosa de amigos e benfeitores,
que lhe fiscalizavam a expressão com o olhar, de modo
a mantê-lo em boa posição de equilíbrio
emotivo. Reconheci que o processo de incorporação
comum era mais ou menos idêntico ao da enxertia da árvore
frutífera. A planta estranha revela suas características
e oferece seus frutos particulares, mas a árvore enxertada
não perde sua personalidade e prossegue operando em
sua vitalidade própria. Ali também, Dioniso
era um elemento que aderia às faculdades de Otávia,
utilizando-as na produção de valores espirituais
que lhe eram característicos, mas naturalmente subordinado
à médium, sem cujo crescimento mental, fortaleza
e receptividade, não poderia o comunicante revelar
os caracteres de si mesmo, perante os assistentes. Por isso
mesmo, logicamente, não era possível isolar,
por completo, a influenciação de Otávia,
vigilante. A casa física era seu templo, que urgia
defender contra qualquer expressão desequilibrante,
e nenhum de nós, os desencarnados presentes, tinha
o direito de exigir-lhe maior afastamento, porquanto lhe competia
guardar as suas, potências fisiológicas e preservá-las
contra o mal, perto de nós outros, ou a distância
de nossa assistência afetiva. A nossa atmosfera de harmonia,
porém, não conseguia sossegar a perturbadora
expectativa dos companheiros encarnados. Entre nós,
prevaleciam o controle, a disciplina,, o autodomínio;
entre eles, sopravam o desequilíbrio e a inquietação.
Exigiam um Dionísio-homem pela boca de Otávia,
mas nosso plano lhes impunha, um Dionísio-espírito,
pelas expressões da médium. A família
humana aguardava o pai emocionado e ainda submetido a paixões
menos construtivas, mas, auxiliávamos o irmão
para que sua alma se mantivesse calma e enobrecida, em benefício
dos próprios familiares terrestres. Falava o comunicante
sob forte emotividade, mas Alexandre e Euclides, ocupando-se
respectivamente dele e da intermediária, fiscalizavam-lhe
as atitudes e palavras, para que se manifestasse tão
somente nos assuntos necessários à edificação
de todos, responsabilizando-o por todas as imagens mentais
nocivas que a sua palavra criasse no cérebro e no coração
dos ouvintes. Em vista disso, o comunicante portou-se, em
todos os pontos da mensagem falada, com admirável dignidade
espiritual, fazendo, porém, verdadeiros prodígios
de disciplina interior, para calar certas situações
familiares e conter as lágrimas estancadas no coração.
Depois de falar quase quarenta minutos, dirigindo-se à
família e aos colegas de luta humana, Dioniso despediu-se,
repetindo tocante oração de agradecimento que
Alexandre lhe ditou, comovido. Nosso concurso decorrera com
absoluta harmonia. O manifestante ofereceu os possíveis
elementos de identificação pessoal, mas a pequena
congregação de encarnados não recebeu
a dádiva como seria de desejar.
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Sonhos*
Evangelização
nº 21/05 do LIE.
Nossos
pensamentos de vigília tem muito a ver com nossos sonhos
noturnos, eis que semelhança atrai semelhança.
Neste capitulo André Luiz nos faz ver que não
deveriam estranhar pesadelos que à noite podem se abater
sobre nós. Nunca devemos esquecer que os sonhos são
nossos e não do vizinho. É como se o nosso inconsciente,
ou melhor, nosso espírito conversasse com nossa mente
ou cérebro. Também esse autor espiritual confiável
pede-nos atenção para a preparação
ao sono a qual deve ser feita com preces. Se além de
não orarmos, á noite, ainda por cima acolhermos
mais pensamentos ou praticarmos más ações
durante o dia é natural e conseqüente que à
noite atraiamos entidades espirituais da treva, sempre dentro
do mesmo principio das atrações similares. Em
outras palavras, mente sã exercitada na pratica do
bem, enseja bons sonhos. Outro ponto que André aborda
é com relação ao dito Bíblico:
“Muitos são os chamados e poucos são os
escolhidos” e porque isso acontece sem que aja uma preferência
Divina. Leiamos um trecho muito simbólico desse capitulo
8. “- É a residência
de vieira. Vejamos o que se passa. Acompanhei-o em silêncio.
Em poucos instantes, encontrava-mos dentro de quarto confortável,
onde dormia um homem idoso, fazendo ruído singular.
Via-se-lhe, perfeitamente, o corpo perispiritico unido à
forma física, embora parcialmente desligados entre
si. Ao seu lado, permanecia uma entidade singular, trajando
vestes absolutamente negras. Notei que o companheiro adormecido
permanecia sob impressões de doloroso pavor. Gritos
agudos escapavam-lhe da garganta. Sufocava-se, angustiadamente,
enquanto a entidade escura fazia gestos que eu não
conseguia compreender. Sertório acercou-se de mim e
observou: - Vieira está sofrendo um pesadelo cruel.
E indicando a entidade estranha: - Creio que ele terá
atraído até aqui o visitante que o espanta.
Com efeito, muito delicadamente, o meu interlocutor começou
a dialogar com a entidade de luto: - O amigo é parente
do companheiro que ,dorme? - Não, não. Somos
conhecidos velhos. - E, ,muito impaciente, acentuou: - Hoje,
à noite, Vieira me chamou com as suas reiteradas lembranças
e acusou-me de faltas que não cometi, conversando levianamente
com a família. Isso, como é natural, desgostou-me.
Não bastará o que tenho sofrido, depois da morte?
Ainda precisarei ouvir falsos testemunhos de amigos maledicentes?
Não poderia esperar dele semelhante procedimento, em
virtude das relações afetivas que nos uniam
as famílias, desde alguns anos. Vieira foi sempre pessoa
de minha confiança. Em razão da surpresa, deliberei
esperá-lo nos momentos de sono, a fim de prestar-lhe
os necessários esclarecimentos. O estranho visitante,
todavia, fez uma pausa, sorriu irônico, e continuou:
- Entretanto, desde o momento em que me pus a explicar-lhe
a situação do passado, informando-o quanto aos
verdadeiros móveis de minhas iniciativas e resoluções
na vida carnal, para que não prossiga caluniando-me
o nome, embora sem intenção, Vieira fez este
rosto de pavor que estão vendo e parece não
desejar ouvir as minhas verdades. Interessado nas lições
novas, aproximei-me do amigo, cujo corpo descansava em posição
horizontal, e senti-lhe o suor frio ensopando os lençóis.
Não revelava compreender convenientemente o auxílio
que lhe era trazido, fixando-nos com estranheza e ansiedade,
intensificando, ainda mais, os gemidos gritantes que lhe escapavam
da boca. Sentindo a silenciosa reprovação de
Sertório, o habitante das zonas inferiores dirigiu-lhe
a palavra de modo especial: - O senhor admite que devamos
ouvir impassíveis os remoques da leviandade? Não
será passível de censura e punição
o amigo infiel que se vale das imposições da
morte para caluniar e deprimir? Se Vieira sentiu-se no direito
de acusar-me, desconhecendo certas particularidades dos problemas
,ele minha vida privada, não é justo que me
tolere os esclarecimentos até ao fim? não sabe
ele, acaso, que os mortos continuam vivos? Ignorará,
porventura, que a memória de cada companheiro deve
ser sagrada? Ora esta! Eu mesmo já lhe ouvi, em minha
nova condição de desencarnado, longas dissertações
referentes ao respeito que devemos uns aos outros... Não
considera, pois, que tenho motivos justos para exigir um legítimo
entendimento?!... O interpelado esboçou um gesto de
complacência e observou: - Talvez esteja com a razão,
meu caro. Entretanto, creio deva desculpar seu amigo! como
exigir dos outros conduta rigorosamente correta, se ainda
não somos criaturas irrepreensíveis? Tenha calma,
sejamos caridosos uns para com os outros!... E, enquanto a
entidade se punha a meditar nas palavras ouvidas, Sertório
falou-me em tom discreto: - Vieira não poderá
comparecer esta noite aos trabalhos.”
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A
eficácia da prece*
Evangelização
nº 22/05 do LIE.
O numero
dos que, em todas as religiões da Terra, duvidam da
eficácia da prece é muito superior ao modesto
número dos que crêem convictamente que a oração
com fé traça “fronteiras vibratórias”
contra o mal e a doença. Isto dito assim, pode não
significar nada para os Espíritos menos iluminados
existentes em todas as religiões de Terra. Segundo
as revelações da vidência de André
Luiz, o ser humano encarnado recebe por minuto, trilhões
de irradiações, de formas diversas, a saber:
dos raios solares, da água, da terra, dos metais, dos
minerais, dos vegetais, dos animais, dos outros seres humano
e, vindas da outra dimensão da vida, dos Espíritos
desencarnados e, acima de tudo, do plano do Mais-Alto Deus
- em favor da Sua família humana. Mas nenhuma dessas
irradiações, luminosas ou não, quer no
plano físico, quer no extra-físico, tem junto
ao PAI, maior significação, valia e esplendor,
que a irradiação da prece fervorosa e lúcida.
A vibração do homem inteligente e lúcido,
falando com Deus, é a mais alta e sublime perante o
Criador. Leiamos com atenção um trecho desse
importante capítulo 6 dedicado a revelar-nos o valor
da prece. “Dispunha-me a pedir
explicações, quando o instrutor me chamou delicadamente,
encaminhando-me ao exterior. Fora do quarto, falou-me paternalmente:
- Já observou quanto devia. Agora, poderá extrair
as próprias ilações. - Sim - retruquei;
estou assombrado com o que vi; no entanto, estimaria ouvi-lo
em considerações esclarecedoras. - Não
tenha dúvida - prosseguiu o orientador -, a oração
é o mais eficiente antídoto do vampirismo. A
prece não é movimento mecânico de lábios,
nem disco de fácil repetição no aparelho
da mente. E' vibração, energia, poder. A criatura
que ora, mobilizando as próprias forças, realiza
trabalhos de inexprimível significação.
Semelhante estado psíquico descortina forças
ignoradas, revela a nossa origem divina e coloca-nos em contato
com as fontes superiores. Dentro dessa realização,
o Espírito, em qualquer forma, pode emitir raios de
espantoso poder. Após breve intervalo, Alexandre considerou,
imprimindo mais força ao ensinamento: - E você
não pode ignorar que as próprias formas inferiores
da Terra se alimentam quase que integralmente de raios. Descem
sobre a fronte humana, em cada minuto, bilhões de raios
cósmicos, oriundos de estrelas e planetas amplamente
distanciados da Terra, sem nos referirmos aos raios solares,
caloríficos e luminosos, que a ciência terrestre
mal começa a conhecer. Os raios gama, provenientes
do rádium que se desintegra incessantemente no solo,
e os de várias expressões emitidos pela água
e pelos metais, alcançam os habitantes da Terra pelos
pés, determinando consideráveis influenciações.
E, em sentido horizontal, experimenta o homem a atuação
dos raios magnéticos exteriorizados pelos vegetais,
pelos irracionais e pelos próprios semelhantes. A admiração
impusera-me silêncio, mas o orientador prosseguiu, após
ligeiro intervalo: - E as emanações de natureza
psíquica que envolvem a Humanidade, provenientes das
colônias de seres desencarnados que rodeiam a Terra?
Era cada segundo, André, cada um de nós recebe
trilhões de raios de várias ordens e emitimos
forças que nos são peculiares e que vão
atuar no plano da vida, por vezes em regiões muitíssimo
afastadas de nós. Nesse círculo de permuta incessante,
os raios divinos, expedidos pela oração santificadora,
convertem-se em fatores adiantados de cooperação
eficiente e definitiva na cura do corpo, na renovação
da alma e iluminação da consciência. Toda
prece elevada é manancial de magnetismo criador e vivificante
e toda criatura que cultiva a oração, com o
devido equilíbrio do sentimento, transforma-se, gradativamente,
em foco irradiante de energias da Divindade. As elucidações
do instrutor calaram-me profundamente no ser. Desejando, contudo,
certificar-me, quanto a outro pormenor da sublime experiência,
interroguei: - Bastará, porém, o recurso da
esposa para que o nosso doente restaure o equilíbrio
psíquico? Alexandre sorriu e respondeu. - O socorro
de Cecília é valioso para o companheiro, mas
o potencial de emissão divina pertence a ela, como
fruto incorruptível dos seus esforços individuais.
Significa para ele o "acréscimo de misericórdia"
que deverá anexar, em definitivo, ao patrimônio
de sua personalidade, através do trabalho próprio.
Receber o auxílio do bem não quer dizer que
o beneficiado seja bom. Nosso amigo precisa devotar-se, com
fervor, ao aproveitamento das bênçãos
que recebe, porque, legivelmente, toda cooperação
exterior pode ser interrompida e cada filho de Deus é
herdeiro de possibilidades sublimes e deve funcionar como
médico vigilante de si mesmo.”
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Suicídio*
Evangelização
nº 23/05 do LIE.
Que acontece
a uma pessoa que se suicide? Quais as repercussões
deste ato de desespero, tanto no plano familiar como na outra
dimensão da vida? Se estamos num mundo onde tudo que
se semeia será colhido por cada um de acordo com os
atos que são praticados, tanto no plano físico
como no plano extra-físico, todos os que têm
fé e convicção que a vida continua após
a morte do corpo, como é que alguém pode mergulhar
em tão profunda cegueira? Esse capítulo 11 trata
minuciosamente do suicídio que leva Raul a extinguir
a própria vida. Para não chocar a esposa, os
filhinhos e parentes, Raul prepara a simulação
de ter sido morto por assaltantes. E então vamos ver
o que lhe acontece no além – túmulo. Seu
arrependimento e remorso profundo! E como espíritos
amigos, após longas e sofridas preces da chorosa esposa
do suicida, vão atende-lo no próprio umbral,
preparando um reencontro para o casal atormentado pela ausência
do chefe da família. Bem como o extraordinário
valor da prece em favor do ente querido que se ausenta. É
o que vamos ver no seguinte trecho desse capitulo 11: “Em
seguida, mandou velar a chaga aberta e sanguinolenta, muito
visível na região dilacerada do organismo perispiritual,
para que a esposa não recebesse qualquer impressão
de sofrimento. O próprio Raul, admirado pela lição
de boas maneiras, atendia, satisfeito e reanimado, a todas
as instruções. Dai a minutos, Romualda entrou
em companhia de Ester, cujo olhar deixava entrever angústia
e expectação. Alexandre tomou-a pelo braço
e mostrou-lhe o companheiro estendido no leito alvo. - Raul!
Raul! - gritou a viúva desolada, provisoriamente liberta
do corpo carnal, dilacerando-me o coração pelo
doloroso tom de voz. A comoção dela era extrema.
Quis prosseguir- e não pôde. Dobraram-se-lhe
os joelhos e Ester encontrou-se, genuflexa, ao leito do esposo,
soluçando. Reparei que os olhos dele permaneciam marejados
de pranto que não chegava a cair. Alexandre fixava-o,
com firmeza, dando-lhe a entender a necessidade de coragem
para o angustioso testemunho. Como a criança interessada
em conhecer as recomendações paternas, o suicida
acompanhava os menores gestos do nosso generoso orientador.
.E porque Alexandre lhe fizera ligeiro sinal, Raul ,tomou
a destra da companheira em lágrimas e falou: - Não
chores mais, Ester! Tem confiança em Deus! Vela pelos
nossas filhinhos e ajuda-me com a tua fé! Vou indo
muito bem... Não há razão para que nos
lamentemos! Querida, a morte não é o fim. Aceita
a vontade do Pai, como estou procurando aceitar... nossa separação
é temporária... nunca te esquecerei! Estarás
em meu coração, onde, eu estiver! Também
estou saudoso de tua companhia, de tua dedicação,
mas o Altíssimo nos ensinará a transformar saudades
em esperanças! As palavras do suicida, bem como a doce
inflexão de sua voz, surpreendiam-me a observação.
Raul demonstrava um potencial de delicadeza e finura psicológica,
que até aí não revelara a meus olhos.
Foi então que, aguçando a percepção
visual, notei que fios tenuíssimos de luz ligavam a
fronte de Alexandre ao cérebro dele e compreendi que
o instrutor lhe ministrava vigoroso influxo magnético,
amparando-o na difícil situação. Ouvindo-lhe
as expressões consoladoras, a viúva pareceu
reanimar-se, exclamando, lacrimosa: - 0' Raul, eu sei que
agora estamos separados pelos abismos da sepultura! ... sei
que devo esperar a decisão suprema para unir-me contigo
para sempre... Ouve! Auxilia-me na Terra, na viuvez inesperada
e dolorosa! Levanta-te e vem para a nossa casa, dar-me esperança
ao espírito abatido! Defende-nos ainda contra os maus...
não me deixes sozinha com os nossos filhinhos, que
tanto precisam de ti... pede a Deus essa graça e vem
ajudar-nos até ao fim!... Embora continuasse estirado
no leito, o interpelado afagou-lhe carinhosamente os cabelos
e, respondeu: - Tem coragem e fé! Lembra-te, Ester,
de que existem padecimentos maiores que os nossos e conforma-te
... Vou fortalecer-me e trabalharei ainda por nós ...
Assim como me esperas a assistência, esperar-te-ei a
confiança. O Senhor não nos impõe sofrimentos
que não mereçamos, nem nos confia problemas
dos quais não sejamos dignos! Volta para nossa casa
e alegra-te! Não tenhas medo, da necessidade; nunca
nos faltará a bênção do pão!
Procura a alegria do trabalho honesto e semeia o bem através
de todas as oportunidades que o mundo te ofereça! A
prática do bem dá saúde ao corpo e alegria
ao espírito! E Deus, que é bom e justo, abençoará
nossos filhinhos para que eles sejam felizes ao teu lado...
Não te demores mais! Volta confiante! Guarda a certeza
de que eu estou vivo e de que a morte do corpo é somente
a necessária transformação!...”
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Passes
terapêuticos *
Evangelização
nº 24/05 do LIE.
É
deveras importante para todos saber o que é descrito
pelo Espírito André Luiz acerca da articulação
espiritual entre os dois planos da vida quando é dado
a pacientes e freqüentadores de centros espíritas.
Então se observa, intui e tem razão quando busca
a irradiação do passe para rearmonização
de conflitos ou mal-estar interior. André Luiz nos
mostra a intensidade e poder terapêutico dos passes
dados pôr intermédio de médiuns encarnados
e desencarnados. Aliás, ao nível dos desencarnados,
este capítulo 19 nos entremostra o vasto trabalho dos
espíritos benfeitores que, no outro lado da vida, principalmente
durante o sono, efetuam em favor dos encarnados na Terra;
sendo que em grande parte das vezes, os favorecidos acordam
sentindo uma melhor disposição para as lutas
da vida mas de nada lembram acerca de ocorrências durante
o sono noturno. O livro “Missionários da Luz”
expõe-nos com profunda riqueza de detalhes a verdadeira
vida existente após a morte. Leiamos sempre com atenção
concentrada, um trecho desse capítulo 19 que nos relata
o seguinte: “Anacleto continuou
de pé e aplicou-lhe um passe longitudinal sobre a cabeça,
partindo do contato simples e descendo a mão, vagarosamente,
até à região do fígado, que o
auxiliador tocava com a extremidade dos dedos irradiantes,
repetindo-se a operação por alguns minutos.
Surpreendido, observei que a nuvem, de escura, se fizera opaca,
desfazendo-se, pouco a pouco, sob o ínfimas vigoroso
do magnetizador em missão de auxílio. O fígado
voltou à normalidade plena. Mais alguns minutos e nos
encontramos diante de uma senhora grávida, em sérias
condições de enfraquecimento. Anacleto deteve-se
mais respeitoso. - Aqui - disse ele, sensibilizado - temos
uma irmã altamente necessitada de nossos recursos fluídicos.
Profunda anemia invade-lhe o organismo. Em regime de subalimentação,
em virtude das dificuldades naturais que a rodeiam de longo
tempo, a gravidez constitui para ela um processo francamente
doloroso. O marido é parcamente remunerado e a esposa
é obrigada a vigílias, noite a dentro, a fim
de auxiliá-lo na manutenção do lar. A
prece, porém, não representa para este coração
materno tão somente um refúgio. A par de consolações
espontâneas, ela recolhe forças magnéticas
de substancial expressão que a sustentam no presente
drama biológico. Em seguida, indicou a região
do útero e ponderou: Observe as manchas escuras que
cercam a, organização fetal. Efetivamente, aderindo
ao saco de líquido amniótico, viam-se microscópicas
nuvens pardacentas vagueando em várias direções,
dentro do sublime laboratório de forças geradoras.
Dando-me a perceber seu fundo conhecimento da situação,
Anacleto continuou: - Se as manchas atravessarem o líquido,
provocarão dolorosos processos patológicos em
toda a zona do epiblasto. E o fim da luta será o aborto
inevitável. Comovidíssimo, contemplei o quadro
divino daquela mãe sacrificada, unida à organização
espiritual daquele que lhe seria o filho no porvir. Foi o
chefe da assistência magnética que me arrebatou
daquela silenciosa admiração, explicando: -
Não obstante a fé que lhe exorna o caráter,
apesar dos seus mais elevados sentimentos, nossa amiga não
consegue furtar-se, de todo, à tristeza angustiosa,
em certas circunstâncias. Há seis dias permanece
desalentada, aflita. Dentro de algum tempo, o esposo deve
resgatar um débito significativo, faltando-lhe, porém,
os recursos precisos. A pobre senhora, contudo, além
de suportar a carga de pensamentos destruidores que vem produzindo,
é compelida a absorver as emissões de matéria
mental doentia do companheiro, que se apoia na coragem e na
resignação da mulher. As vibrações
dissolventes acumuladas são atraídas para a
região orgânica, em condições anormais
e, por isso,, vemo-las congregadas como pequeninas nuvens
em torno do órgão gerador, ameaçando,
não só a saúde maternal, mas também
o desenvolvimento, do feto. Estupefato, ante os novos ensinamentos,
reparei que Anacleto chamou um dos auxiliares, recomendando-lhe
alguma coisa. Logo após, muito cuidadosamente, atuou
por imposição das mãos sobre a cabeça
da enferma, como se quisesse aliviar-lhe a mente. Em seguida,
aplicou passes rotatórios na região uterina.
Vi que as manchas microscópicas se reuniam, congregando-se
numa só, formando pequeno corpo escuro. Sob o influxo
magnético do auxiliador, a reduzida bola fluídico-pardacenta
transferiu-se para o interior da bexiga urinária. Intensificando-me
a admiração, o novo companheiro, dando os passes
por terminados, esclareceu: - Não convém dilatar
a colaboração magnética para retirar
a matéria tóxica de uma vez. Lançada
no excretor de urina, será alijada facilmente, dispensando
a carga de outras operações.”
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Psicografando*
Evangelização
nº 25/05 do LIE.
O que
se descreve neste capítulo exigiu de seu redentor André
Luiz uma aguda sensibilidade perispiritual, além de
profundos conhecimentos médicos do organismo humano.
A parte final desse capítulo nos envia a compreensão
do intenso aparato espiritual que antecede a emissão
psicográfica de uma mensagem elevada do mundo extra-físico
para nós. Descreve os vários emissores de uma
mensagem desta natureza, do lado de lá, e como é
feita a escolha de um espírito tarefeiro. Também
rica em detalhes é a descrição do que
acontece no organismo e no perispírito do psicógrafo
encarnado, na hora deste intercâmbio espiritual. Desde
a luminosidade das glândulas, da epífise, de
todo o sistema nervoso do médium a partir da preparação
psicográfica do médium até que suas primeiras
palavras surjam no papel branco: “A
paz de Jesus seja convosco”. Leiamos portanto um trecho
escolhido desse capítulo para que entendamos todo o
difícil e luminoso processo que possibilita a psicografia
na orbita terrestre. “É natural que o treinamento
e a colaboração espontânea do médium
facilitem o trabalho; entretanto, de qualquer modo, o serviço
não é automático... Requer muita compreensão,
oportunidade e consciência. Estava admirado. - Acredita
que o intermediário - perguntou - possa improvisar
o estado receptivo? De modo algum. A sua preparação
espiritual deve ser incessante. Qualquer incidente pode perturbar-lhe
o aparelhamento sensível, como a pedrada que interrompe
o trabalho da válvula receptora. Além disso,
a nossa cooperação magnética é
fundamental para a execução da tarefa. Examine
atentamente. Estamos notando as singularidades do corpo perispiritual.
Pode reconhecer, agora, que todo centro glandular é
uma potência elétrica. No exercício mediúnico
de qualquer modalidade, a epífise desempenha o papel
mais importante. Através de suas forças equilibradas,
a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção
de raios peculiares à nossa esfera. É nela,
na epífise, que reside o sentido novo dos homens; entretanto,
na grande maioria deles, a potência divina dorme embrionária.
Reconheci que, de fato, a glândula pineal do intermediário
expedia luminosidade cada vez mais intensa. Deslocando, porém,
a sua atenção do cérebro para a máquina
corpórea em geral, o orientador prosseguiu: - A operação
da mensagem não é nada simples, embora os trabalhadores
encarnados não tenham consciência de seu mecanismo
intrínseco, assim como as crianças, em se fartando
no ambiente doméstico, não conhecem o custo
da vida ao sacrifício dos pais. Muito antes da reunião
que se efetua, o servidor já foi objeto de nossa atenção
especial, para que os pensamentos grosseiros não lhe
pesem no campo íntimo. Foi convenientemente ambientado
e, ao sentar-se aqui, foi assistido por vários operadores
de nosso plano. Antes de tudo, as células nervosas
receberam novo coeficiente magnético, para que não
haja perdas lamentáveis do tigróide (corpúsculos
de Nissi), necessário aos processos da inteligência.
O sistema nervoso simpático, mormente o campo autônomo
do coração, recebeu auxílios enérgicos
e o sistema nervoso central foi convenientemente atendido,
para que não se comprometa a saúde do trabalhador
de boa vontade. O vago foi defendido por nossa influenciação
contra qualquer choque das vísceras. As glândulas
supra-renais receberam acréscimo de energia, para que
se verifique acelerada produção de adrenalina,
de que precisamos para atender ao dispêndio eventual
das reservas nervosas. Nesse instante, vi que o médium
parecia quase desencarnado. Suas expressões grosseiras
de carne, haviam desaparecido ao meu olhar, tamanha a intensidade
da luz que o cercava, oriunda de seus centros perispirituais.
Após longo intervalo, Alexandre continuou: - Sob nossa
apreciação, não temos o arcabouço
de cal, revestido de carboidratos e proteínas, mas
outra expressão significativa do homem imortal, filho
do Deus Eterno. Repare, nesta anatomia nova, a glória
de cada unidade minúscula do corpo. Cada célula
é um motor elétrico que necessita de combustível
para funcionar, viver e servir. Despreocupado de meu assombro,
o instrutor mudou de atitude e considerou: - Interrompamos
as observações. É necessário agir.
Acenou para um dos seis comunicantes. O mensageiro aproximou-se
contente. - Calixto - falou Alexandre, em tom grave -, temos
seis amigos para o intercâmbio; todavia, as possibilidades
são reduzidas. Escreverá apenas você.
Tome seu lugar. Recorde sua missão consoladora e nada
de particularismos pessoais. A oportunidade é limitadíssima
e devemos considerar o interesse de todos.
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Ao
final da tarefa* Evangelização
nº 26/05 do LIE.
A hora
do Adeus na maioria das situações, sempre é
comovedora No capítulo final do livro acima referido,
André Luiz relata-nos com sensibilidade e sentimento,
como foi a despedida do instrutor Alexandre, ao final de uma
etapa de nobres e elevadas tarefas na nossa crosta planetária.
Assistiam à cerimônia dezenas de desencarnados,
servidores do Bem a serviço de Cristo Jesus. Todos
eles se comoveram ao saberem que Alexandre recebeu, do mais
Alto, uma mensagem importante, citando-lhe que deveria prestar
outros serviços importantes, numa outra área
elevada na “colônia Nosso Lar” dentro de
pouco tempo. Junto àqueles companheiros, sobretudo
com André Luiz, Alexandre concretizava várias
tarefas redentoras, entre encarnados e desencarnados, conforme
já lemos em várias das obras desta coletânea
psicográfica de Chico Xavier. Ao final deste encontro
de despedida Alexandre pronuncia sábia palestra com
palavras mais elevadas. Ë desta palestra que retiramos
o trecho a seguir, para que reflitamos sobre enredos espirituais
na vida atuante de trabalhos dos desencarnados.
“Verificando-se nova pausa, em
sua afetuosa e significativa exposição, observei
que profundo respeito nos identificava a todos, em face da
palavra venerável. - Temos criado muitos deuses à
parte - continuou o instrutor, comovido -, para destruí-los,
multa vez, em profundo desespero do coração,
quando a realidade nos dilate a visão, ante o horizonte
infinito da vida. Na procura do conforto individual, em face
de problemas graves de nossa vida, raramente encontramos a
solução e, sim, a fuga, da qual nos valemos
com todas as forças de que somos capazes, para adiar
indefinidamente a ação imprescindível
da corrigenda ou do resgate. Virá, porém, o
dia da restauração da verdade, o momento de
nosso testemunho pessoal. Ele pousou em nós o olhar
muito lúcido, onde víamos o reflexo de serena
emotividade, e, depois de longa pausa, retomou as elucidações
das despedidas. É por isso, meus amigos - prosseguiu,
em tom fraterno que o orientador consciencioso de sua tarefa
não pode fugir aos imperativos da evolução
de seus tutelados. De quando em quando, é necessário
deixar o discípulo entregue a si mesmo, ainda que as
mais belas notas de carinho nos sugiram o contrário.
Junto do instrutor, o aprendiz, quase sempre, apenas observa.
A distância, porém, experimenta e age, vivendo
o que aprendeu. É indispensável desenvolver
os valores ilimitados, inerentes a cada um de nós,
guardados como divina herança no potencial de nosso
mundo íntimo. A proteção inconsciente,
que subtrai o protegido ao clima de realização
que lhe é próprio, elimina os gérmens
do progresso, da elevação, do resgate individual.
Estabelecer a dependência dessa ordem é criar
o cativeiro do espírito, que anula nossa capacidade
de improvisação e estimula os vícios
do pensamento. Fujamos ao condenável sistema de adoração
recíproca, em que a falsa ternura opera a cegueira
do sentimento. Respeitemo-nos mutuamente, na qualidade de
irmãos congregados para a mesma obra do bem e da verdade,
mas combatamos a idolatria; bem-queiramo-nos uns aos outros,
como Jesus nos amou; todavia, cooperemos contra a insuflação
do exclusivismo destruidor. Somos depositários de grandes
lições da vida superior. Pô-las em prática,
estendendo mãos amigas aos nossos semelhantes, é
o nosso objetivo fundamental. Cada um de vocês tem obrigações
em separado, nos setores diferentes da atividade espiritual.
Durante alguns meses, estivemos quase sempre juntos, quando
a oportunidade permitia. Associados na mesma experiência,
criamos laços santificados de amor que nos irmanam
uns aos outros. Não podemos, porém, descansar
sobre as comodidades do afeto. É preciso enfrentar
as asperezas do serviço, conhecer a luta, testemunhar
aproveitamento. Nunca me valeria da qualidade de instrutor
para impedir o crescimento mental de vocês. A Terra,
que nos é mãe comum, reclama filhos esclarecidos
que colaborem na divina tarefa de redenção planetária.
Há multidões, por toda parte, escravas do bem-estar
e da miséria, da alegria e do sofrimento, estranhas
ao caráter temporário das condições
em que se agitam. Todos vivem, mas raros espíritos
de nosso mundo tomaram posse da vida eterna. O campo de trabalho
é vastíssimo. Experimentem nele o que aprenderam,
despertando as consciências que dormem ao longo do caminho.”
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