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Conheça mais sobre André Luiz

Palavras que trazem Luz
Como é a vida no plano espiritual.
Porque pensar e fazer o Bem.
As consequências dos sentimentos negativos.
A Mediunidade na evolução do homem
Conhecendo os dois planos da existência.
A vida depois da desencarnação.
A Sexualidade do ponto de vista espiritual!
Estudo da obra No Mundo Maior!
As conquistas no campo da renovação mental.
Estudando a mediunidade!
A semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória!
Os trabalhadores da última hora!
A vida em dois mundos!
Produzido pelo
Lar Irmã Esther
Guaíba/RS
Desenvolvimento:
Marcelo Plocharski

Estudos sobre o Livro "Mecanismos da Mediunidade" de André Luiz com psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira

Clique sobre o assunto que você quer estudar e vá direto para o texto:

O mundo de ondas que nos cercam* Evangelização nº 110/07 do LIE.

A grandiosidade de Deus no estudo da composição da matéria* Evangelização nº 111/07 do LIE.

Há forças eletromagnéticas tanto para as usinas elétricas como para a mediunidade. * Evangelização nº 112/07 do LIE.

A sintonia entre Pais e Filhos. * Evangelização nº 113/07 do LIE.

A grande maioria das pessoas crescem e vivem como que sonolentas. * Evangelização nº 114/07 do LIE.

A poderosa influência dos pais na nossa vida. * Evangelização nº 115/07 do LIE.

Todas as pessoas são médiuns. * Evangelização nº 116/07 do LIE.

O que a Psicometria pode realmente nos revelar. * Evangelização nº 117/07 do LIE.

Jesus, a fonte de mediunidade * Evangelização nº 118/07 do LIE.

Os Médiuns de cura e de passes. * Evangelização nº 119/07 do LIE.


O mundo de ondas que nos cercam.* Evangelização nº 110 do LIE

Para que o médium entenda como funciona e quais as inúmeras energias com que conta à mediunidade, é importante que o medianeiro saiba manejar adequadamente essa ferramenta de trabalho e comunicação entre Dois Mundos. No dizer de André Luiz a Terra é um magneto de gigantescas proporções; Emmanuel nos fala de “aparelhos com recursos preciosos ao conhecimento de nós próprios”. O livro ora em estudo veio a público em 6-8-1958 e depois disso o progresso obtido na área das comunicações foi extraordinário. A internet, a telefônica celular e as redes mundiais de televisão são apenas três exemplos muito significativos desse avanço tecnológico. O mundo ficou reduzido a uma aldeia global. E quando o astronauta Armstrong esteve na lua ele falou com o presidente Nixon por telefone com som e imagem, inaugurou assim a comunicação entre corpos celestes. Com um celular que cabe na palma da mão as pessoas podem se comunicar, agora também com imagem, de uma lado a outro do nosso mundo em tempo real. Quanto à mediunidade, o médium Chico Xavier é o maior exemplo até hoje de como os mundos físicos e extrafísico podem se comunicar muito bem através da elevação dos espíritos. Vamos então transcrever, para nosso estudo, o trecho inicial do capítulo 1º desse livro. Leiamos.
Ondas e percepções
Agitação e Ondas: Em seguida a esforços persistentes de muitos espíritos sábios, encarnados no mundo e patrocinando a evolução, a inteligência do século XX compreende que a Terra é um magneto de gigantescas proporções, constituído de forças atômicas condicionadas e cercado por essas mesmas forças em combinações multiformes, compondo o chamado campo eletromagnético em que o Planeta, no ritmo de seus próprios movimentos, se tipifica na Imensidade Cósmica. Nesse reino de energias, em que a matéria concentrada estrutura o Globo de nossa moradia e em peculiar, a vida desenvolve agitação. E toda agitação produz ondas. Uma frase que emitimos ou um instrumento que vibra criam ondas sonoras. Liguemos o aquecedor e espalharemos ondas caloríficas. Acendamos a lâmpada e exteriorizaremos ondas luminosas. Façamos funcionar o receptor radiofônico e encontraremos ondas elétricas. Em suma, toda inquietação se propaga em forma de ondas, através dos diferentes corpos da Natureza.
Tipos e definições: As ondas são avaliadas segundo o comprimento em que se expressam, dependendo esse comprimento do emissor em que se verifica a agitação. Fina vara tangendo a águas de uma lago provocará ondas pequenas, ao passo que a tora de madeira, arrojada ao lençol líquido, traçará ondas maiores. Um contrabaixo lançá-las-á muito longas. Um flautim desferi-las-á muito curtas. As ondas ou oscilações eletromagnéticas são sempre da mesma substancia, diferenciando-se, porém, na pauta do seu comprimento ou distância que se segue do penacho ou crista de uma onda à crista da onda seguinte, em vibrações mais, ou menos rápidas, conforme as leis de ritmo em que se lhes identifica a freqüência diversa. Que é, no entanto, uma onda? À falta de terminologia mais clara, diremos que a onda é determinada forma de ressurreição da energia, por intermédio do elemento particular que a vincula ou estabelece. Partindo de semelhante princípio, entenderemos que a fonte primordial de qualquer irradiação é o átomo ou partes dele em agitação, despedindo raios ou ondas que se articulam, de acordo com as oscilações que emite.
Homem e ondas: Simplificando conceitos em torno da escala das ondas, recordemos que, oscilando de maneira integral, sacudidos simplesmente nos elétrons de suas órbitas ou excitados apenas em seus núcleos, os átomos lançam de si ondas que produzem calor e som, luz e raios gama através de inumeráveis combinações. Assim é que entre as ondas da corrente alternada para objetivos industriais, as ondas do rádio, as da luz e dos raios X, tanto quanto as que definem os raios cósmicos e as que se superpõem além deles, não existe qualquer diferença de natureza, mas sim de freqüência, considerado o modo em que se exprimem.

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A grandiosidade de Deus no estudo da composição da matéria.* Evangelização nº 111 do LIE

O estudo da microfísica, a composição dos Elementos da Natureza nos remete em maior profundidade, à Sabedoria Divina que criou, desenvolveu e mantém tudo isto. E desde logo constatamos que os geniais cientistas e pesquisadores da Física, desde o sábio Grego Mileto, passando por Descartes, Benjamim Franklin, Einstein e vários outros luminares da ciência, na realidade apenas descobriram os sistemas de energia que mantém em movimento contínuo o mundo e o Universo. Desde a intimidade do subátomo passando pelo átomo de Urânio, pelas ondas de fótons e de elétrons, até os aglomerados de galáxias que giram pelo Universo, em tudo está constatável a inteligência e a planificação infinita de Deus. Leiamos a seguir um trecho do capítulo 4º do livro ora a estudo.
“Pensamento das Criaturas – Do princípio Elementar, fluindo incessantemente no campo cósmico, auscultamos, de modo imperfeito, as energias profundas que produzem eletricidade e magnetismo, sem conseguir enquadrá-las em exatas definições terrestres, e, da matéria mental dos seres criados, estudamos os pensamentos ou fluxo energético do campo espiritual de cada um deles a se graduarem nos mais diversos tipos de onda, desde os raios super-ultra-curtos, em que se exprimem as legiões angélicas, através de processos ainda inacessíveis à nossa observação, passando pelas oscilações curtas, médias e longas em que se exterioriza a mente humana, até as ondas fragmentárias dos animais, cuja a vida psíquica, ainda em germe, somente arroja em si determinados pensamentos ou raios descontínuos. Os Espíritos aperfeiçoados, que conhecemos sob a designação de potências angélicas do Amor Divino, operam no micro e macrocosmo, em nome da Sabedoria Excelsa, formando condições adequadas e multiformes à expansão, sustentação e projeção da vida, nas variadas esferas da Natureza, no encalço de aquisições celestiais que, por enquanto, estamos longe de perceber. A mente dos homens, indiretamente controlada pelo comando superior, interfere no acervo de recursos do Planeta, em particular, aprimorando-lhe os recursos na direção do plano angélico, e a mente embrionária dos animais influenciada pela direção humana, hierarquiza-se em serviço nas regiões inferiores da Terra, no rumo das conquistas da humanidade.
Corpúsculos Mentais – Com alicerce vivo de todas as realizações nos plano físico e extrafísico, encontramos o pensamento por agente essencial. Entretanto, ele ainda é matéria, - a matéria mental, em que as leis de formação das cargas magnéticas ou dos sistemas atômicos prevalecem sob novo sentido, compondo o maravilhoso mar de energia sutil em que todos nos achamos submersos e no qual surpreendemos elementos que transcendem o sistema periódico dos elementos químicos conhecidos no mundo. Temos, ainda aqui, as formações corpusculares, com base nos sistemas atômicos em diferentes condições vibratórias, considerando os átomos, tanto no plano físico, quanto no plano mental, como associações de cargas positivas e negativas. Isso nos compele naturalmente a denominar tais princípios de <<núcleos, prótons, nêutrons, posítrons, elétrons ou fótons mentais>>, em vista da ausência de terminologia analógica para estruturação mais segura de nossos comportamentos. Assim é que o halo vital ou aura de cada criatura permanece tecido de correntes atômicas sutis dos pensamentos que lhe são próprios ou habituais, dentro de normas que correspondem à lei dos <<quanta de energia>.> e os princípios da mecânica ondulatória, que lhes imprimem freqüência e cor peculiares. Essas forças, em constantes movimentos sincrônicos ou estado de agitação pelos impulsos da vontade, estabelecem para cada pessoa uma onda mental própria.

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Há forças eletromagnéticas tanto para as usinas elétricas como para a mediunidade.* Evangelização nº 112 do LIE

Nesta parte do livro André Luiz nos informa que a energia elétrica e magnética se apresentam em toda parte e em todos os lugares por ser algo inerente à vida. Em outras palavras, quando um espírito incorpora num médium adequado para ambos essa ligação se estabelece muito cedo para o incorporado e o espírito operante. Não estamos abordando aqui os casos de obsessão, que se situam nos limites da patologia e que se valem da invigilância e recepção de vibrações do mal. O que devemos ressaltar é a misericórdia no fortalecimento dos instrumentos para o Bem; embora o sol nasça igualmente para justos e injustos, as oportunidades são iguais para todos os seres. Cada médium é uma usina de energia individual e quanto mais adequado for para esta transcendente tarefa, melhor será o resultado alcançado neste essencial intercâmbio. Vamos ler agora o trecho conveniente que escolhemos para o nosso estudo de hoje. Leiamos, pois:
“Força Eletromotriz e Força Mediúnica – Compreendemos que se dispomos, em toda parte, de fontes de força eletromotriz, mediante a sábia distribuição das cargas elétricas, encontrando-as, a cada passo, na extensão da indústria, mediante a permuta harmoniosa, consciente ou inconsciente, dos princípios ou correntes mentais, sendo possível observá-los, em nosso caminho, alimentando grandes iniciativas de socorro às necessidades humanas e de expansão cultural. Usinas diversas espalham-se na paisagem terrestre, alentando sistema de luz e força, na criação do conforto e da atividade, em cidades e vilarejos, campos e estâncias, e associações mediúnicas de várias espécie se multiplicam nos quadros morais do mundo, nutrindo as instituições maiores e menores da Religião e da Ciência, da Filosofia e da Educação, da Arte e do Trabalho, do Consolo e da Caridade, impulsionando a evolução da espiritualidade no plano físico.
Fontes de Fraco Teor – Possuímos, ainda, aquelas fontes de força elétrica, dotadas de fraco teor, nos processos não industriais em que obtemos a eletrização por atrito, ou, por contacto, a indução eletrostática e os efeitos diversos, tais como o efeito piezelétrico, vulgarmente empregado na construção de microfones e alto-falantes, peças destinadas à reprodução do som e ao controle de freqüência na radiotecnia; o efeito termoelétrico, utilizado na formação dos pirômetros elétricos que facultam a aferição das temperaturas elevadas, e o efeito fotoelétrico, aproveitado em várias espécies de medidores. Em analogia de circunstâncias, assinalamos, em todos os lugares, os mananciais de força mediúnica, a se expressarem por mais fraco teor nos processos não ostensivos de ação, do ponto de vista da evidência pública, pelos quais servidores abnegados do bem conseguem a restauração moral desse ou daquele companheiro rebelde, a cura de certo número de almas doentes, a repetição de avisos edificantes, a assistência especializada a múltiplos tipos de sofrimento, ou a condução enobrecedora do grupo familiar a que se devotam."

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A sintonia entre Pais e Filhos.* Evangelização nº 113 do LIE

Aqui André Luiz nos mostra que não só os fatores genéticos ou herdados influem no que se refere às semelhanças entre pais e filhos. Quando há sintonia vibratória entre os mesmos, o que é espiritual passa a ter maior influência sobre os filhos que o fator genético por si só. Havendo harmonia nos modos de pensar isto pode significar a existência de laços espirituais em vidas anteriores desses mesmos familiares. O que o espírito André Luiz quer comprovar é que o ambiente harmonioso do lar doméstico educa e acalma os filhos. Quando uma criança nasce ela se apresenta aos pais ou educadores tal e qual um quadro em branco onde tudo se pode escrever e sinalizar. É bem mais fácil educar uma criança do que reeducar dez adultos. Digamos que até a idade de sete anos, teremos a idade essencial. Dos sete aos dezoito anos, a fase educativa também é importante. Embora toda a vida seja tempo de aprendizado, depois dos 18 anos, o que os pais podem ensinar já não é tão importante, até porque a partir dos 18 anos o livre-arbítrio da pessoa já pode se determinar conscientemente. Mas, leiamos o que André Luiz nos diz sobre circuito harmonioso entre familiares.
Centro Indutor do Lar – O lar é o mais vigoroso centro de indução que conhecemos na Terra. A maneira de alguém que recebe esse ou aquele tipo de educação em estado de sonolência, o Espírito reencarnado, no período infantil, recolhe dos pais os mapas de inclinação e conduta que lhe nortearão a existência, em processo análogo ao da escola primária, pelo qual a criança é impelida a contemplar ou mentalizar certos quadros, para refletí-los no desenvolvimento natural da instrução. As almas valorosas, dotadas de mais alto padrão moral, segundo as aquisições já feitas em numerosas reencarnações no ambiente doméstico, por se sobreporem a ele, exteriorizando a vontade mais enérgica de que se fazem mensageiras. Contudo, via de regra, a maioria esmagadora de Inteligências encarnadas retratam psicologicamente aqueles que lhes deram o veículo físico, transformando-se, por algum tempo, em instrumentos ou médiuns dos genitores. À face do ajustamento das ondas mentais de que se nutrem. Somente depois que experiências mais fortes lhes renovam a feição interior, costumam os filhos alterar de maneira mais ampla os moldes mentais recebidos.
Outros Centros Indutores – Em todos os planos determina a Providência do Criador seja a criatura amparada com segurança. Cada consciência que nasce no campo físico traz consigo as ligações do agrupamento espiritual a que se filia, demonstrando as afinidades profundas de que a onda mental dá notícia no fluxo revelador com que se apresenta. Se os pais guardam sintonia com a força a que se lhes jungem fluidicamente os filhos, a vida prossegue harmoniosa, como que sobre rodas nas quais as crenas se mostram perfeitamente engrenadas. Entretanto, se há divergência, passada a primeira infância, começam atritos e desencontros, à face das interferências inevitáveis, com perturbações dos circuitos em andamento. Surgem as incompatibilidades e disparidades que a genética não consegue explicar. Enredados à influência de companheiros que permanecem fora do vaso fisiológico, os filhos, nessas circunstâncias, evidenciam tendências inquietantes, sem que os genitores consigam reivindicar a autoridade de que se revestem. Todavia, a escola edificante espera-os, nas linhas da civilização, para restaurar-lhes, desde cedo, as noções de ordem superior, diante da vida, exalçando os conceitos de elevação moral, imprescindíveis ao aprimoramento da alma. Transfiguram-se, então, os mestres comuns em orientadores dos aprendizes que, se atentos ao ensino, se fazem médiuns temporários das mentes que os instruem, através do mesmo fenômeno de harmonização das ondas mentais, porquanto o professor, ensinando, torna mais lentas as oscilações que despede, enquanto que os alunos, aprendendo, fazem mais curtas as oscilações que lhes são peculiares, verificando-se o necessário ajuste de nível para que a permuta dos agentes espirituais se faça com segurança.

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A grande maioria das pessoas crescem e vivem como que sonolentas.* Evangelização nº 114 do LIE

Aqui André Luiz nos conscientiza porque todos nós, humanos, somos médiuns; alguns (os que foram despertados) para o bem; e muitos outros, os que estão ao nível dos instintos, e na busca enlouquecida dos prazeres – para o mal e a sombra. O autor espiritual nos conscientiza também que, tanto na infância quanto na juventude – e por conseqüência na idade madura e na velhice – quando não nos despertam nos primeiros sete anos da vida sobre Deus e as Leis do Criador – vivemos como que sonolentos ou hipnotizados, atentando somente para as necessidades elementares da vida, tais como alimentação, prazeres, comprar e pagar a prestação. Assim, a maioria passa pela vida sem se dar conta que ela não pode ser só instintos, que em cada existência temos uma missão ou tarefa a cumprir e foi por isso que Cristo nos recomendou “orar e vigiar”. Tanto nas horas de vigília como durante as horas de sono, somos ou devemos ser médiuns de Deus. E não há outra opção a não ser que nos tornemos médiuns do mal devido à inconsciência: Leiamos, pois o trecho a seguir do capítulo 16:
Todos somos Médiuns – Nos centros de atividades referidos em nosso estudo, encontramos o reflexo condicionado e a sugestão como ingredientes indispensáveis na obra de educação e aprimoramento. Urge reconhecer que a liberdade é tanto maior para a alma quanto maior a parcela de conhecimento que se lhe debite no livro da existência. Por isso mesmo, quanto mais crença em possibilidades, nesse ou naquele sentido, mais se lhe desdobram caminhos à visão, constrangendo-a a vigiar sobre a própria escolha. Mais extensa mordomia, responsabilidade mais extensa. Isso acontece porque, com a intensificação de nossa influência, nesse ou naquele campo de interesses, mais persistentes se fazem os apelos em torno, para que não nos esqueçamos do dever primordial a cumprir. Quem avança está invariavelmente entre a vanguarda e a retaguarda. E a romagem para Deus é uma viagem de ascensão. Toda subida, quanto qualquer burilamento, pede suor e disciplina. Todo estacionamento é repouso enquistante. Somos todos, assim, médiuns, a cada passo refletores das forças que assimilamos, por força de nossa vontade, na focalização da energia mental.
Perseverança no Bem – É imprescindível recordar o impositivo da perseverança no bem. O comprazimento nessa ou naquela espécie de atitude ou companhia, leitura ou conversação menos edificantes, estabelece em nós o reflexo condicionado pelo qual inconscientemente nos voltamos para as correntes invisíveis que representam. É desse modo que formamos hábitos indesejáveis pelos quais nos fazemos pasto de entidades vampirizantes, acabando na feição de arcabouços vivos para moléstias fantasmas. Pensando ou conversando constantemente sobre agentes enfermiços, quais sejam a acusação indébita e a crítica destrutiva, o deboche e a credulidade, incorporamos, de imediato, a influência das criaturas encarnadas e desencarnadas que os alimentam, porque o ato de voltar a semelhantes temas, contrários aos princípios que ajudam a vida e a regeneram, se transforma em reflexo condicionado de caráter doentio, automatizando-nos a capacidade de transmitir tais mórbidos, responsáveis por largo acervo de enfermidades e desequilíbrios.
Graduação das Obsessões – Muitas vezes, em nossos estados de tensão deliberada, inclinamo-nos para forças violentas que se nos insinuam no halo psíquico, aí criando fermentações infelizes que resultam em atitudes de cólera arrasadora, pelas quais, desprevenidamente, nos transformamos, na vida, médiuns de ações delituosas, arrastados nos fenômenos de associação dos agentes mentoeletromagnéticos da mesma natureza, semelhantes aos que caracterizam as explosões de recursos químicos, nas conhecidas reações em cadeia. É assim que somos, por vezes, loucos temporários, grandes obsidiados de alguns minutos, alienados mentais em marcadas circunstâncias de lugar ou de tempo, ou, ainda, doentes do raciocínio em crises periódicas, médiuns lastimáveis da desarmonia, pela nossa permanência longa em reflexos condicionados viciosos, adquirindo compromissos de grave teor nos atos menos felizes que praticamos, semi-inconsciente, sugestionados uns pelos outros, porquanto, perante a Lei, a nossa vontade é responsável em todos os nossos problemas de sintonia.

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A poderosa influência dos pais na nossa vida.* Evangelização nº 115 do LIE

Aqui entramos no principal tema que norteia o nosso destino na vida física. André Luiz afirma que o lar é o mais vigoroso indutor ou diretriz de vida que se conhece na Terra. Ao ganharem um filho (a), os pais recebem um largo quadro em branco, (o espírito que veio na criança) sendo que nesse quadro eles podem escrever ou registrar o que quiserem. A dependência física, em sua inocente fragilidade, é total. Ela estará ansiosa por progredir em direção à vida e, nessas circunstâncias, estará apta a receber com simpatia todas as influências e ensinamentos que os pais lhe derem; especialmente as mães, que a partir da fecundação exercerá uma influência inigualável e única no desabrochar daquela vida. E a relação a dois deve começar a partir da gravidez no útero, pois, até por aparelhagem médica e radiológica já se pode acompanhar o desenvolvimento do feto na sua primeira morada ao crescer e nascer. A obstetrícia e a pediatria sabem orientar com exatidão cada passo que deve ser dado para que o bebê cresça e haja um parto seguro. A função orientadora da mãe, que começa na gravidez e que se estenderá por grande parte da existência do fruto de seu ventre, é vitalmente insuperável. Leiamos o que narra André Luiz no seguinte trecho do capítulo 16:Centro indutivo do Lar – O lar é o mais vigoroso centro de indução que conhecemos na Terra. A maneira de alguém que recebe esse ou aquele tipo de educação em estado de sonolência, o Espírito reencarnado, no período infantil, recolhe dos pais os mapas de inclinação e conduta que lhe nortearão a existência, em processo análogo ao da escola primária, pelo qual a criança é impelida a contemplar ou mentalizar certos quadros, para refletí-los no desenvolvimento natural da instrução. As almas calorosas, dotadas de mais alto padrão moral, segundo as aquisições já feitas em numerosas reencarnações de trabalho e sacrifício, constituem exceções no ambiente doméstico, por se sobreporem a ele, exteriorizando a vontade mais energética de que se fazem mensageiras. Contudo, via de regra, a maioria esmagadora de Inteligência encarnadas retratam psicologicamente aqueles que lhes deram o veículo físico, transformando-se, por algum tempo, em instrumentos ou médiuns dos genitores, à face do ajustamento das ondas mentais que lhe são próprias, em circuitos conjugados, pelos quais permutam entre si os agentes mentais de que se nutrem. Somente depois que experiências mais fortes lhes renovam a feição interior, costumam os filhos alterar de maneira mais ampla os moldes mentais recebidos.
Outros Centros indutores – Em todos os planos determina a providência do Criador seja a criatura amparada com segurança. Cada consciência que renasce no campo físico traz consigo as ligações do agrupamento espiritual a que se filia, demonstrando as afinidades profundas de que a onda mental dá notícias no fluxo revelador com que se apresenta. Se os pais guardam sintonia com as forças a que se lhe julguem fluidicamente os filhos, a vida prossegue harmoniosa, como que sobre rodas nas quais as crenças se mostram perfeitamente engrenadas. Entretanto, se há divergência, passada a primeira infância, começam atritos e desencontros, à face das interferências inevitáveis, com perturbações dos circuitos em andamento. Surgem as incompatibilidades e disparidades que a genética não consegue explicar. Enredados à influência de companheiros que permanecem fora do vaso fisiológico, os filhos, nessas circunstâncias, evidenciam tendências inquietantes, sem que os genitores consigam reivindicar a autoridade de que se revestem. Todavia, a escola edificante espera-os, nas linhas de ordem superior, diante da vida, exaltando os conceitos de elevação moral, imprescindíveis ao aprimoramento da alma. Transfiguram-se, então, os mestres comuns em orientadores dos aprendizes que, se atentos ao ensino, se fazem médiuns temporários das mentes que instruem, através do mesmo fenômeno de harmonização das ondas mentais, porquanto o professor, ensinando, torna mais lentas as oscilações que despede, enquanto os alunos, aprendendo, fazem mais curtas as oscilações que lhes são peculiares, verificando-se o necessário ajuste de nível para que a permuta dos agentes espirituais se faça com segurança.

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Todas as pessoas são médiuns.* Evangelização nº 116 do LIE

Só uma pequena parcela da Humanidade percebe e compreende a mediunidade. Tal situação é compreensível pelo fato de a raça humana ainda estar estagiando na infância da espiritualidade neste globo terrestre. Mas ela, a mediunidade, dorme ou desperta no intimo da nossa alma. Fomos criados por Deus com ela e por isso Jesus nos informou: “Vós Sois Deuses”. É este e não outro o desafio do nosso caminho. O que muitas pessoas fazem é negar essa energia espiritual dentro de si e, renegando a sensitividade profunda, seguirem por outros rumos de ilusões que viram desilusões existenciais. Ninguém pode fugir dessa tendência primordial de nossa alma: todos devemos evoluir, progredir em todas as instâncias. Somos filhos da Luz e seremos sempre atraídos para a energia Divina que sempre vem como redentora final do nosso caminho que vão desde os primórdios de animalidade até o estado de angelitude total dos seres criados pela Providência. É em torno dessa conquista indesviável para todos nós que vamos ler agora um trecho do capítulo 17 sobre os caminhos luminosos da mediunidade com Jesus. Leiamos:
Simbioses Espirituais – Compreendendo-se que toda a criatura se movimenta no seio das emanações que lhes são peculiares, intuitivamente perceberemos os processos simbióticos, dentro dos quais se efetua a influenciação das Inteligências desencarnadas que tomam alguém para instrumento de suas manifestações. Muitas vezes, essa ou aquela individualidade, ao reencarnar, traz nos próprios passos a companhia invisível dessa ou daquela entidade com a qual se mostre mais intensamente associada em tarefas e dívidas diferentes. Harmonizadas na mesma onda mental, é possível sentir-se-lhes a integração, qual se fossem hipnotizador e hipnotizado, em processo de ajustamento.
Se a personalidade encarnada acusa possibilidades de larga desarticulação das próprias forças anímicas, encontramos aí a mediunidade de efeitos físicos, suscetível de exteriorizar-se em graus diversos. Eis porque comumente somos defrontados na Terra por jovens mal saídos da própria infância, servindo de medianeiros a desencarnados menos esclarecidos que com eles se afinam, na produção dos fenômenos físicos de espécie inferior, como sejam batidas, sinais, deslocamentos e vozes de feição espetacular. É certo que semelhantes evidências do plano extrafísico se devam, de modo geral, a entidades de pouca evolução, porquanto, imanizadas aos médiuns naturais a que se condicionam, entremostran-se entre os homens, a maneira de caprichosas crianças, em afetos e desafetos desgovernados, bastando, às vezes, simples intervenção de alguma autoridade moral, através da exortação ou da prece, para que as perturbações em andamento cessem de imediato.
Tal eclosão de recursos medianímicos, capaz de ocorrer em qualquer idade da constituição fisiológica, independente de quaisquer fatores de cultura da inteligência ou de aprimoramento da alma, por filiar-se a fatores positivamente mecânicos, tal qual ocorre nas demonstrações públicas de agilidade ou de força em que um ginasta qualquer, com treinamento adequado, apresenta variadas exibições.

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O que a Psicometria pode realmente nos revelar.* Evangelização nº 117 do LIE

Vamos transcrever logo a seguir um trecho que nos fala da Psicometria, ciência psíquica que pode nos revelar as irradiações de pessoas ou coisas, separadamente. Damos desde logo um exemplo que não está nesse livro: A pessoa que desencarnou deixa em seus móveis, roupas, etc, as irradiações que emitiu sobre aqueles objetos físicos que fizeram parte da vida material da pessoa que os deixou pela desencarnação. A pessoa que pode recolher essas irradiações dos objetos abordados chama-se psicômetra. É como as impressões digitais dos nossos dedos ou as células dos nossos olhos. O psicômetra seja encarnado ou desencarnado pode, por exemplo, após analisar objetos das roupas de alguém que faleceu, esclarecer qual a doença ou causa da morte desse alguém. Tudo porque em todas as coisas que tocamos, deixamos nelas vibrações identificadoras e induvidáveis. Em todo o nosso caminho na vida terrestre deixamos marcas pessoais indeléveis. Quando perdemos uma pessoa querida, é bom que doemos as suas roupas e objetos pessoais a carentes que irão precisar delas. Assim podemos, agora sem dúvida, amenizar a dor da perda pela diminuição das vibrações que esse alguém deixou, coisas que eram importantes somente enquanto o desencarnado viveu fisicamente. Eis que agora a pessoa vive em outra dimensão e num mundo melhor. Vamos então ler o trecho a pouco enunciado e explicar melhor a questão:“O médium recolhe-se e, a breve tempo, voltando da profunda introspecção a que se entregou, descreve, com minúcias, a fisionomia e o caráter do proprietário, reporta-se ao desaparecimento dele, explana sobre pequeninos incidentes em torno do caso em lide, esclarece que o dono desencarnou, de repente, e informa o local em que o cadáver permanece. Verifica-se a exatidão de todas as notas e, comumente atribui-se ao psicômetra a autoria integral da descoberta. Entretanto, analisado o episódio do Plano Espiritual, outras facetas ele revela à visão do observador. Desencarnado o amigo a que aludimos, afeições que ele possua na esfera extrafísica interessam-se em ajudá-lo, auxílio esse que se estende, naturalmente, à sua equipe doméstica. Pensamentos agoniados daqueles que ficaram e pensamentos ansiosos dos que residem na vanguarda do Espírito entrecruzam-se na procura movimentada. Alguém sugere a remessa do lenço para investigações psicométricas e a solução aparece coroada de êxito. Os encarnados vêem habitualmente apenas o sensitivo que entrou em função, mas se esquecem, não raro, das Inteligências desencarnadas que se lhe incorporam à onda mental, fornecendo-lhe todos os avisos e instruções, atinentes ao feito.
Agentes induzidos – Todos os objetos e ambientes psicometrados são, quase sempre, fracos mediadores entre a esfera física e a esfera extrafísica, à maneira de agentes fortemente induzidos, estabelecendo fatores de telementação entre os dois planos. Nada difícil, portanto, entender que, ainda aí, prevalece o problema do merecimento e da companhia. Se o consulente e o experimentador não se revestem de qualidades morais respeitáveis para o encontro do melhor a obter, podem carrear à presença do sensitivo elementos desencarnados menos afins com a tarefa superior a que se propõem, e, se o intermediário humano não está espiritualmente seguro, a consulta ou a experiência resulta em fracasso perfeitamente compreensível. Nossas anotações, demonstrando o extenso campo da influenciação dos desencarnados, em todas as ocorrências da psicometria, não excluem, como é natural, o reconhecimento de que a matéria assinala sistemas de vibrações, criados pelos contactos com os homens e com os seres inferiores da natureza, possibilitando as observações inabituais das pessoas dotadas de poderes sensoriais mais profundos como, por exemplo, na visão, através de corpos opacos, na clarividência e na clariaudiência telementadas, na apreensão críptica da sensibilidade e nos diversos recursos radiestésicos que se filiam notadamente aos chamados fenômenos de telestesia.

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Jesus, a fonte de mediunidade* Evangelização nº 118 do LIE

Aqui André Luiz alerta nossa atenção para o fato concreto de que Jesus não foi médium, ele é a própria fonte de mediunidade, ele não servia os espíritos e sim o contrário, se Jesus foi médium ele foi e é médium de Deus. Nunca houve intermediários e errará aquele que, desprevenido fizer especulações nessa área ocupada por Cristo Jesus. André descreve nesse livro as diversas operações e criação de fatos mediúnicos, comprovando ao estudar os 4 evangelistas do Novo Testamento, que até hoje nenhum médium, profeta ou representante do Mais Alto, superou Jesus nos 3 anos que destinou à Evangelização. Ele foi, algo assim como um divisor de águas entre os que vieram antes dele e tudo o mais que aconteceu nestes 2000 anos desde sua peregrinação terrestre. Leiamos o que André Luiz registra sobre os feitos extraordinários que sucederam na caminhada terrestre do nosso Divino Mestre:
“Aos doze anos, assenta-se entre os doutores de Israel, <<ouvindo-os e interrogando-os>> , a provocar admiração pelos conceitos que expendia e a entremostrar a sua condição de intermediário entre culturas diferentes.
Iniciando a tarefa pública, na exteriorização de energias sublimes, encontramo-lo em Caná da Galiléia, oferecendo notável demonstração de efeitos físicos, com ação a distância sobre a matéria, em transformação da água em vinho. Mas, o acontecimento não permanece circunscrito ao âmbito doméstico, porquanto, evidenciando a extensão do seus poderes, associados ao concurso dos mensageiros espirituais que, de ordinário, lhe obedeciam às ordens e sugestões, nós o encontramos, de outra feita, a multiplicar pães e peixes, no topo do monte, para saciar a fome da turba inquieta que lhe ouvia os ensinamentos, e a tranqüilizar a Natureza em desvario, quando os discípulos assustados lhe pedem socorro, diante da tormenta.
Ainda no campo da fenomenologia física ou meta psíquica objetiva, identificamo-lo em plena levitação, caminhado sobre as águas, e em prodigiosa ocorrência de materialização ou ectoplasmia, quando se põe a conversar, diante dos aprendizes, com dois varões desencarnados que, positivamente, apareceram glorificados, a lhe falarem de acontecimentos próximos.
Em Jerusalém, no templo, desaparece de chofre, desmaterializando-se, ante a expectação geral, e, na mesma cidade, perante a multidão, produz-se a voz direta, em que bênçãos divinas lhe assinalam a rota. Em cada acontecimento, sentimo-lo a governar a matéria, dissociando-lhe os agentes e reintegrando-os à vontade, com a colaboração dos servidores espirituais que lhe assessoram o ministério de luz.

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Os Médiuns de cura e de passes.* Evangelização nº 119 do LIE

Todos os médiuns, direta ou indiretamente ligados ao tratamento, à cura e energização devem ler e minimamente entender o que André Luiz expõe a respeito das energias que os intermediários vertem do Plano Superior para restabelecimento do corpo orgânico e Mental. Ele recomenda com ênfase que o passista e os médiuns em geral que interagem nessa área se mantenham limpos e puros, quer na aparência física, quer na consciência do dever a cumprir. André explica-nos que nos ambientes do mundo, não temos ainda consciência das forças que são movimentadas desde o Mais Alto para os pacientes que buscam o passe mediúnico para alívio de seus males e as complicações da saúde. Para dar mais espaço ao que nos fala André Luiz. Vamos iniciar desde logo transcrição aqui de trechos importantes para melhor compreendermos este tema tão presente em centros espíritas.
MECANISMOS DO PASSE: Tendo mencionado o fenômeno hipnótico em diversas passagens de nossas anotações, a ele recorremos, ainda uma vez, para definir o medianeiro do passe magnético por autêntico representante do magnetizador espiritual, à frente do enfermo. Estabelecido o clima de confiança, qual acontece entre o doente e o médico preferido, cria-se à ligação sutil entre o necessitado e o socorrista e, por semelhante elo de forças, ainda imponderáveis no mundo, verte o auxílio da Esfera Superior, na medida dos créditos de um e outro. Ao toque da energia emanante do passe, com a supervisão dos benfeitores desencarnados, o próprio enfermo, na pauta da confiança e do merecimento de que dá testemunho, emite ondas mentais características, assimilando os recursos vitais que recebe, retendo-se na própria constituição fisiopsicossomática, através das várias funções do sangue.
O socorro, quase sempre hesitante a princípio, corporifica-se à medida que o doente lhe confere atenção, porque, centralizando as próprias radiações sobre as províncias celulares de que se serve, lhes regula os movimentos e lhes corrige a atividade, mantendo-lhes as manifestações dentro de normas desejáveis, e, estabelecida à recomposição volve a harmonia orgânica possível, assegurando à mente o necessário governo do veículo em que se amola.
VONTADE DO PACIENTE: O processo de socorro pelo passe é tanto mais eficiente quanto mais intensa se faça à adesão daquele que lhe recolhe os benefícios, de vez que à vontade do paciente, erguida ao limite máximo de aceitação, determina sobre si mesmo mais elevados potenciais de cura. Nesse estado de ambientação, ao influxo dos passes recebidos, as oscilações mentais do enfermo se condensam, mecanicamente, na direção do trabalho restaurativo, passando a sugeri-lo às entidades celulares do veículo em que se expressam, e os milhões de corpúsculos do organismo fisipsicosomático tendem a obedecer, instintivamente, às ordens recebidas, sintonizando-se com os propósitos do comando espiritual que os agrega.
PASSE E ORAÇÃO: O passe, como gênero de auxílio, invariavelmente aplicável sem qualquer contra-indicação, é sempre valioso no tratamento devido aos enfermos de toda classe, desde as criancinhas ternas aos pacientes em posição provecta na experiência física, reconhecendo-se, no entanto, ser menos ricos de resultados imediatos nos doentes adultos que se mostrem jungidos à inconsciência temporária, por desajustes complicados do cérebro.
Esclareçamos, porém, que, em toda situação e em qualquer tempo, cabe ao médium passista buscar na prece o fio de ligação com os planos mais elevados da vida, porquanto, através da oração, contará com a presença sutil dos instrutores que atendem aos misteres da Providência Divina, a lhe utilizarem os recursos para a extensão incessante do Eterno Bem.

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