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O
mundo de ondas que nos cercam*
Evangelização nº 110/07 do LIE.
A
grandiosidade de Deus no estudo da composição
da matéria*
Evangelização
nº 111/07 do LIE.
Há
forças eletromagnéticas tanto para as usinas elétricas
como para a mediunidade. *
Evangelização
nº 112/07 do LIE.
A
sintonia entre Pais e Filhos. *
Evangelização
nº 113/07 do LIE.
A
grande maioria das pessoas crescem e vivem como que sonolentas.
*
Evangelização
nº 114/07 do LIE.
A
poderosa influência dos pais na nossa vida.
*
Evangelização
nº 115/07 do LIE.
Todas
as pessoas são médiuns. *
Evangelização
nº 116/07 do LIE.
O
que a Psicometria pode realmente nos revelar. *
Evangelização
nº 117/07 do LIE.
Jesus,
a fonte de mediunidade *
Evangelização
nº 118/07 do LIE.
Os
Médiuns de cura e de passes. *
Evangelização
nº 119/07 do LIE.
O
mundo de ondas que nos cercam.*
Evangelização
nº 110 do LIE
Para que o médium entenda como funciona e quais as inúmeras
energias com que conta à mediunidade, é importante
que o medianeiro saiba manejar adequadamente essa ferramenta
de trabalho e comunicação entre Dois Mundos. No
dizer de André Luiz a Terra é um magneto de gigantescas
proporções; Emmanuel nos fala de “aparelhos
com recursos preciosos ao conhecimento de nós próprios”.
O livro ora em estudo veio a público em 6-8-1958 e depois
disso o progresso obtido na área das comunicações
foi extraordinário. A internet, a telefônica celular
e as redes mundiais de televisão são apenas três
exemplos muito significativos desse avanço tecnológico.
O mundo ficou reduzido a uma aldeia global. E quando o astronauta
Armstrong esteve na lua ele falou com o presidente Nixon por
telefone com som e imagem, inaugurou assim a comunicação
entre corpos celestes. Com um celular que cabe na palma da mão
as pessoas podem se comunicar, agora também com imagem,
de uma lado a outro do nosso mundo em tempo real. Quanto à
mediunidade, o médium Chico Xavier é o maior exemplo
até hoje de como os mundos físicos e extrafísico
podem se comunicar muito bem através da elevação
dos espíritos. Vamos então transcrever, para nosso
estudo, o trecho inicial do capítulo 1º desse livro.
Leiamos.
Ondas e percepções
Agitação e Ondas: Em seguida a esforços
persistentes de muitos espíritos sábios, encarnados
no mundo e patrocinando a evolução, a inteligência
do século XX compreende que a Terra é um magneto
de gigantescas proporções, constituído
de forças atômicas condicionadas e cercado por
essas mesmas forças em combinações multiformes,
compondo o chamado campo eletromagnético em que o Planeta,
no ritmo de seus próprios movimentos, se tipifica na
Imensidade Cósmica. Nesse reino de energias, em que a
matéria concentrada estrutura o Globo de nossa moradia
e em peculiar, a vida desenvolve agitação. E toda
agitação produz ondas. Uma frase que emitimos
ou um instrumento que vibra criam ondas sonoras. Liguemos o
aquecedor e espalharemos ondas caloríficas. Acendamos
a lâmpada e exteriorizaremos ondas luminosas. Façamos
funcionar o receptor radiofônico e encontraremos ondas
elétricas. Em suma, toda inquietação se
propaga em forma de ondas, através dos diferentes corpos
da Natureza.
Tipos e definições: As ondas são avaliadas
segundo o comprimento em que se expressam, dependendo esse comprimento
do emissor em que se verifica a agitação. Fina
vara tangendo a águas de uma lago provocará ondas
pequenas, ao passo que a tora de madeira, arrojada ao lençol
líquido, traçará ondas maiores. Um contrabaixo
lançá-las-á muito longas. Um flautim desferi-las-á
muito curtas. As ondas ou oscilações eletromagnéticas
são sempre da mesma substancia, diferenciando-se, porém,
na pauta do seu comprimento ou distância que se segue
do penacho ou crista de uma onda à crista da onda seguinte,
em vibrações mais, ou menos rápidas, conforme
as leis de ritmo em que se lhes identifica a freqüência
diversa. Que é, no entanto, uma onda? À falta
de terminologia mais clara, diremos que a onda é determinada
forma de ressurreição da energia, por intermédio
do elemento particular que a vincula ou estabelece. Partindo
de semelhante princípio, entenderemos que a fonte primordial
de qualquer irradiação é o átomo
ou partes dele em agitação, despedindo raios ou
ondas que se articulam, de acordo com as oscilações
que emite.
Homem e ondas: Simplificando conceitos em torno da escala das
ondas, recordemos que, oscilando de maneira integral, sacudidos
simplesmente nos elétrons de suas órbitas ou excitados
apenas em seus núcleos, os átomos lançam
de si ondas que produzem calor e som, luz e raios gama através
de inumeráveis combinações. Assim é
que entre as ondas da corrente alternada para objetivos industriais,
as ondas do rádio, as da luz e dos raios X, tanto quanto
as que definem os raios cósmicos e as que se superpõem
além deles, não existe qualquer diferença
de natureza, mas sim de freqüência, considerado o
modo em que se exprimem.
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A
grandiosidade de Deus no estudo da composição
da matéria.*
Evangelização
nº 111 do LIE
O estudo da microfísica, a composição dos
Elementos da Natureza nos remete em maior profundidade, à
Sabedoria Divina que criou, desenvolveu e mantém tudo
isto. E desde logo constatamos que os geniais cientistas e pesquisadores
da Física, desde o sábio Grego Mileto, passando
por Descartes, Benjamim Franklin, Einstein e vários outros
luminares da ciência, na realidade apenas descobriram
os sistemas de energia que mantém em movimento contínuo
o mundo e o Universo. Desde a intimidade do subátomo
passando pelo átomo de Urânio, pelas ondas de fótons
e de elétrons, até os aglomerados de galáxias
que giram pelo Universo, em tudo está constatável
a inteligência e a planificação infinita
de Deus. Leiamos a seguir um trecho do capítulo 4º
do livro ora a estudo.
“Pensamento das Criaturas –
Do princípio Elementar, fluindo incessantemente no campo
cósmico, auscultamos, de modo imperfeito, as energias
profundas que produzem eletricidade e magnetismo, sem conseguir
enquadrá-las em exatas definições terrestres,
e, da matéria mental dos seres criados, estudamos os
pensamentos ou fluxo energético do campo espiritual de
cada um deles a se graduarem nos mais diversos tipos de onda,
desde os raios super-ultra-curtos, em que se exprimem as legiões
angélicas, através de processos ainda inacessíveis
à nossa observação, passando pelas oscilações
curtas, médias e longas em que se exterioriza a mente
humana, até as ondas fragmentárias dos animais,
cuja a vida psíquica, ainda em germe, somente arroja
em si determinados pensamentos ou raios descontínuos.
Os Espíritos aperfeiçoados, que conhecemos sob
a designação de potências angélicas
do Amor Divino, operam no micro e macrocosmo, em nome da Sabedoria
Excelsa, formando condições adequadas e multiformes
à expansão, sustentação e projeção
da vida, nas variadas esferas da Natureza, no encalço
de aquisições celestiais que, por enquanto, estamos
longe de perceber. A mente dos homens, indiretamente controlada
pelo comando superior, interfere no acervo de recursos do Planeta,
em particular, aprimorando-lhe os recursos na direção
do plano angélico, e a mente embrionária dos animais
influenciada pela direção humana, hierarquiza-se
em serviço nas regiões inferiores da Terra, no
rumo das conquistas da humanidade.
Corpúsculos Mentais – Com alicerce vivo de todas
as realizações nos plano físico e extrafísico,
encontramos o pensamento por agente essencial. Entretanto, ele
ainda é matéria, - a matéria mental, em
que as leis de formação das cargas magnéticas
ou dos sistemas atômicos prevalecem sob novo sentido,
compondo o maravilhoso mar de energia sutil em que todos nos
achamos submersos e no qual surpreendemos elementos que transcendem
o sistema periódico dos elementos químicos conhecidos
no mundo. Temos, ainda aqui, as formações corpusculares,
com base nos sistemas atômicos em diferentes condições
vibratórias, considerando os átomos, tanto no
plano físico, quanto no plano mental, como associações
de cargas positivas e negativas. Isso nos compele naturalmente
a denominar tais princípios de <<núcleos,
prótons, nêutrons, posítrons, elétrons
ou fótons mentais>>, em vista da ausência
de terminologia analógica para estruturação
mais segura de nossos comportamentos. Assim é que o halo
vital ou aura de cada criatura permanece tecido de correntes
atômicas sutis dos pensamentos que lhe são próprios
ou habituais, dentro de normas que correspondem à lei
dos <<quanta de energia>.> e os princípios
da mecânica ondulatória, que lhes imprimem freqüência
e cor peculiares. Essas forças, em constantes movimentos
sincrônicos ou estado de agitação pelos
impulsos da vontade, estabelecem para cada pessoa uma onda mental
própria.
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Há
forças eletromagnéticas tanto para as usinas elétricas
como para a mediunidade.*
Evangelização
nº 112 do LIE
Nesta parte do livro André Luiz nos informa que a energia
elétrica e magnética se apresentam em toda parte
e em todos os lugares por ser algo inerente à vida. Em
outras palavras, quando um espírito incorpora num médium
adequado para ambos essa ligação se estabelece
muito cedo para o incorporado e o espírito operante.
Não estamos abordando aqui os casos de obsessão,
que se situam nos limites da patologia e que se valem da invigilância
e recepção de vibrações do mal.
O que devemos ressaltar é a misericórdia no fortalecimento
dos instrumentos para o Bem; embora o sol nasça igualmente
para justos e injustos, as oportunidades são iguais para
todos os seres. Cada médium é uma usina de energia
individual e quanto mais adequado for para esta transcendente
tarefa, melhor será o resultado alcançado neste
essencial intercâmbio. Vamos ler agora o trecho conveniente
que escolhemos para o nosso estudo de hoje. Leiamos, pois:
“Força Eletromotriz e Força
Mediúnica – Compreendemos que se dispomos, em toda
parte, de fontes de força eletromotriz, mediante a sábia
distribuição das cargas elétricas, encontrando-as,
a cada passo, na extensão da indústria, mediante
a permuta harmoniosa, consciente ou inconsciente, dos princípios
ou correntes mentais, sendo possível observá-los,
em nosso caminho, alimentando grandes iniciativas de socorro
às necessidades humanas e de expansão cultural.
Usinas diversas espalham-se na paisagem terrestre, alentando
sistema de luz e força, na criação do conforto
e da atividade, em cidades e vilarejos, campos e estâncias,
e associações mediúnicas de várias
espécie se multiplicam nos quadros morais do mundo, nutrindo
as instituições maiores e menores da Religião
e da Ciência, da Filosofia e da Educação,
da Arte e do Trabalho, do Consolo e da Caridade, impulsionando
a evolução da espiritualidade no plano físico.
Fontes de Fraco Teor – Possuímos, ainda, aquelas
fontes de força elétrica, dotadas de fraco teor,
nos processos não industriais em que obtemos a eletrização
por atrito, ou, por contacto, a indução eletrostática
e os efeitos diversos, tais como o efeito piezelétrico,
vulgarmente empregado na construção de microfones
e alto-falantes, peças destinadas à reprodução
do som e ao controle de freqüência na radiotecnia;
o efeito termoelétrico, utilizado na formação
dos pirômetros elétricos que facultam a aferição
das temperaturas elevadas, e o efeito fotoelétrico, aproveitado
em várias espécies de medidores. Em analogia de
circunstâncias, assinalamos, em todos os lugares, os mananciais
de força mediúnica, a se expressarem por mais
fraco teor nos processos não ostensivos de ação,
do ponto de vista da evidência pública, pelos quais
servidores abnegados do bem conseguem a restauração
moral desse ou daquele companheiro rebelde, a cura de certo
número de almas doentes, a repetição de
avisos edificantes, a assistência especializada a múltiplos
tipos de sofrimento, ou a condução enobrecedora
do grupo familiar a que se devotam."
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A
sintonia entre Pais e Filhos.*
Evangelização
nº 113 do LIE
Aqui André Luiz nos mostra que não só os
fatores genéticos ou herdados influem no que se refere
às semelhanças entre pais e filhos. Quando há
sintonia vibratória entre os mesmos, o que é espiritual
passa a ter maior influência sobre os filhos que o fator
genético por si só. Havendo harmonia nos modos
de pensar isto pode significar a existência de laços
espirituais em vidas anteriores desses mesmos familiares. O
que o espírito André Luiz quer comprovar é
que o ambiente harmonioso do lar doméstico educa e acalma
os filhos. Quando uma criança nasce ela se apresenta
aos pais ou educadores tal e qual um quadro em branco onde tudo
se pode escrever e sinalizar. É bem mais fácil
educar uma criança do que reeducar dez adultos. Digamos
que até a idade de sete anos, teremos a idade essencial.
Dos sete aos dezoito anos, a fase educativa também é
importante. Embora toda a vida seja tempo de aprendizado, depois
dos 18 anos, o que os pais podem ensinar já não
é tão importante, até porque a partir dos
18 anos o livre-arbítrio da pessoa já pode se
determinar conscientemente. Mas, leiamos o que André
Luiz nos diz sobre circuito harmonioso entre familiares.
Centro Indutor do Lar – O lar é
o mais vigoroso centro de indução que conhecemos
na Terra. A maneira de alguém que recebe esse ou aquele
tipo de educação em estado de sonolência,
o Espírito reencarnado, no período infantil, recolhe
dos pais os mapas de inclinação e conduta que
lhe nortearão a existência, em processo análogo
ao da escola primária, pelo qual a criança é
impelida a contemplar ou mentalizar certos quadros, para refletí-los
no desenvolvimento natural da instrução. As almas
valorosas, dotadas de mais alto padrão moral, segundo
as aquisições já feitas em numerosas reencarnações
no ambiente doméstico, por se sobreporem a ele, exteriorizando
a vontade mais enérgica de que se fazem mensageiras.
Contudo, via de regra, a maioria esmagadora de Inteligências
encarnadas retratam psicologicamente aqueles que lhes deram
o veículo físico, transformando-se, por algum
tempo, em instrumentos ou médiuns dos genitores. À
face do ajustamento das ondas mentais de que se nutrem. Somente
depois que experiências mais fortes lhes renovam a feição
interior, costumam os filhos alterar de maneira mais ampla os
moldes mentais recebidos.
Outros Centros Indutores – Em todos os planos determina
a Providência do Criador seja a criatura amparada com
segurança. Cada consciência que nasce no campo
físico traz consigo as ligações do agrupamento
espiritual a que se filia, demonstrando as afinidades profundas
de que a onda mental dá notícia no fluxo revelador
com que se apresenta. Se os pais guardam sintonia com a força
a que se lhes jungem fluidicamente os filhos, a vida prossegue
harmoniosa, como que sobre rodas nas quais as crenas se mostram
perfeitamente engrenadas. Entretanto, se há divergência,
passada a primeira infância, começam atritos e
desencontros, à face das interferências inevitáveis,
com perturbações dos circuitos em andamento. Surgem
as incompatibilidades e disparidades que a genética não
consegue explicar. Enredados à influência de companheiros
que permanecem fora do vaso fisiológico, os filhos, nessas
circunstâncias, evidenciam tendências inquietantes,
sem que os genitores consigam reivindicar a autoridade de que
se revestem. Todavia, a escola edificante espera-os, nas linhas
da civilização, para restaurar-lhes, desde cedo,
as noções de ordem superior, diante da vida, exalçando
os conceitos de elevação moral, imprescindíveis
ao aprimoramento da alma. Transfiguram-se, então, os
mestres comuns em orientadores dos aprendizes que, se atentos
ao ensino, se fazem médiuns temporários das mentes
que os instruem, através do mesmo fenômeno de harmonização
das ondas mentais, porquanto o professor, ensinando, torna mais
lentas as oscilações que despede, enquanto que
os alunos, aprendendo, fazem mais curtas as oscilações
que lhes são peculiares, verificando-se o necessário
ajuste de nível para que a permuta dos agentes espirituais
se faça com segurança.
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A
grande maioria das pessoas crescem e vivem como que sonolentas.*
Evangelização
nº 114 do LIE
Aqui André Luiz nos conscientiza porque todos nós,
humanos, somos médiuns; alguns (os que foram despertados)
para o bem; e muitos outros, os que estão ao nível
dos instintos, e na busca enlouquecida dos prazeres –
para o mal e a sombra. O autor espiritual nos conscientiza também
que, tanto na infância quanto na juventude – e por
conseqüência na idade madura e na velhice –
quando não nos despertam nos primeiros sete anos da vida
sobre Deus e as Leis do Criador – vivemos como que sonolentos
ou hipnotizados, atentando somente para as necessidades elementares
da vida, tais como alimentação, prazeres, comprar
e pagar a prestação. Assim, a maioria passa pela
vida sem se dar conta que ela não pode ser só
instintos, que em cada existência temos uma missão
ou tarefa a cumprir e foi por isso que Cristo nos recomendou
“orar e vigiar”. Tanto nas horas de vigília
como durante as horas de sono, somos ou devemos ser médiuns
de Deus. E não há outra opção a
não ser que nos tornemos médiuns do mal devido
à inconsciência: Leiamos, pois o trecho a seguir
do capítulo 16:
Todos somos Médiuns – Nos
centros de atividades referidos em nosso estudo, encontramos
o reflexo condicionado e a sugestão como ingredientes
indispensáveis na obra de educação e aprimoramento.
Urge reconhecer que a liberdade é tanto maior para a
alma quanto maior a parcela de conhecimento que se lhe debite
no livro da existência. Por isso mesmo, quanto mais crença
em possibilidades, nesse ou naquele sentido, mais se lhe desdobram
caminhos à visão, constrangendo-a a vigiar sobre
a própria escolha. Mais extensa mordomia, responsabilidade
mais extensa. Isso acontece porque, com a intensificação
de nossa influência, nesse ou naquele campo de interesses,
mais persistentes se fazem os apelos em torno, para que não
nos esqueçamos do dever primordial a cumprir. Quem avança
está invariavelmente entre a vanguarda e a retaguarda.
E a romagem para Deus é uma viagem de ascensão.
Toda subida, quanto qualquer burilamento, pede suor e disciplina.
Todo estacionamento é repouso enquistante. Somos todos,
assim, médiuns, a cada passo refletores das forças
que assimilamos, por força de nossa vontade, na focalização
da energia mental.
Perseverança no Bem – É imprescindível
recordar o impositivo da perseverança no bem. O comprazimento
nessa ou naquela espécie de atitude ou companhia, leitura
ou conversação menos edificantes, estabelece em
nós o reflexo condicionado pelo qual inconscientemente
nos voltamos para as correntes invisíveis que representam.
É desse modo que formamos hábitos indesejáveis
pelos quais nos fazemos pasto de entidades vampirizantes, acabando
na feição de arcabouços vivos para moléstias
fantasmas. Pensando ou conversando constantemente sobre agentes
enfermiços, quais sejam a acusação indébita
e a crítica destrutiva, o deboche e a credulidade, incorporamos,
de imediato, a influência das criaturas encarnadas e desencarnadas
que os alimentam, porque o ato de voltar a semelhantes temas,
contrários aos princípios que ajudam a vida e
a regeneram, se transforma em reflexo condicionado de caráter
doentio, automatizando-nos a capacidade de transmitir tais mórbidos,
responsáveis por largo acervo de enfermidades e desequilíbrios.
Graduação das Obsessões – Muitas
vezes, em nossos estados de tensão deliberada, inclinamo-nos
para forças violentas que se nos insinuam no halo psíquico,
aí criando fermentações infelizes que resultam
em atitudes de cólera arrasadora, pelas quais, desprevenidamente,
nos transformamos, na vida, médiuns de ações
delituosas, arrastados nos fenômenos de associação
dos agentes mentoeletromagnéticos da mesma natureza,
semelhantes aos que caracterizam as explosões de recursos
químicos, nas conhecidas reações em cadeia.
É assim que somos, por vezes, loucos temporários,
grandes obsidiados de alguns minutos, alienados mentais em marcadas
circunstâncias de lugar ou de tempo, ou, ainda, doentes
do raciocínio em crises periódicas, médiuns
lastimáveis da desarmonia, pela nossa permanência
longa em reflexos condicionados viciosos, adquirindo compromissos
de grave teor nos atos menos felizes que praticamos, semi-inconsciente,
sugestionados uns pelos outros, porquanto, perante a Lei, a
nossa vontade é responsável em todos os nossos
problemas de sintonia.
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A
poderosa influência dos pais na nossa vida.*
Evangelização
nº 115 do LIE
Aqui entramos no principal tema que norteia o nosso destino
na vida física. André Luiz afirma que o lar é
o mais vigoroso indutor ou diretriz de vida que se conhece na
Terra. Ao ganharem um filho (a), os pais recebem um largo quadro
em branco, (o espírito que veio na criança) sendo
que nesse quadro eles podem escrever ou registrar o que quiserem.
A dependência física, em sua inocente fragilidade,
é total. Ela estará ansiosa por progredir em direção
à vida e, nessas circunstâncias, estará
apta a receber com simpatia todas as influências e ensinamentos
que os pais lhe derem; especialmente as mães, que a partir
da fecundação exercerá uma influência
inigualável e única no desabrochar daquela vida.
E a relação a dois deve começar a partir
da gravidez no útero, pois, até por aparelhagem
médica e radiológica já se pode acompanhar
o desenvolvimento do feto na sua primeira morada ao crescer
e nascer. A obstetrícia e a pediatria sabem orientar
com exatidão cada passo que deve ser dado para que o
bebê cresça e haja um parto seguro. A função
orientadora da mãe, que começa na gravidez e que
se estenderá por grande parte da existência do
fruto de seu ventre, é vitalmente insuperável.
Leiamos o que narra André Luiz no seguinte trecho do
capítulo 16:Centro
indutivo do Lar – O lar é o mais vigoroso centro
de indução que conhecemos na Terra. A maneira
de alguém que recebe esse ou aquele tipo de educação
em estado de sonolência, o Espírito reencarnado,
no período infantil, recolhe dos pais os mapas de inclinação
e conduta que lhe nortearão a existência, em processo
análogo ao da escola primária, pelo qual a criança
é impelida a contemplar ou mentalizar certos quadros,
para refletí-los no desenvolvimento natural da instrução.
As almas calorosas, dotadas de mais alto padrão moral,
segundo as aquisições já feitas em numerosas
reencarnações de trabalho e sacrifício,
constituem exceções no ambiente doméstico,
por se sobreporem a ele, exteriorizando a vontade mais energética
de que se fazem mensageiras. Contudo, via de regra, a maioria
esmagadora de Inteligência encarnadas retratam psicologicamente
aqueles que lhes deram o veículo físico, transformando-se,
por algum tempo, em instrumentos ou médiuns dos genitores,
à face do ajustamento das ondas mentais que lhe são
próprias, em circuitos conjugados, pelos quais permutam
entre si os agentes mentais de que se nutrem. Somente depois
que experiências mais fortes lhes renovam a feição
interior, costumam os filhos alterar de maneira mais ampla os
moldes mentais recebidos.
Outros Centros indutores – Em todos os planos determina
a providência do Criador seja a criatura amparada com
segurança. Cada consciência que renasce no campo
físico traz consigo as ligações do agrupamento
espiritual a que se filia, demonstrando as afinidades profundas
de que a onda mental dá notícias no fluxo revelador
com que se apresenta. Se os pais guardam sintonia com as forças
a que se lhe julguem fluidicamente os filhos, a vida prossegue
harmoniosa, como que sobre rodas nas quais as crenças
se mostram perfeitamente engrenadas. Entretanto, se há
divergência, passada a primeira infância, começam
atritos e desencontros, à face das interferências
inevitáveis, com perturbações dos circuitos
em andamento. Surgem as incompatibilidades e disparidades que
a genética não consegue explicar. Enredados à
influência de companheiros que permanecem fora do vaso
fisiológico, os filhos, nessas circunstâncias,
evidenciam tendências inquietantes, sem que os genitores
consigam reivindicar a autoridade de que se revestem. Todavia,
a escola edificante espera-os, nas linhas de ordem superior,
diante da vida, exaltando os conceitos de elevação
moral, imprescindíveis ao aprimoramento da alma. Transfiguram-se,
então, os mestres comuns em orientadores dos aprendizes
que, se atentos ao ensino, se fazem médiuns temporários
das mentes que instruem, através do mesmo fenômeno
de harmonização das ondas mentais, porquanto o
professor, ensinando, torna mais lentas as oscilações
que despede, enquanto os alunos, aprendendo, fazem mais curtas
as oscilações que lhes são peculiares,
verificando-se o necessário ajuste de nível para
que a permuta dos agentes espirituais se faça com segurança.
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Todas
as pessoas são médiuns.*
Evangelização
nº 116 do LIE
Só uma pequena parcela da Humanidade percebe e compreende
a mediunidade. Tal situação é compreensível
pelo fato de a raça humana ainda estar estagiando na
infância da espiritualidade neste globo terrestre. Mas
ela, a mediunidade, dorme ou desperta no intimo da nossa alma.
Fomos criados por Deus com ela e por isso Jesus nos informou:
“Vós Sois Deuses”. É este e não
outro o desafio do nosso caminho. O que muitas pessoas fazem
é negar essa energia espiritual dentro de si e, renegando
a sensitividade profunda, seguirem por outros rumos de ilusões
que viram desilusões existenciais. Ninguém pode
fugir dessa tendência primordial de nossa alma: todos
devemos evoluir, progredir em todas as instâncias. Somos
filhos da Luz e seremos sempre atraídos para a energia
Divina que sempre vem como redentora final do nosso caminho
que vão desde os primórdios de animalidade até
o estado de angelitude total dos seres criados pela Providência.
É em torno dessa conquista indesviável para todos
nós que vamos ler agora um trecho do capítulo
17 sobre os caminhos luminosos da mediunidade com Jesus. Leiamos:
Simbioses Espirituais – Compreendendo-se
que toda a criatura se movimenta no seio das emanações
que lhes são peculiares, intuitivamente perceberemos
os processos simbióticos, dentro dos quais se efetua
a influenciação das Inteligências desencarnadas
que tomam alguém para instrumento de suas manifestações.
Muitas vezes, essa ou aquela individualidade, ao reencarnar,
traz nos próprios passos a companhia invisível
dessa ou daquela entidade com a qual se mostre mais intensamente
associada em tarefas e dívidas diferentes. Harmonizadas
na mesma onda mental, é possível sentir-se-lhes
a integração, qual se fossem hipnotizador e hipnotizado,
em processo de ajustamento.
Se a personalidade encarnada acusa possibilidades de larga desarticulação
das próprias forças anímicas, encontramos
aí a mediunidade de efeitos físicos, suscetível
de exteriorizar-se em graus diversos. Eis porque comumente somos
defrontados na Terra por jovens mal saídos da própria
infância, servindo de medianeiros a desencarnados menos
esclarecidos que com eles se afinam, na produção
dos fenômenos físicos de espécie inferior,
como sejam batidas, sinais, deslocamentos e vozes de feição
espetacular. É certo que semelhantes evidências
do plano extrafísico se devam, de modo geral, a entidades
de pouca evolução, porquanto, imanizadas aos médiuns
naturais a que se condicionam, entremostran-se entre os homens,
a maneira de caprichosas crianças, em afetos e desafetos
desgovernados, bastando, às vezes, simples intervenção
de alguma autoridade moral, através da exortação
ou da prece, para que as perturbações em andamento
cessem de imediato.
Tal eclosão de recursos medianímicos, capaz de
ocorrer em qualquer idade da constituição fisiológica,
independente de quaisquer fatores de cultura da inteligência
ou de aprimoramento da alma, por filiar-se a fatores positivamente
mecânicos, tal qual ocorre nas demonstrações
públicas de agilidade ou de força em que um ginasta
qualquer, com treinamento adequado, apresenta variadas exibições.
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O
que a Psicometria pode realmente nos revelar.*
Evangelização
nº 117 do LIE
Vamos transcrever logo a seguir um trecho que nos fala da Psicometria,
ciência psíquica que pode nos revelar as irradiações
de pessoas ou coisas, separadamente. Damos desde logo um exemplo
que não está nesse livro: A pessoa que desencarnou
deixa em seus móveis, roupas, etc, as irradiações
que emitiu sobre aqueles objetos físicos que fizeram
parte da vida material da pessoa que os deixou pela desencarnação.
A pessoa que pode recolher essas irradiações dos
objetos abordados chama-se psicômetra. É como as
impressões digitais dos nossos dedos ou as células
dos nossos olhos. O psicômetra seja encarnado ou desencarnado
pode, por exemplo, após analisar objetos das roupas de
alguém que faleceu, esclarecer qual a doença ou
causa da morte desse alguém. Tudo porque em todas as
coisas que tocamos, deixamos nelas vibrações identificadoras
e induvidáveis. Em todo o nosso caminho na vida terrestre
deixamos marcas pessoais indeléveis. Quando perdemos
uma pessoa querida, é bom que doemos as suas roupas e
objetos pessoais a carentes que irão precisar delas.
Assim podemos, agora sem dúvida, amenizar a dor da perda
pela diminuição das vibrações que
esse alguém deixou, coisas que eram importantes somente
enquanto o desencarnado viveu fisicamente. Eis que agora a pessoa
vive em outra dimensão e num mundo melhor. Vamos então
ler o trecho a pouco enunciado e explicar melhor a questão:“O
médium recolhe-se e, a breve tempo, voltando da profunda
introspecção a que se entregou, descreve, com
minúcias, a fisionomia e o caráter do proprietário,
reporta-se ao desaparecimento dele, explana sobre pequeninos
incidentes em torno do caso em lide, esclarece que o dono desencarnou,
de repente, e informa o local em que o cadáver permanece.
Verifica-se a exatidão de todas as notas e, comumente
atribui-se ao psicômetra a autoria integral da descoberta.
Entretanto, analisado o episódio do Plano Espiritual,
outras facetas ele revela à visão do observador.
Desencarnado o amigo a que aludimos, afeições
que ele possua na esfera extrafísica interessam-se em
ajudá-lo, auxílio esse que se estende, naturalmente,
à sua equipe doméstica. Pensamentos agoniados
daqueles que ficaram e pensamentos ansiosos dos que residem
na vanguarda do Espírito entrecruzam-se na procura movimentada.
Alguém sugere a remessa do lenço para investigações
psicométricas e a solução aparece coroada
de êxito. Os encarnados vêem habitualmente apenas
o sensitivo que entrou em função, mas se esquecem,
não raro, das Inteligências desencarnadas que se
lhe incorporam à onda mental, fornecendo-lhe todos os
avisos e instruções, atinentes ao feito.
Agentes induzidos – Todos os objetos e ambientes psicometrados
são, quase sempre, fracos mediadores entre a esfera física
e a esfera extrafísica, à maneira de agentes fortemente
induzidos, estabelecendo fatores de telementação
entre os dois planos. Nada difícil, portanto, entender
que, ainda aí, prevalece o problema do merecimento e
da companhia. Se o consulente e o experimentador não
se revestem de qualidades morais respeitáveis para o
encontro do melhor a obter, podem carrear à presença
do sensitivo elementos desencarnados menos afins com a tarefa
superior a que se propõem, e, se o intermediário
humano não está espiritualmente seguro, a consulta
ou a experiência resulta em fracasso perfeitamente compreensível.
Nossas anotações, demonstrando o extenso campo
da influenciação dos desencarnados, em todas as
ocorrências da psicometria, não excluem, como é
natural, o reconhecimento de que a matéria assinala sistemas
de vibrações, criados pelos contactos com os homens
e com os seres inferiores da natureza, possibilitando as observações
inabituais das pessoas dotadas de poderes sensoriais mais profundos
como, por exemplo, na visão, através de corpos
opacos, na clarividência e na clariaudiência telementadas,
na apreensão críptica da sensibilidade e nos diversos
recursos radiestésicos que se filiam notadamente aos
chamados fenômenos de telestesia.
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Jesus,
a fonte de mediunidade*
Evangelização
nº 118 do LIE
Aqui André Luiz alerta nossa atenção para
o fato concreto de que Jesus não foi médium, ele
é a própria fonte de mediunidade, ele não
servia os espíritos e sim o contrário, se Jesus
foi médium ele foi e é médium de Deus.
Nunca houve intermediários e errará aquele que,
desprevenido fizer especulações nessa área
ocupada por Cristo Jesus. André descreve nesse livro
as diversas operações e criação
de fatos mediúnicos, comprovando ao estudar os 4 evangelistas
do Novo Testamento, que até hoje nenhum médium,
profeta ou representante do Mais Alto, superou Jesus nos 3 anos
que destinou à Evangelização. Ele foi,
algo assim como um divisor de águas entre os que vieram
antes dele e tudo o mais que aconteceu nestes 2000 anos desde
sua peregrinação terrestre. Leiamos o que André
Luiz registra sobre os feitos extraordinários que sucederam
na caminhada terrestre do nosso Divino Mestre:
“Aos doze anos, assenta-se entre
os doutores de Israel, <<ouvindo-os e interrogando-os>>
, a provocar admiração pelos conceitos que expendia
e a entremostrar a sua condição de intermediário
entre culturas diferentes.
Iniciando a tarefa pública, na exteriorização
de energias sublimes, encontramo-lo em Caná da Galiléia,
oferecendo notável demonstração de efeitos
físicos, com ação a distância sobre
a matéria, em transformação da água
em vinho. Mas, o acontecimento não permanece circunscrito
ao âmbito doméstico, porquanto, evidenciando a
extensão do seus poderes, associados ao concurso dos
mensageiros espirituais que, de ordinário, lhe obedeciam
às ordens e sugestões, nós o encontramos,
de outra feita, a multiplicar pães e peixes, no topo
do monte, para saciar a fome da turba inquieta que lhe ouvia
os ensinamentos, e a tranqüilizar a Natureza em desvario,
quando os discípulos assustados lhe pedem socorro, diante
da tormenta.
Ainda no campo da fenomenologia física ou meta psíquica
objetiva, identificamo-lo em plena levitação,
caminhado sobre as águas, e em prodigiosa ocorrência
de materialização ou ectoplasmia, quando se põe
a conversar, diante dos aprendizes, com dois varões desencarnados
que, positivamente, apareceram glorificados, a lhe falarem de
acontecimentos próximos.
Em Jerusalém, no templo, desaparece de chofre, desmaterializando-se,
ante a expectação geral, e, na mesma cidade, perante
a multidão, produz-se a voz direta, em que bênçãos
divinas lhe assinalam a rota. Em cada acontecimento, sentimo-lo
a governar a matéria, dissociando-lhe os agentes e reintegrando-os
à vontade, com a colaboração dos servidores
espirituais que lhe assessoram o ministério de luz.
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Os
Médiuns de cura e de passes.*
Evangelização
nº 119 do LIE
Todos os médiuns, direta ou indiretamente ligados ao
tratamento, à cura e energização devem
ler e minimamente entender o que André Luiz expõe
a respeito das energias que os intermediários vertem
do Plano Superior para restabelecimento do corpo orgânico
e Mental. Ele recomenda com ênfase que o passista e os
médiuns em geral que interagem nessa área se mantenham
limpos e puros, quer na aparência física, quer
na consciência do dever a cumprir. André explica-nos
que nos ambientes do mundo, não temos ainda consciência
das forças que são movimentadas desde o Mais Alto
para os pacientes que buscam o passe mediúnico para alívio
de seus males e as complicações da saúde.
Para dar mais espaço ao que nos fala André Luiz.
Vamos iniciar desde logo transcrição aqui de trechos
importantes para melhor compreendermos este tema tão
presente em centros espíritas.
MECANISMOS DO PASSE: Tendo mencionado
o fenômeno hipnótico em diversas passagens de nossas
anotações, a ele recorremos, ainda uma vez, para
definir o medianeiro do passe magnético por autêntico
representante do magnetizador espiritual, à frente do
enfermo. Estabelecido o clima de confiança, qual acontece
entre o doente e o médico preferido, cria-se à
ligação sutil entre o necessitado e o socorrista
e, por semelhante elo de forças, ainda imponderáveis
no mundo, verte o auxílio da Esfera Superior, na medida
dos créditos de um e outro. Ao toque da energia emanante
do passe, com a supervisão dos benfeitores desencarnados,
o próprio enfermo, na pauta da confiança e do
merecimento de que dá testemunho, emite ondas mentais
características, assimilando os recursos vitais que recebe,
retendo-se na própria constituição fisiopsicossomática,
através das várias funções do sangue.
O socorro, quase sempre hesitante a princípio, corporifica-se
à medida que o doente lhe confere atenção,
porque, centralizando as próprias radiações
sobre as províncias celulares de que se serve, lhes regula
os movimentos e lhes corrige a atividade, mantendo-lhes as manifestações
dentro de normas desejáveis, e, estabelecida à
recomposição volve a harmonia orgânica possível,
assegurando à mente o necessário governo do veículo
em que se amola.
VONTADE DO PACIENTE: O processo de socorro pelo passe é
tanto mais eficiente quanto mais intensa se faça à
adesão daquele que lhe recolhe os benefícios,
de vez que à vontade do paciente, erguida ao limite máximo
de aceitação, determina sobre si mesmo mais elevados
potenciais de cura. Nesse estado de ambientação,
ao influxo dos passes recebidos, as oscilações
mentais do enfermo se condensam, mecanicamente, na direção
do trabalho restaurativo, passando a sugeri-lo às entidades
celulares do veículo em que se expressam, e os milhões
de corpúsculos do organismo fisipsicosomático
tendem a obedecer, instintivamente, às ordens recebidas,
sintonizando-se com os propósitos do comando espiritual
que os agrega.
PASSE E ORAÇÃO: O passe, como gênero de
auxílio, invariavelmente aplicável sem qualquer
contra-indicação, é sempre valioso no tratamento
devido aos enfermos de toda classe, desde as criancinhas ternas
aos pacientes em posição provecta na experiência
física, reconhecendo-se, no entanto, ser menos ricos
de resultados imediatos nos doentes adultos que se mostrem jungidos
à inconsciência temporária, por desajustes
complicados do cérebro.
Esclareçamos, porém, que, em toda situação
e em qualquer tempo, cabe ao médium passista buscar na
prece o fio de ligação com os planos mais elevados
da vida, porquanto, através da oração,
contará com a presença sutil dos instrutores que
atendem aos misteres da Providência Divina, a lhe utilizarem
os recursos para a extensão incessante do Eterno Bem.
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