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O
poder da criação*
Evangelização nº 30/05 do LIE.
Evolução
*
Evangelização nº 31/05 do LIE.
Alimentação
dos espíritos *
Evangelização nº 32/05 do LIE.
Comunicação
entre os espíritos *
Evangelização nº 33/05 do LIE.
Mediunidade
*
Evangelização nº 34/05 do LIE.
Reencarnação
dos selvagens *
Evangelização nº 35/05 do LIE.
Consciência
desperta *
Evangelização nº 36/05 do LIE.
Vida
social dos espíritos *
Evangelização nº 37/05 do LIE.
Diferenciação
dos sexos *
Evangelização nº 38/05 do LIE.
Desencarnação
do espírito *
Evangelização nº 39/05 do LIE.
Os
10 mandamentos *
Evangelização nº 40/05 do LIE.
O
poder da criação*
Evangelização
nº 30/05 do LIE.
Ao
penetrarmos no portal dessa extraordinária obra de pesquisa
e descrição dos mundos variados que compõem
o Universo, sentimo-nos como alguém que cruza os altos
portões de uma catedral infinita com a urgente tarefa
de compreendê-la e divulgá-la a fim de melhor entendê-la,
para que possamos tomar algum conhecimento da vastidão
que nos rodeia, desafiando-nos a que solucionemos o enigma do
Poder Divino da Criação. Tal tarefa é sobretudo
desafiadora tendo em vista as limitações da mente
humana. Inobstante, embora não possamos ter a pretensão
de penetrar os segredos íntimos do Poder da Criação,
podemos e devemos alargar e treinar a nossa mente para entendermos
o fluído cósmico e o magnetismo Criador que perpassa
todo o Universo, com bilhões e trilhões de corpos
celestes, galáxias, estrelas, planetas, meteoros, poeiras
cósmicas e tudo mais, que evolui só a forma de
energia materializada pelas vastidões do infinito num
desafio perpétuo mas tentador. Vamos pois abrindo algumas
janelas que nos permitem observar, o que ainda é segredo
na obra divina, para melhor entendermos o Grande Criador dos
mundos infinitos. Seu poder e perfeição divina,
sua sabedoria e sua justiça perfeita ao longo da evolução
da vida, iniciando na poeira cósmica, nas rochas, nos
gazes e na energia solidificada que vai do mineral, do vegetal,
do animal e pela evolução em dois mundos vai até
os Arcanjos de Deus. Leiamos pois com atenção,
um trecho desse capítulo 1º para aprofundarmos um
pouco nosso entendimento humano voltado para o Divino:
“CO-CRIAÇÃO EM PLANO
MENOR - Em análogo alicerce, as Inteligências humanas
que ombreiam conosco utilizam o mesmo fluido cósmico,
em permanente circulação no Universo, para a Co-criação
em plano menor, assimilando os corpúsculos da matéria
com a energia espiritual que lhes é própria, formando
assim o veículo fisico-psicossomático em que se
exprimem ou cunhando as civilizações que abrangem
no mundo a humanidade Encarnada e a humanidade Desencarnada.
Dentro das mesmas bases, plasmam também os lugares entenebrecidos
pela purgação infernal, gerados pelas mentes desequilibradas
ou criminosas nos círculos inferiores e abismais, e que
valem por aglutinações de duração
breve, no microcosmo em que estagiam, sob o mesmo princípio
de comando mental com que as Inteligências Maiores modelam
as edificações macrocósmicas, que desafiam
a passagem dos milênios. Cabe-nos assinalar, desse modo,
que, na essência, toda a matéria é energia
tornada visível e que toda a energia, originalmente,
é força divina de que nos apropriamos para interpor
os nossos propósitos aos propósitos da Criação,
cujas leis nos conservam e prestigiam o bem praticado, constrangendo-nos
a transformar o mal de nossa autoria no bem que devemos realizar,
porque o Bem de Todos é o seu Eterno Princípio.
Compete-nos, pois, anotar que o fluido cósmico ou plasma
divino é a força em que todos vivemos, nos ângulos
variados da Natureza, motivo pelo qual já se afirmou,
e com toda a razão, que "em Deus nos movemos e existimos".
Uberaba, 15-1-58.”
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Evolução
no tempo * Evangelização
nº 31/05 do LIE.
Para
que possamos entender a ação do espírito
sobre a matéria, André Luiz nos retrata os elementos
que compõe nossa organização físico
– somática em marcha evolutiva desde remotas eras
até atingir o reino angelical. Busca sintetizar e relatar
a longa, esforçada e sofrida história dessa evolução
através de muitos milhões de anos, registrando
que Cristo Jesus presidiu a Criação deste nosso
Planeta, no qual haveria de viver como encarnado e Mensageiro
do Mundo Maior, do qual proveio. Leiamos um trecho desse capítulo
3, a fim de entendermos mais como tem sido o esforço
criativo de Deus no objetivo de adequar os diversos estágios
dessa evolução em Dois Mundos.
Evolução No Tempo:
“É assim que dos organismos
monocelulares aos organismos complexos, em que a inteligência
disciplina as células, colocando-as a seu serviço,
o ser viaja no rumo da elevada destinação que
lhe foi traçada do Plano Superior, tecendo com os fios
da experiência a túnica da própria exteriorização,
segundo o molde mental que traz consigo, dentro das leis de
ação, reação e renovação
em que mecaniza as próprias aquisições,
desde o estímulo nervoso à defensiva imunológica,
construindo o centro coronário, no próprio cérebro,
através da reflexão automática de sensações
e impressões em milhões e milhões de anos,
pelo qual, com o auxílio das Potências Sublimes
que lhe orientam a marcha, configura os demais centros energéticos
do mundo íntimo, fixando-os na tessitura da própria
alma. Contudo, para alcançar a idade da razão,
com o título de homem, dotado de raciocínio e
discernimento, o ser, automatizado em seus impulsos, na romagem
para o reino angélico, despendeu para chegar aos primórdios
da época quaternária, em que a civilização
elementar do sílex denuncia algum primor de técnica,
nada a menos de um bilhão e meio de anos. Isso é
perfeitamente verificável na desintegração
natural de certos elementos radioativos na massa geológica
do Globo. E entendendo-se que a Civilização aludida
floresceu há mais ou menos duzentos mil anos, preparando
o homem, com a bênção do Cristo, para a
responsabilidade, somos induzidos a reconhecer o caráter
recente dos conhecimentos psicológicos, destinados a
automatizar sua constituição fisio-psicossomática
do espírito humano as aquisições morais
que lhe habilitarão a consciência terrestre a mais
amplo degrau de ascensão à Consciência Cósmica.
Obs.: As presentes estimativas e apontamentos do Plano Espiritual,
apesar das compreensíveis divergências humanas,
coincidem exatamente com observações e ilações
de vários estudiosos encarnados. (Nota do Autor Espiritual).”
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Alimentação
dos espíritos *
Evangelização
nº 32/05 do LIE.
Neste
capítulo do livro, André Luiz nos esclarece com
detalhes como se dá a alimentação dos Espíritos,
tanto os de menos luz como os de maior ou intensa luminosidade.
Em resumo ele nos informa com singularidade que os desencarnados
muito apegados aos 5 sentidos da matéria física
após a morte ou são conduzidos às colônias
de refazimento para receberem alimento e tratamento adequados
onde aprendem a alimentar-se de fluídos mais densos,
ou permanecem errantes pelos caminhos sombrios da vida umbralina
transformada em pesadelo contínuo, já com os espíritos
errantes ocorre algo bem diferente. A alimentação
deles é bem mais fluídica e leve. André
Luiz descreve tal sustento como “alimento psíquico
e magnético” trocado entre os que se amam, algo
que os nutricionistas da Terra não conseguem explicar
através das leis conhecidas. Em outras palavras é
preciso amar para alcançar a situação de
espírito elevado, com respiração específica.
Leiamos aqui um trecho desse capítulo para que obtenhamos
essa importante informação:
“Abandonado o envoltório
físico na desencarnação, se o psicossoma
está profundamente arraigado às sensações
terrestres, sobrevem ao Espírito a necessidade inquietante
de prosseguir atrelado ao mundo biológico que lhe é
familiar, e, quando não a supera ao preço do próprio
esforço, no auto-reajustamento, provoca os fenômenos
da simbiose psíquica, que o levam a conviver, temporariamente,
no halo vital daqueles encarnados com os quais se afine, quando
não promove a obsessão espetacular.
Na maioria das vezes, os desencarnados em crise dessa ordem
são conduzidos pelos agentes da Bondade Divina aos centros
de reeducação do Plano Espiritual, onde encontram
alimentação semelhante à da Terra, porém
fluídica, recebendo-a em porções adequadas
até que se adaptem aos sistemas de sustentação
da Esfera Superior, em cujos círculos a tomada de substâncias
é tanto menor e tanto mais leve quanto mais se evidencie
o enobrecimento da alma, porquanto, pela difusão cutânea,
o corpo espiritual, através de sua estrema porosidade,
nutre-se de produtos sutilizados ou sínteses quimio-eletromagnéticas,
hauridas no reservatório da Natureza e no intercâmbio
de raios vitalizantes e reconstituintes do amor com que os seres
se sustentam entre si. Essa alimentação psíquica,
por intermédio das projeções magnéticas
trocadas entre aqueles que se amam, é muito mais importante
que o nutricionista do mundo possa imaginar, de vez que, por
ela, se origina a ideal euforia orgânica e mental da personalidade.
Daí porque toda criatura tem necessidade de amar e receber
amor para que se lhe mantenha o equilíbrio geral.
De qualquer modo, porém, o corpo espiritual com alguma
provisão de substância específica ou simplesmente
sem ela, quando já consiga valer-se apenas da difusão
cutânea para refazer seus potências energéticas,
conta com os processos da assimilação e da desassimilação
dos recursos que lhe são peculiares, não prescindindo
do trabalho de execução dos resíduos, pela
epiderme ou pelos emunctórios normais, compreendendo-se,
no entanto, que pela harmonia de nível, nas operações
nutritivas, e pela essencialização dos elementos
absorvidos, não existem para o veículo psicossomático
determinados excessos e inconveniências dos sólidos
e líquidos da excreta comum.”
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Comunicação
entre os espíritos *
Evangelização
nº 33/05 do LIE.
Este
é um dos capítulos mais importantes e mais fáceis
de entender nessa tão significativa obra enviada à
Terra pelos espíritos de Luz. Ele nos possibilita entender
também como é que os espíritos se comunicam
e se expressam nos diversos níveis da espiritualidade.
Entre eles tais comunicações são feitas
por imagens, ou exteriorização dos conceitos de
pensamentos trocados entre os interlocutores. Para nós,
encarnados na Terra, isto parece difícil ou até
impossível de entender e assimilar. Tal comunicação
por via do pensamento entre dois seres humanos, os psicólogos
tem chamado de telepatia. Ao nível dos espíritos
superiores o entendimento é ainda mais fácil pois,
é feito de imagens diríamos plásticas,
criados pelo pensamento dos que se comunicam. Mas, leiamos atentamente
o que André Luiz nos conscientiza a respeito da fala
entre os diversos níveis de desencarnados.
“Incontestavelmente, a linguagem
do Espírito é, acima de tudo, a linguagem que
exterioriza de si próprio. Isso ocorre mesmo no plano
físico, em que alguém, sabendo refletir-se, necessitará
poucas palavras para definir a largueza de seus planos e sentimentos,
acomodando-se à síntese que lhe angaria maior
cabedal de tempo e influência.
Círculos espirituais existem, em planos de grande sublimação,
nos quais os desencarnados, sustentando consigo mais elevados
recursos pela cultura e pela riqueza interior, pela cultura
e pela grandeza moral, conseguem plasmar, com as próprias
idéias, quadros vivos que lhes confirmem a mensagem ou
ensinamento, seja em silêncio, seja com a despesa mínima
de suprimento verbal, em livres circuitos mentais de arte e
beleza, tanto quanto muitas Inteligências infelizes, treinadas
na ciência da reflexão, conseguem formar telas
aflitivas em circuitos mentais fechados e obsessivos, sobre
as mentes que magneticamente jugulam.
De acordo com o mesmo princípio, Espíritos desencarnados,
em muitos casos, quando controlam as personalidades mediúnicas
que lhes oferecem sintonia, operam sobre elas à base
das imagens positivas com que as envolvem no transe, compelindo-as
a lhes expedir os conceitos.
Nessas circunstâncias, expressa-se a mensagem pelo sistema
de reflexão, em que o médium, embora guardando
o córtex encefálico anestesiado por ação
magnética do comunicante, lhes recebe os ideogramas e
transmite com as palavras que lhes são próprias.
Todavia, não obstante reconhecemos que a imagem está
na base de todo intercâmbio entre as criaturas encarnadas
ou não, é forçoso observar que a linguagem
articulada, no chamado espaço das nações,
ainda possui fundamental importância nas regiões
a que o homem comum será transferido imediatamente após
desligar-se do corpo físico.”
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A
mediunidade humana * Evangelização
nº 34/05 do LIE.
Iniciando
com o estudo da aura humana, André Luiz nos mostra como
surgiu e se desenvolveu na Terra a mediunidade humana, desde
os primórdios e as etapas de desenvolvimento pelos quais
busca os caminhos da Luz.
Tudo bem obedecido às regras evolucionistas daquele que
tudo criou e mantêm. Revela o autor que, à intuição
primária e observações da Natureza surgiu
o pensamento e a reflexão. Por tais caminhos, a que vem
juntar-se a descoberta da imortalidade da qual anunciada por
todos os Profetas e Mensageiros, emerge e se aprimora a capacidade
Mediúnica que estabelece a comunicação
entre encarnados.
Os múltiplos fluídos, as intuições,
as várias correntes de pensamentos dos dois planos de
vida, tudo é explicado para esclarecer os fundamentos
e roteiros de mediunidade na árdua tarefa de clarear
os caminhos do mundo. Vamos a seguir transcrever um trecho desse
capítulo 17 para entendermos melhor o essencial dessa
monumental obra de André Luiz.
“Mediunidade
Espontânea - Nessa fase primária de novo desenvolvimento,
encontra-se, como é natural, ao pé dos objetos
que lhe tomam o interesse. É assim que o lavrador, no
repouso físico, retoma, em corpo espiritual, ao campo
em que semeia, entrando em contato com as entidades que amparam
a Natureza; o caçador volta para a floresta; o escultor
regressa, freqüentemente no sono, ao bloco de mármore
de que aspira a desentranhar a obra-prima; o seareiro do bem
volve à leira de serviço em que se lhe desdobra
a virtude, e o culpado torna ao local do crime, cada qual recebendo
de Espíritos afins os estímulos elevados ou degradantes
de que se fazem merecedores.
Consolidadas semelhantes relações com Plano Espiritual,
por intermédio da hipnose comum, começaram na
Terra os movimentos da mediunidade expontânea, porquanto
os encarnados que demostrassem capacidades mediúnicas
mais evidentes , pela comunhão menos estreita entre as
células do corpo físico e do corpo espiritual,
em certas regiões do campo somático, passaram
das observações durante o sono às observações
da vigília, a princípio fragmentárias,
mas acentuáveis com o tempo, conforme os graus de cultura
a que fossem expostos.
Quanto menos densos os elos de ligação entre os
implementos físicos e espirituais, nos órgãos
da visão, mais amplas as possibilidades na clarividência,
prevalecendo as mesmas normas para a clariaudiência e
para modalidades outras, no intercâmbio entre as duas
esferas, inclusive as peculiaridades da materialização,
pelas quais os recursos periféricos do citoplasma, a
se condensarem no ectoplasma da definição científica
vulgar, se exteriorizam do corpo carnal do médium, na
conjugação com as forças circulantes do
ambiente, para a efêmera constituição de
formas diversas.”
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Reencarnação
dos selvagens* Evangelização
nº 35/05 do LIE.
Como
ocorre a reencarnação dos selvagens? O que é
um corpo ovóide e quais as pessoas que neles se transformam?
Como se desenvolve a inteligência e o moral do ser humano
em sua trajetória de evolução? Por que
ocorre o nascimento de filhos excepcionais, mental e fisicamente?
O que acontece a muitos desencarnados no espaço entre
a morte e a reencarnação? Estas e muitas outras
indagações são respondidas com clareza
e verdade pelo Espírito André Luiz nessa obra
de informações espirituais e Verdades Eternas.
Mostrando que o progresso Espiritual do homem passa por muitos
traumas e sofrimentos esclarecedores, avançando nesta
subida, degrau por degrau, ao longo de muitas vidas. Essa é
a maneira única pela qual progredimos. Sobre esta relevante
questão, assim falou Bezerra de Menezes: “Deus
não seria infinitamente poderoso, justo e bondoso se
tendo destinado o homem à perfeição. Ele
Deus não conseguisse atingir os seus objetivos. Leiamos
portanto o que nos revela André Luiz, num trecho do capítulo
12:
“O Selvagem Desencarnado –
Entretanto, o homem selvagem, que se reconhece dominador na
hierarquia animal, cruel habitante da floresta, que apura a
inteligência, através da força e da astúcia,
na escravização dos seres inferiores que se lhe
avizinham da caverna, desperta, fora do corpo denso, qual menino
aterrado, que, em se sentindo incapaz de separação
para arrostar o desconhecido, permanece, tímido, ao pé
dos seus, em cuja a companhia passa a viver, noutras condições
vibratórias, em processo multifários de simbiose,
ansioso por retornar a vida física que lhe surge à
imaginação como sendo a única abordável
à própria mente.
Não dispõe, nessa fase, de suprimento espiritual
que o ajude a pensar em termos diferentes da vida tribal em
que se apoia.
O espetáculo da vastidão cósmica perturba-lhe
o olhar e a visita de seres extra terrestres, mesmo benevolentes
e sábios, infunde-lhe pavor, crendo-se à frente
de deuses bons ou maus, cuja natureza ele próprio se
incumbe de fantasiar, na exiguidade das próprias concepções.
Acuado na choça, onde a morte lhe furtou o veículo
físico, respira a atmosfera morna em que se acasalam
os seus herdeiros de sangue, para somente ausentar-se do reduto
doméstico quando a família se afasta, instada
por duras necessidades de subsistência e de asilo.
E o homem primitivo que desencarnou, suspirando pelo devotamento
dos pais e, notadamente, pelo carinho do colo materno, expulso
do vaso fisiológico, não tem outro pensamento
senão voltar ao convívio revitalizante daqueles
que lhe usam a linguagem e lhe comungam os interesses."
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Consciência
desperta * Evangelização
nº 36/05 do LIE.
No
estudo dessa extraordinária obra constatamos como ocorrem
os diversos estágios e etapas do desenvolvimento dos
seres no plano físico para o Plano Maior, do lento despertar,
ou seja, aquele acordar de consciência da criatura que
passa a enxergar a Luz Divina na estrada da existência.
Trata-se daquele MOMENTO SOLAR o qual passa a ser o divisor
de águas e tudo o que acontece passa a ser o antes e
o depois desse momento de clarão Divino da Eternidade.
A partir daí, tudo começa a ser entendido pelo
espírito humano que atinge esse plano decisivo da Evolução.
A Lei Superior que comanda os longos e indesviaveis estágios
evolutivos, desde o mineral, passando pelos reinos Vegetal,
animal (Ser humano) e o angelical, leva milhões de anos
até atingir a Plenitude Divina. Leiamos o que revela
André Luiz sobre o decisivo estágio da LUZ QUE
SE ACENDE.
CONSCIÊNCIA DESPERTA - É
assim que ele transformado interpreta, sob novo prisma, a importância
de sua presença na Terra.
Não mais lhe seduzem a despreocupação e
o nomadismo, assim como para o homem adulto é já
passado o ciclo da infância.
Sabe agora que o berço carnal se reveste de significação
mais profunda.
Compreende, a pouco e pouco, que a vida lhe registra as contas
pessoais, porquanto aprende que pode negar o braço ao
companheiro necessitado de apoio, sabendo, porém, que
o companheiro poderá recusar-lhe o seu, no momento em
que o desequilíbrio lhe bata à porta.
Reconhece que dispõe de liberdade para manter o desafeto,
mas não ignora que o desafeto, a seu turno, pode igualmente
exterminar-lhe o corpo ou amargar-lhe o caminho.
Percebe que os seus gestos e atitudes, para com os outros, criam
nos outros atitudes e gestos semelhantes para com ele.
Com esse novo cabedal de observação, revela-se-lhe
a vida mental mais surpreendente e mais rica e, por essa mais
intensa vida íntima, retrata com relativa segurança
as idéias dos Espíritos Abnegados que lhe custodiam
a rota.
Desde então, não guarda a existência circunscrita
à romagem berço-túmulo, por alongá-la,
do ponto de vista de causa e efeito, para além do sepulcro
em que se lhe guarda o invólucro anulado ou imprestável.
Incorporando a responsabilidade, a consciência vibra desperta
e, pela consciência desperta, os princípios de
ação e reação funcionam, exatos,
dentro do próprio ser, assegurando-lhe a liberdade de
escolha e impondo-lhe, mecanicamente, os resultados respectivos,
tanto na esfera física quanto no Mundo Espiritual."
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Vida
social dos espíritos *
Evangelização
nº 37/05 do LIE.
Aqui
juntamos dois capítulos, 6 e o 7, sobre a “vida
social dos desencarnados” e “matrimônio e
divórcio” os quais são dois ângulos
do mesmo assunto. No capitulo 6 constatamos que famílias
de comunidades reencarnam em grupos e que se reencontram na
Terra para resgatar compromissos evolutivos ou pagar dívidas.
Aqui reorganizam-se em lares e mantém compromissos sociais
e em continuação ao que vivenciaram em vidas anteriores.
Vemos então que tudo segue uma ordem lógica e
justa. Também chama-nos a atenção como
são vistas as questões da viuvez e novos casamentos
e a das que se divorciam e tornam a casar variadas vezes. Como
renascerão e como se reagruparão ou se reencontrarão
estas criaturas instáveis e alienadas quanto aos seus
compromissos conjugais e familiares, principalmente quanto ao
destino dos filhos. Muito interessante para leitura de todos,
já que André Luiz e Chico Xavier nos afirmam qual
é o pensamento do Mais Alto sobre essa abrangente questão.
Leiamos então:
“Convictas de que tornarão
à Terra para a solução dos problemas que
lhes enevoam ou afligem o campo íntimo, situam-se em
tarefas obscuras, junto aos semelhantes, encarnados ou desencarnados,
quando se reconhecem vitimadas pela vaidade ou pelo orgulho
que ainda lhes medram no seio, e localizam-se em aprendizados
valiosos da inteligência, em se vendo inábeis para
os serviços especializados do pensamento, não
obstante os talentos sentimentais que já entesourem consigo.
Quase todas, no entanto, obedecem aos ditames do amor do ideal
que lhes inspiram a consciência. Aglutinam-se em verdadeiras
cidades e vilarejos, com estilos variados, como acontece aos
burgos terrestres, característicos da metrópole
ou do campo, edificando largos empreendimentos de educação
e progresso, em favor de si mesmas e a beneficio dos outros.”
“Quanto ao divórcio, segundo os nossos conhecimentos
no Plano Espiritual, somos de parecer que não deva ser
facilitado ou estimulado entre os homens, porque não
existe na Terra uniões conjugais, legalizadas ou não,
sem vínculos graves no princípio da responsabilidade
assumida em comum. Mal saídos do regime poligâmico,
os homens e as mulheres sofrem-lhe ainda as sugestões
animalizantes e, por isso mesmo, nas primeiras dificuldades
da tarefa a que foram chamados, costumam desertar dos postos
de serviço em que a vida os situa, alegando imaginárias
incompatibilidades e supostos embaraços, quase sempre
simplesmente atribuíveis ao desregrado narcisismo de
que são portadores. E com isso exercem viciosa tirania
sobre o sistema psíquico do companheiro ou da companheira
mutilados ou doentes, nessecitados ou ignorantes, após
explorar-lhes o mundo emotivo, quando não se internam
pelas aventuras do homicídio, ou suicídio, espetaculares,
com a fuga voluntária de obrigações preciosas.
É imperioso, assim, que a sociedade humana estabeleça
regulamentos severos à beneficio dos nosso irmãos
contumazes na infidelidade aos compromissos assumidos consigo
próprios, a benefício deles, para que se não
agreguem a maior desgoverno, e a benefício de si mesmas,
a fim de que não regresse à promiscuidade aviltante
das tabas obscuras, em que o princípio e a dignidade
da família ainda são plenamente desconhecidos.
Entretanto, é imprescindível que o sentimento
de humanidade interfira nos casos especiais, em que o divórcio
é o mal menor que possa surgir entre os grandes malotes
pendentes sobre a fronte do casal, sabendo-se, porém,
que os devedores de hoje voltarão ao acerto das próprias
contas.”
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Diferenciação
dos sexos* Evangelização
nº 38/05 do LIE.
Por
que alguns espíritos de todos os graus vêm ao mundo
como homens e outros como mulheres? Qual o circuito de forças
que mobilizam algumas almas para tarefas mais elevadas ou enobrecidas,
e outras para trabalhos duros em postos de sacrifício
real? Quais os fatos determinantes que reúnem, juntam
ou, por períodos, separam as criaturas, os casais, os
membros da família, todos em busca de burilamento? Ou
por fim, quando se decidiu que tais espíritos renasceriam
como homens e outros como mulheres, já que na condição
Angélica a característica sexual é o que
menos interessa? Leiamos a seguir com atenção
o que nos esclarece o Espírito André Luiz.
“Como
se iniciou a diferenciação dos sexos? - Os princípios
espirituais, nos primórdios da organização
planetária, traziam, na constituição que
lhes era própria, a condição que podemos
nomear por “teor de força”, expressando qualidades
predominantes ativas ou passivas. Entendendo-se que a evolução
é sempre sustentada pelas Inteligências Superiores,
em movimentação ascendente, desde as primeiras
horas da reprodução sexual começou, sob
a direção delas, a formação dos
órgãos masculinos e femininos que culminaram morfologicamente
nas províncias genésicas do homem e da mulher
da atualidade.
Não podemos esquecer, porém, que o trabalho evolutivo
no aperfeiçoamento fisiológico das criaturas terrestres
ainda não foi terminado, prosseguindo, como é
natural, no espaço e no tempo.
Quanto à perda dos característicos sexuais, estamos
informados de que ocorrerá, espontaneamente, quando as
almas humanas tiverem assimilado todas as experiências
necessárias à própria sublimação,
rumando, após milênios de burilamento, para a situação
angélica, em que o indivíduo deterá todas
as qualidades nobres inertes à masculinidade e à
feminilidade, refletindo em si, nos degraus avançados
da perfeição, a glória divina do Criador.
É imperioso reconhecer, contudo, que não podemos,
ainda, em nossa posição evolutiva, formular qualquer
pensamento concreto acerca da natureza e dos atributos dos Anjos,
nem ajuizar quanto ao sistema de relações que
cultivam entre si.”.
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Desencarnação
do espírito* Evangelização
nº 39/05 do LIE.
Aqui
André Luiz nos fala do surgimento do espírito,
iniciado nos reinos mineral, prolongado no vegetal, e evoluindo
no animal, do qual todos viemos. Muito interessante à
amostragem que faz da semelhança de estágios entre
os insetos, sobretudo os que saem da polpa ou casulo e passam
a voar, como é o caso das borboletas, e o nascimento
da alma no homem primitivo, até sua ascensão angelical.
Descreve com consistência, a vida do espírito após
o sepulcro, as adaptações que é forçado
a obter para seu próprio desenvolvimento. Os estágios
curtos, médios ou longos pelos quais todos temos que
indesviavelmente percorrer, até superarmos a roda das
reencarnações infernais, até cruzarmos
a fronteira onde orbitam os seres superiores, que já
viveram, lutaram e venceram os desafios da vida na crosta terrestre.
Leiamos com atenção e reflexão o que André
Luiz nos relata em trechos do capítulo 11:
“ Desencarnação do
Espírito - Apenas aí, quando os acontecimentos
da morte se realizam, é que a criatura humana desencarnada,
plenamente renovada em si mesma, abandona o veículo carnal
a que se jungia; contudo, muitas vezes intimamente aprisionada
ao casulo dos seus pensamentos dominantes, quando não
trabalhou para renovar-se, nos recessos do espírito,
passa a revelar-se em novo peso específico, segundo a
densidade da vida mental em que se gradua, dispondo de novos
elementos com que atender à própria alimentação,
equivalentes às tropas fluídico-magnéticas
de sucção, embora sem perder de modo algum o aparelho
bucal que nos é característico, salientando-se,
aliás, que semelhantes trompas ou antenas de matéria
sutil estão patentes nas criaturas encarnadas, a se lhes
expressarem na aura comum, como radículas alongadas de
essência dinâmica, exteriorizando-lhes as radiações
específicas, trompas ou antenas essas pelas quais assimilamos
ou repelimos as emanações das coisas e dos seres
que nos cercam, tanto quanto as irradiações de
nós mesmos, uns para com os outros.
Continuação da existência - Metamorfoseada,
pois, não obstante o fenômeno da desencarnação,
a personalidade humana continua, além-túmulo,
o estágio educativo que iniciou no berço, sem
perder a própria identidade, somando consigo as experiências
da vida carnal, da desencarnação e da metamorfose
no plano extrafísico.
Percebemos, desse modo, que a existência da criatura,
na reencarnação, substancializa-se não
apenas na Terra, onde atende à plantação
dos sentimentos, palavras, atitudes e ações com
que se caracteriza, mas também no Mundo Espiritual, onde
incorpora a si mesma a colheita da sementeira praticada no campo
físico, pelo desdobramento do aprendizado com que entesoura
as experiências necessárias à sublime ascensão
a que se destina.
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Os
10 mandamentos * Evangelização
nº 40/05 do LIE.
Interpretando
os dez mandamentos recebidos pelo médium Moisés,
André Luiz tece considerações significativas
sobre a influência que tal conjunto de Leis de causa e
efeito iria trazer para os povos da Terra, milênios antes
do advento de Cristo Jesus. Os Dez mandamentos são ao
mesmo tempo um código de leis sociais e espirituais para
a Humanidade ainda meio selvagem em relação a
tal código de conduta para que se fizesse a Evolução
coletiva e individual do ser humano a partir daquela época
e para todo o sempre. Era uma preparação para
que o advento de Jesus e seus Evangelhos abrissem a seguir a
larga estrada do amor, do conhecimento, do perdão sempre
repetido, da conscientização de que a vida continua
após a morte física, que a alma é imortal
e que a reencarnação é o instrumento Divino
utilizado para essa iluminação do caminho espiritual
único da Luz. Leiamos o que André Luiz nos fala
a este respeito:
"Os
Dez Mandamentos - Os dez Mandamentos, recebidos mediunicamente
pelo profeta, brilham ainda hoje por alicerce de Luz na edificação
do direito, dentro da ordem social.
A palavra da Esfera Superior gravava a lei de causa e efeito
para o homem, advertindo-o solenemente:
- Consagra amor supremo ao Pai de Bondade Eterna, n’Ele
reconhecendo a tua divina origem.
Precata-te contra os enganos do antropomorfismo, porque padronizar
os atributos divinos absolutos pelos acanhados atributos humanos
é cair em perigosas armadilhas da vaidade e de orgulho.
Abstém-te de envolver o Julgamento Divino na estreiteza
de teus julgamentos.
Recorda o impositivo da meditação em teu favor
e em beneficio daqueles que te atendem na esfera de trabalho,
para que possas assimilar com segurança os valores da
experiência.
Lembra-te de que a dívida para com teus pais terrestres
é sempre insolvável por sua natureza sublime.
Responsabilizar-te-ás pelas vidas que deliberadamente
extinguires.
Foge de obscurecer ou conturbar o sentido alheio, porque o cálculo
delituoso emite ondas de força desorientada que voltarão
sobre ti mesmo.
Evita a apropriação indébita para que não
agraves as próprias dividas.
Desterra de teus lábios toda palavra dolosa a fim de
que se não transforme, um dia, em tropeço para
teus pés.
Acautele-te contra a inveja e o despeito, a inconformação
e o ciúme, aprendendo a conquistar alegria e tranqüilidade,
ao preço do esforço próprio, porque os
teus pensamentos te precedem os passos, plasmando-te, hoje,
o caminho de amanhã."
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