Clique
sobre o assunto que você quer estudar e vá direto
para o texto:
O
poder da oração *
Evangelização nº 27/05 do LIE.
Influências
negativas *
Evangelização nº 28/05 do LIE.
O
poder da concentração *
Evangelização nº 29/05 do LIE.
Importância
dos pensamentos que geramos e das palavras que falamos
*
Evangelização nº 109/07 do LIE.
O
poder da oração *
Evangelização
nº 27/05 do LIE
Nenhuma
forma de mediunidade com Jesus pode ser desenvolvida sem a prece
diária. O carpinteiro precisa de ferramentas para executar
suas tarefas na madeira e nós e todas as pessoas, necessitamos
da nossa ferramenta essencial que é a oração.
No capítulo acima citado vemos o caso de Anésia
quando estava assistindo sua mãe sofrendo de forte dispnéia
e à beira da desencarnação! Também
à beira do leito da enferma de 70 anos estava uma entidade
de cor escura, com uma máscara no rosto. Era a sombra
de um filho da doente, que desencarnara sob o efeito de drogas
e que era adorado pela velhinha Anésia que era médium,
pôz-se a rezar pedindo a Deus misericórdia para
sua difícil situação. Só que para
piorar o drama, seu marido Jovino, desonrava o leito conjugal
buscando outras mulheres para recrear-se. As netas da enferma
também se achavam ao pé de cama e este capítulo
mostra como foram atendidas as preces de Anésia e a auto-reforma
que ela se obrigou a fazer em si para melhorar toda aquela situação.
Jovino iria cruzar pôr experiências duras e amargas,
mas a fé crescente de Anésia fez com que espíritos
superiores do bem a ajudassem muito. Leiamos o que está
escrito no trecho deste capítulo: “A
Dona da casa sentou-se junto à enferma e acompanhada
pela atenção da filhinha, pronunciou sentida prece.
À medida que orava, funda modificações
se lhe imprimia ao mundo interior. Os dardos de tristeza, que
lhe dilaceravam a alma, desapareceram ante os raios de branda
luz a se lhe exteriorizarem do coração. Desde
esse instante, qual se houvera acendido uma lâmpada em
plena obscuridade, vários desencarnados sofredores penetraram
o quarto, abeirando-se dela, à maneira de doentes, solicitando
medicação. Nenhum deles nos assinalava a presença
e, diante da nossa curiosidade silenciosa, Aulus aclarou. -
São companheiros que trazem ainda a mente em teor vibratório
idêntico ao da existência na carne. Na fase em que
estagiam, mais depressa se ajustam com o auxílio dos
encarnados, em cuja faixa de impressões ainda respiram.
Quantos se encontram em semelhante estado, dentro do raio de
ação das preces de nossa amiga, recebem o toque
de espiritualidade que emana do serviço dessa natureza
e, quando sensíveis ao bem ou sedentos de renovação
interior, dão-se pressa em responder ao apelo de elevação
que os visita, aderindo à oração, de cujo
sublime poder recolhem esclarecimento e consolo, amparo e benefício.
- Quanto valor num insignificante ato de fé!... O Assistente
afagou a fronte inquieta de Mário e concordou: - Sim
o homem terrestre criou enormes complicações ao
seu caminho, contudo, a morte constrange-o a regressar aos alicerces
da simplicidade para a regeneração da própria
vida. A essa altura, Anésia abriu precioso livro de meditações
evangélicas, acreditando agir ao acaso, mas o tema, em
verdade, foi escolhido por Teonília, que lhe vigiava,
bondosa, os movimentos. Com surpresa, a dona da casa notou que
a texto se reportava à necessidade do trabalho e do perdão.
Dócil, correspondendo à influenciação
da mentora espiritual, a esposa de Jovino começou a falar
sabiamente sobre os impositivos do serviço e da tolerância
construtiva, em favor da edificação justa do bem.
A voz dela, fluente e suave, transmitia, sem que ela mesma percebesse,
o pensamento de Teonília que, com isso, buscava socorrer-lhe
o coração atormentado. Numa pausa mais longa,
Márcia reparou com inteligência: - Continue, mãezinha!
Continue... Tenho a idéia de que nos achamos à
frente de enorme multidão... E sem refletir que estava
pregando, acima de tudo, para si mesma, Anésia adiantou:
- Sim, minha filha, estamos sozinhas porque a vovó, fatigada,
não nos ouve. Isso, porém, é só
na aparência. Muitos irmãos desencarnados, decerto,
permanecem aqui conosco e acompanham nosso culto de oração.
E prosseguiu nos comentários que, efetivamente, acendiam
novo ânimo nas almas presentes, ávidas de luz,
tanto quanto sequiosas de paz e refazimento. Terminada a tarefa,
Márcia despediu-se da mãezinha com um beijo. O
serviço escolar da manhã exigia o repouso mais
cedo. Depois de afetuosas recomendações à
menina, viu-se Anésia a sós com a genitora semi-inconsciente.
Acariciou-lhe o rosto pálido, acomodou-lhe a cabeça
suarenta nos travesseiros e estirou-se ao lado dela, como que
procurando pensar, pensar... Aulus fez significativo gesto a
Teonília e exclamou: - Este é o momento exato.
Cuidadosamente, começaram ambos a aplicar-lhe passes
sobre a cabeça, concentrando energia magnética
ao longo das células corticais. Anésia viu-se
presa de branda hipnose, que ela própria atribula ao
cansaço e não relutou. Em breves instantes, deixava
o corpo denso na prostração do sono, vindo ao
nosso encontro em desdobramento quase natural.”
Voltar
ao topo
Influências
negativas * Evangelização
nº 28/05 do LIE.
Quase
todos sabemos que os médiuns são mais atingidos,
pelos espíritos sem luz. Constatamos assim que no outro
lado da vida também imperam sentimentos de raiva, ciúme,
ódio, inveja, revanche, e obsessões várias.
Nessa área a única diferença é que
os encarnados estão vivos e atuantes na Terra, enquanto
que os desencarnados, a maioria deles, nem sabe que faleceu,
portanto conservam a mesma identidade que tinham na Terra, memória
igual, idem em relação a desejos e vícios.
Os livros de André Luiz mostram com evidência que
os espíritos sem Luz costumam morar nas casas em que
viveram antes do desencarne. É pôr isto que as
famílias Japonesas tem na sala de suas residências,
um altar ante o qual rezam pelos parentes e ligações
familiares. Este livro nos conta um episódio triste de
decadência no seio de uma família. Leiamos um trecho
deste capitulo 19, no qual se observam choques de paixões
e obsessões muito graves: “E,
imprimindo grave tonalidade à voz, o Assistente enunciou:
- Estará descendo Jovino a impressões do pretérito?
não será uma provação que o nosso
amigo terá traçado à própria consciência,
com finalidade redentora, e à qual não sabe agora
como resistir? Teonília esboçou um gesto de humildade
silenciosa, enquanto Aulus rematava, afagando-lhe os ombros:
- Guardemos otimismo e confiança. Amanhã, à
noitinha, conte conosco no lar de Anésia. Sondaremos,
de perto, quanto nos caiba fazer. Nossa amiga, expressou reconhecimento
e despediu-se sorrindo. A sós conosco, durante o regresso
ao nosso templo de trabalho e de estudo, Aulus salientou a nossa
oportunidade de prosseguir observando. O assunto prendia-se
naturalmente a problema de influenciação e teríamos
ensejo de examinar fenômenos mediúnicos importantes,
na esfera vulgar da experiência de muitos. Com efeito,
em momento preestabelecido, reunimo-nos no dia seguinte para
a excursão programada. Atingimos a estação
de destino ao anoitecer. Teonília aguardava-nos no pórtico
de domicílio confortável, sem ser luxuoso. Pequeno
roseiral à entrada dizia sem palavras dos belos sentimentos
dos moradores. Guiados por nossa amiga, alcançamos o
interior doméstico. A família entregava-se à
refeição. Uma senhora jovem servia atenciosamente
a um cavalheiro maduro e bem-posto, ladeado por três meninas,
das quais a mais moça revelava a graça primaveril
dos catorze a quinze anos. Claro que o entendimento da véspera
dispensava novas informações. Aulus, no entanto,
esclareceu, minucioso - Anésia e Jovino acham-se aqui
com as filhinhas Marcina, Marta e Márcia. A palestra
familiar desdobrava-se afetuosa, mas o dono da casa parecia
contrafeito. Doces apontamentos das meninas não lhe arrancavam
o mais leve sorriso. Contudo, enquanto o genitor timbrava em
mostrar-se aborrecido, a mãezinha se fazia mais terna
e mais contente, incentivando a conversação das
duas filhas mais velhas que comentavam episódios humorísticos
do bazar de quinquilharias em que trabalhavam juntas. Findo
o jantar, a senhora dirigiu-se à mais moça e recomendou
com carinho - Márcia, minha filha, volte à vovó
e espere por mim. Nossa doente não deve estar a sós.
A pequena obedeceu de bom grado e, transcorridos alguns instantes,
Marcina e Marta demandaram sala próxima, em palestra
mais íntima. Dona Anésia reajustou a copa e a
cozinha, operando em silêncio, enquanto o marido se esparramava
numa poltrona, devorando os jornais vespertinos. Reparando,
todavia, que o esposo se levantara para sair, endereçou-lhe
olhar inquieto e Indagou, delicadamente: - Poderemos, acaso,
esperar hoje por você? - Hoje? hoje?..- redargüiu
o interlocutor, sem fixá-la. E o diálogo prosseguiu,
animadamente. - Sim, um pouco mais tarde; faremos nossas preces
em conjunto... - Preces? Para que isso? - Sinceramente, Jovino,
creio no poder da oração e suponho que nunca precisamos
tanto como agora de usa-la em favor de nossa tranqüilidade
doméstica. - Não concordo com a sua opinião.
E, sarcástico, a exibir estranho sorriso, continuou:
- Não disponho de tempo para lidar com os seus tabus.
Tenho compromissos inadiáveis. Estudarei, junto de amigos,
excelente negócio. Nesse instante, contudo, surpreendente
imagem de mulher surgiu-lhe à frente dos olhos, qual
se fora projetada sobre ele a distância, aparecendo e
desaparecendo com intermitência. Jovino fez-se mais distraído,
mais enfadado. Fitava agora a esposa com indiferença
irônica, demonstrando inexcedível dureza espiritual.”
Voltar
ao topo
O
poder da concentração*
Evangelização
nº 29/05 do LIE.
A
descrição dos movimentos do médium Antônio
Castro, mostra-nos até onde pode ir o poder da concentração
de um médium dedicado aos serviços. Mostra a equipe
do irmão Clementino dando passes e outros irmãos
que ali estavam para atender os serviços mediúnicos
da noite. André Luiz descreve a concentração
do médium e como um trabalho dessa natureza precisa ser
feito com a máxima atenção e cuidado. Vamos
transcrever aqui uma parte do capitulo 11, na qual o espírito
de André Luiz revela-nos a participação
de cada médium e a importância dessa dedicação
ao bom desenvolvimento dos trabalhos. Leiamos esse trecho que
começa na página 98 e que diz o seguinte: “Tentou
movimentar-se, contudo, parecia sentir-se pesado e inquieto...
Clementino renovou as operações magnéticas
e Castro, desdobrado, recuou, como que se justapondo novamente
ao corpo físico. Verifiquei, então, que desse
contato resultou singular diferença. O corpo carnal engolira,
instintivamente, certas faixas de força que imprimiam
manifesta irregularidade ao perispírito, absorvendo-as
de maneira incompreensível para mim. Desde esse instante,
o companheiro, fora do vaso de matéria densa, guardou
o porte que lhe era característico. Era, agora, bem ele
mesmo, sem qualquer deformidade, leve e ágil, embora
prosseguisse encadeado ao envoltório físico pelo
laço aeriforme, que parecia mais adelgaçado e
mais luminoso, à medida que Castro-Espírito se
movimentava em nosso meio. Enquanto Clementino o encorajava
com palavras amigas, o nosso orientador, certamente assinalando-nos
a curiosidade, deu-se pressa em esclarecer: - Com o auxilio
do supervisor, o médium foi convenientemente exteriorizado.
A principio, seu perispírito ou corpo astral estava revestido
com os eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio
entre a alma e o corpo de carne, conhecidos aqueles, em seu
conjunto, como sendo o duplo etérico, formado por emanações
neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico
e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento
da organização terrestre, destinando-se à
desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento
carnal, por ocasião da morte renovadora. Para melhor
ajustar-se ao nosso ambiente, Castro devolveu essas energias
ao corpo inerme, garantindo assim o calor indispensável
à colmeia celular e desembaraçando-se, tanto quanto
possível, para entrar no serviço que o aguarda.
- Ah! - disse Hilário, com expressão admirativa
- aqui vemos, desse modo, a exteriorização da
sensibilidade! ... - Sim, se algum pesquisador humano ferisse
o espaço em que se situa a organização
perispiritica do nosso amigo, registraria ele, de imediato,
a dor do golpe que se lhe desfechasse, queixando-se disso, através
da língua física, porque, não obstante
liberto do vaso somático, prossegue em comunhão
com ele, por intermédio do laço fluídico
de ligação. Observei atentamente o médium
projetado ao nosso círculo de trabalho. Não envergava
o costume azul e cinza de que se vestia no recinto, mas sim
um roupão esbranquiçado e inteiriço que
descia dos ombros até o solo, ocultando-lhe os pés,
e dentro do qual se movia, deslizante. Aulus registrou-me as
anotações íntimas e esclareceu: - Nosso
irmão, com a ajuda de Clementino, está usando
as forças ectoplásmicas que lhe são próprias,
acrescidas com os recursos de cooperação do ambiente
em que nos achamos. Semelhantes energias transudam de nossa
alma, conforme a densidade específica de nossa própria
organização, variando desde a sublime fluidez
da irradiação luminescente até a substância
pastosa com que se operam nas crisálidas os variados
fenômenos de metamorfose.
Voltar
ao topo
Importância
dos pensamentos que geramos e das palavras que falamos *
Evangelização
nº 109/07 do LIE.
Na incorporação em que o médium Raul Silva
faz entrosamento com o Espírito Irmão Clementino,
André Luiz registra com minúcias as ondas mentais
e espirituais que se estabelecem entre os dois. Do outro lado
da vida alguns espíritos dispõem de um aparelho
chamado psicoscópio e, ligando-o o espírito auxiliar
chamado AULUS pede a André Luiz que veja e reflita sobre
o que estará vendo. E André Luiz viu um e outro
como se fossem duas correntes elétricas sob tensão.
Primeiro, viu as irradiações da mente e as luminosidades
no encéfalo dos plexos até a pele do médium;
os dois eram ali, antenas de emissão e recepção.
Vejamos a descrição feita por André Luiz
sobre essa troca mediúnica sobre os dois agentes acima
enunciados:
“Nos fulcros dinâmicos se
processam as ações e as reações
mentais, que determinam vibrações criativas, através
do pensamento ou da palavra, considerando-se o encéfalo
como poderosa estação emissora e receptora e a
boca por valioso alto-falante. Tais estímulos se expressam
ainda pelo mecanismo das mãos e dos pés ou pelas
impressões dos sentidos e dos órgãos, que
trabalham na feição de guindastes e condutores,
transformadores e analistas, sob o comando direto da mente.
A elucidação não podia ser mais simples,
contudo oferecia oportunidade a mais amplas indagações.
– Temos então aqui a técnica do próprio
pensamento? – perguntou Hilário, com interesse.
– Não tanto – adiantou o interlocutor -;
o pensamento que nos é exclusivo flui incessantemente
de nosso campo cerebral, tanto quanto as ondas magnéticas
e caloríficas que nos são particulares, e usamo-lo
normalmente, acionando os recursos de que dispomos.
– Não será, porém, tão fácil
estabelecer a diferença entre a criação
mental que nos pertence daquela que se nos incorpora à
cabeça... – ponderou meu colega intrigado. –
Sua afirmativa carece de base – exclamou o Assistente.
– Qualquer pessoa que saiba manejar a própria atenção
observará a mudança, de vez que o nosso pensamento
vibra em certo grau de freqüência, a concretizar-se
em nossa maneira especial de expressão, no círculo
dos hábitos e dos pontos de vista, dos modos e do estilo
que nos são peculiares. E, bem-humorado, comentou: -
Em assuntos dessa ordem, é imprescindível muito
cuidado no julgar, porque, enquanto afinamos o critério
pela craveira terrena, possuímos uma vida mental quase
sempre parasitária, de vez que ocultamos a onda de pensamento
que nos é própria, para refletir e agir com os
preconceitos consagrados ou com a pragmática dos costumes
preestabelecidos, que são cristalizações
mentais no tempo, ou com as modas do dia e as opiniões
dos afeiçoados que constituem fácil acomodação
com o menor esforço. Basta, no entanto, nos afeiçoemos
aos exercícios da meditação, ao estudo
edificante e ao hábito de discernir para compreendermos
onde se nos situa a faixa de pensamento, identificando com nitidez
as correntes espirituais que passamos a assimilar. Hilário
pensou alguns instantes e, estampando na fisionomia o contentamento
de quem fizera importante descoberta, falou satisfeito:
- Agora percebo como podem surgir fenômenos mediúnicos
em comezinhas situações da vida, tanto nos feitos
notáveis da genialidade, como nos dramas cotidianos...
– Sim, sim... – acentuou o orientador, agora preocupado
com o tempo que a nossa palestra consumia - a mediunidade é
um dom inerente a todos os seres, como a faculdade de respirar,
e cada criatura assimila as forças superiores ou inferiores
com as quais sintoniza. Por isso mesmo, o Divino Mestre recomendou-nos
oração e vigilância para não cairmos
nas sugestões do mal, por que a tentação
é o fio de forças vivas a irradiar-se de nós,
captando os elementos que lê são semelhantes e
tecendo, assim, ao redor de nossa alma, espessa rede de impulsos
por vezes irresistíveis. E, buscando o lugar que lhe
competia nos trabalhos em andamento, ajuntou: - Estudemos trabalhando.
O tempo utilizado no serviço do próximo é
bênção que entesouramos em nosso próprio
favor, para sempre.
Voltar
ao topo