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Palavras que trazem Luz
Como é a vida no plano espiritual.
Porque pensar e fazer o Bem.
As consequências dos sentimentos negativos.
A Mediunidade na evolução do homem
Conhecendo os dois planos da existência.
A vida depois da desencarnação.
A Sexualidade do ponto de vista espiritual!
Estudo da obra No Mundo Maior!
As conquistas no campo da renovação mental.
Estudando a mediunidade!
A semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória!
Os trabalhadores da última hora!
A vida em dois mundos!
Produzido pelo
Lar Irmã Esther
Guaíba/RS
Desenvolvimento:
Marcelo Plocharski

Estudos sobre o Livro "Nos domínios da mediunidade" de André Luiz com psicografia de Chico Xavier

Clique sobre o assunto que você quer estudar e vá direto para o texto:

O poder da oração * Evangelização nº 27/05 do LIE.

Influências negativas * Evangelização nº 28/05 do LIE.

O poder da concentração * Evangelização nº 29/05 do LIE.

Importância dos pensamentos que geramos e das palavras que falamos * Evangelização nº 109/07 do LIE.


O poder da oração * Evangelização nº 27/05 do LIE

Nenhuma forma de mediunidade com Jesus pode ser desenvolvida sem a prece diária. O carpinteiro precisa de ferramentas para executar suas tarefas na madeira e nós e todas as pessoas, necessitamos da nossa ferramenta essencial que é a oração. No capítulo acima citado vemos o caso de Anésia quando estava assistindo sua mãe sofrendo de forte dispnéia e à beira da desencarnação! Também à beira do leito da enferma de 70 anos estava uma entidade de cor escura, com uma máscara no rosto. Era a sombra de um filho da doente, que desencarnara sob o efeito de drogas e que era adorado pela velhinha Anésia que era médium, pôz-se a rezar pedindo a Deus misericórdia para sua difícil situação. Só que para piorar o drama, seu marido Jovino, desonrava o leito conjugal buscando outras mulheres para recrear-se. As netas da enferma também se achavam ao pé de cama e este capítulo mostra como foram atendidas as preces de Anésia e a auto-reforma que ela se obrigou a fazer em si para melhorar toda aquela situação. Jovino iria cruzar pôr experiências duras e amargas, mas a fé crescente de Anésia fez com que espíritos superiores do bem a ajudassem muito. Leiamos o que está escrito no trecho deste capítulo: “A Dona da casa sentou-se junto à enferma e acompanhada pela atenção da filhinha, pronunciou sentida prece. À medida que orava, funda modificações se lhe imprimia ao mundo interior. Os dardos de tristeza, que lhe dilaceravam a alma, desapareceram ante os raios de branda luz a se lhe exteriorizarem do coração. Desde esse instante, qual se houvera acendido uma lâmpada em plena obscuridade, vários desencarnados sofredores penetraram o quarto, abeirando-se dela, à maneira de doentes, solicitando medicação. Nenhum deles nos assinalava a presença e, diante da nossa curiosidade silenciosa, Aulus aclarou. - São companheiros que trazem ainda a mente em teor vibratório idêntico ao da existência na carne. Na fase em que estagiam, mais depressa se ajustam com o auxílio dos encarnados, em cuja faixa de impressões ainda respiram. Quantos se encontram em semelhante estado, dentro do raio de ação das preces de nossa amiga, recebem o toque de espiritualidade que emana do serviço dessa natureza e, quando sensíveis ao bem ou sedentos de renovação interior, dão-se pressa em responder ao apelo de elevação que os visita, aderindo à oração, de cujo sublime poder recolhem esclarecimento e consolo, amparo e benefício. - Quanto valor num insignificante ato de fé!... O Assistente afagou a fronte inquieta de Mário e concordou: - Sim o homem terrestre criou enormes complicações ao seu caminho, contudo, a morte constrange-o a regressar aos alicerces da simplicidade para a regeneração da própria vida. A essa altura, Anésia abriu precioso livro de meditações evangélicas, acreditando agir ao acaso, mas o tema, em verdade, foi escolhido por Teonília, que lhe vigiava, bondosa, os movimentos. Com surpresa, a dona da casa notou que a texto se reportava à necessidade do trabalho e do perdão. Dócil, correspondendo à influenciação da mentora espiritual, a esposa de Jovino começou a falar sabiamente sobre os impositivos do serviço e da tolerância construtiva, em favor da edificação justa do bem. A voz dela, fluente e suave, transmitia, sem que ela mesma percebesse, o pensamento de Teonília que, com isso, buscava socorrer-lhe o coração atormentado. Numa pausa mais longa, Márcia reparou com inteligência: - Continue, mãezinha! Continue... Tenho a idéia de que nos achamos à frente de enorme multidão... E sem refletir que estava pregando, acima de tudo, para si mesma, Anésia adiantou: - Sim, minha filha, estamos sozinhas porque a vovó, fatigada, não nos ouve. Isso, porém, é só na aparência. Muitos irmãos desencarnados, decerto, permanecem aqui conosco e acompanham nosso culto de oração. E prosseguiu nos comentários que, efetivamente, acendiam novo ânimo nas almas presentes, ávidas de luz, tanto quanto sequiosas de paz e refazimento. Terminada a tarefa, Márcia despediu-se da mãezinha com um beijo. O serviço escolar da manhã exigia o repouso mais cedo. Depois de afetuosas recomendações à menina, viu-se Anésia a sós com a genitora semi-inconsciente. Acariciou-lhe o rosto pálido, acomodou-lhe a cabeça suarenta nos travesseiros e estirou-se ao lado dela, como que procurando pensar, pensar... Aulus fez significativo gesto a Teonília e exclamou: - Este é o momento exato. Cuidadosamente, começaram ambos a aplicar-lhe passes sobre a cabeça, concentrando energia magnética ao longo das células corticais. Anésia viu-se presa de branda hipnose, que ela própria atribula ao cansaço e não relutou. Em breves instantes, deixava o corpo denso na prostração do sono, vindo ao nosso encontro em desdobramento quase natural.”

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Influências negativas * Evangelização nº 28/05 do LIE.

Quase todos sabemos que os médiuns são mais atingidos, pelos espíritos sem luz. Constatamos assim que no outro lado da vida também imperam sentimentos de raiva, ciúme, ódio, inveja, revanche, e obsessões várias. Nessa área a única diferença é que os encarnados estão vivos e atuantes na Terra, enquanto que os desencarnados, a maioria deles, nem sabe que faleceu, portanto conservam a mesma identidade que tinham na Terra, memória igual, idem em relação a desejos e vícios.
Os livros de André Luiz mostram com evidência que os espíritos sem Luz costumam morar nas casas em que viveram antes do desencarne. É pôr isto que as famílias Japonesas tem na sala de suas residências, um altar ante o qual rezam pelos parentes e ligações familiares. Este livro nos conta um episódio triste de decadência no seio de uma família. Leiamos um trecho deste capitulo 19, no qual se observam choques de paixões e obsessões muito graves: “E, imprimindo grave tonalidade à voz, o Assistente enunciou: - Estará descendo Jovino a impressões do pretérito? não será uma provação que o nosso amigo terá traçado à própria consciência, com finalidade redentora, e à qual não sabe agora como resistir? Teonília esboçou um gesto de humildade silenciosa, enquanto Aulus rematava, afagando-lhe os ombros: - Guardemos otimismo e confiança. Amanhã, à noitinha, conte conosco no lar de Anésia. Sondaremos, de perto, quanto nos caiba fazer. Nossa amiga, expressou reconhecimento e despediu-se sorrindo. A sós conosco, durante o regresso ao nosso templo de trabalho e de estudo, Aulus salientou a nossa oportunidade de prosseguir observando. O assunto prendia-se naturalmente a problema de influenciação e teríamos ensejo de examinar fenômenos mediúnicos importantes, na esfera vulgar da experiência de muitos. Com efeito, em momento preestabelecido, reunimo-nos no dia seguinte para a excursão programada. Atingimos a estação de destino ao anoitecer. Teonília aguardava-nos no pórtico de domicílio confortável, sem ser luxuoso. Pequeno roseiral à entrada dizia sem palavras dos belos sentimentos dos moradores. Guiados por nossa amiga, alcançamos o interior doméstico. A família entregava-se à refeição. Uma senhora jovem servia atenciosamente a um cavalheiro maduro e bem-posto, ladeado por três meninas, das quais a mais moça revelava a graça primaveril dos catorze a quinze anos. Claro que o entendimento da véspera dispensava novas informações. Aulus, no entanto, esclareceu, minucioso - Anésia e Jovino acham-se aqui com as filhinhas Marcina, Marta e Márcia. A palestra familiar desdobrava-se afetuosa, mas o dono da casa parecia contrafeito. Doces apontamentos das meninas não lhe arrancavam o mais leve sorriso. Contudo, enquanto o genitor timbrava em mostrar-se aborrecido, a mãezinha se fazia mais terna e mais contente, incentivando a conversação das duas filhas mais velhas que comentavam episódios humorísticos do bazar de quinquilharias em que trabalhavam juntas. Findo o jantar, a senhora dirigiu-se à mais moça e recomendou com carinho - Márcia, minha filha, volte à vovó e espere por mim. Nossa doente não deve estar a sós. A pequena obedeceu de bom grado e, transcorridos alguns instantes, Marcina e Marta demandaram sala próxima, em palestra mais íntima. Dona Anésia reajustou a copa e a cozinha, operando em silêncio, enquanto o marido se esparramava numa poltrona, devorando os jornais vespertinos. Reparando, todavia, que o esposo se levantara para sair, endereçou-lhe olhar inquieto e Indagou, delicadamente: - Poderemos, acaso, esperar hoje por você? - Hoje? hoje?..- redargüiu o interlocutor, sem fixá-la. E o diálogo prosseguiu, animadamente. - Sim, um pouco mais tarde; faremos nossas preces em conjunto... - Preces? Para que isso? - Sinceramente, Jovino, creio no poder da oração e suponho que nunca precisamos tanto como agora de usa-la em favor de nossa tranqüilidade doméstica. - Não concordo com a sua opinião. E, sarcástico, a exibir estranho sorriso, continuou: - Não disponho de tempo para lidar com os seus tabus. Tenho compromissos inadiáveis. Estudarei, junto de amigos, excelente negócio. Nesse instante, contudo, surpreendente imagem de mulher surgiu-lhe à frente dos olhos, qual se fora projetada sobre ele a distância, aparecendo e desaparecendo com intermitência. Jovino fez-se mais distraído, mais enfadado. Fitava agora a esposa com indiferença irônica, demonstrando inexcedível dureza espiritual.”

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O poder da concentração* Evangelização nº 29/05 do LIE.

A descrição dos movimentos do médium Antônio Castro, mostra-nos até onde pode ir o poder da concentração de um médium dedicado aos serviços. Mostra a equipe do irmão Clementino dando passes e outros irmãos que ali estavam para atender os serviços mediúnicos da noite. André Luiz descreve a concentração do médium e como um trabalho dessa natureza precisa ser feito com a máxima atenção e cuidado. Vamos transcrever aqui uma parte do capitulo 11, na qual o espírito de André Luiz revela-nos a participação de cada médium e a importância dessa dedicação ao bom desenvolvimento dos trabalhos. Leiamos esse trecho que começa na página 98 e que diz o seguinte: “Tentou movimentar-se, contudo, parecia sentir-se pesado e inquieto... Clementino renovou as operações magnéticas e Castro, desdobrado, recuou, como que se justapondo novamente ao corpo físico. Verifiquei, então, que desse contato resultou singular diferença. O corpo carnal engolira, instintivamente, certas faixas de força que imprimiam manifesta irregularidade ao perispírito, absorvendo-as de maneira incompreensível para mim. Desde esse instante, o companheiro, fora do vaso de matéria densa, guardou o porte que lhe era característico. Era, agora, bem ele mesmo, sem qualquer deformidade, leve e ágil, embora prosseguisse encadeado ao envoltório físico pelo laço aeriforme, que parecia mais adelgaçado e mais luminoso, à medida que Castro-Espírito se movimentava em nosso meio. Enquanto Clementino o encorajava com palavras amigas, o nosso orientador, certamente assinalando-nos a curiosidade, deu-se pressa em esclarecer: - Com o auxilio do supervisor, o médium foi convenientemente exteriorizado. A principio, seu perispírito ou corpo astral estava revestido com os eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne, conhecidos aqueles, em seu conjunto, como sendo o duplo etérico, formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora. Para melhor ajustar-se ao nosso ambiente, Castro devolveu essas energias ao corpo inerme, garantindo assim o calor indispensável à colmeia celular e desembaraçando-se, tanto quanto possível, para entrar no serviço que o aguarda. - Ah! - disse Hilário, com expressão admirativa - aqui vemos, desse modo, a exteriorização da sensibilidade! ... - Sim, se algum pesquisador humano ferisse o espaço em que se situa a organização perispiritica do nosso amigo, registraria ele, de imediato, a dor do golpe que se lhe desfechasse, queixando-se disso, através da língua física, porque, não obstante liberto do vaso somático, prossegue em comunhão com ele, por intermédio do laço fluídico de ligação. Observei atentamente o médium projetado ao nosso círculo de trabalho. Não envergava o costume azul e cinza de que se vestia no recinto, mas sim um roupão esbranquiçado e inteiriço que descia dos ombros até o solo, ocultando-lhe os pés, e dentro do qual se movia, deslizante. Aulus registrou-me as anotações íntimas e esclareceu: - Nosso irmão, com a ajuda de Clementino, está usando as forças ectoplásmicas que lhe são próprias, acrescidas com os recursos de cooperação do ambiente em que nos achamos. Semelhantes energias transudam de nossa alma, conforme a densidade específica de nossa própria organização, variando desde a sublime fluidez da irradiação luminescente até a substância pastosa com que se operam nas crisálidas os variados fenômenos de metamorfose.

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Importância dos pensamentos que geramos e das palavras que falamos * Evangelização nº 109/07 do LIE.

Na incorporação em que o médium Raul Silva faz entrosamento com o Espírito Irmão Clementino, André Luiz registra com minúcias as ondas mentais e espirituais que se estabelecem entre os dois. Do outro lado da vida alguns espíritos dispõem de um aparelho chamado psicoscópio e, ligando-o o espírito auxiliar chamado AULUS pede a André Luiz que veja e reflita sobre o que estará vendo. E André Luiz viu um e outro como se fossem duas correntes elétricas sob tensão. Primeiro, viu as irradiações da mente e as luminosidades no encéfalo dos plexos até a pele do médium; os dois eram ali, antenas de emissão e recepção. Vejamos a descrição feita por André Luiz sobre essa troca mediúnica sobre os dois agentes acima enunciados:
“Nos fulcros dinâmicos se processam as ações e as reações mentais, que determinam vibrações criativas, através do pensamento ou da palavra, considerando-se o encéfalo como poderosa estação emissora e receptora e a boca por valioso alto-falante. Tais estímulos se expressam ainda pelo mecanismo das mãos e dos pés ou pelas impressões dos sentidos e dos órgãos, que trabalham na feição de guindastes e condutores, transformadores e analistas, sob o comando direto da mente. A elucidação não podia ser mais simples, contudo oferecia oportunidade a mais amplas indagações.
– Temos então aqui a técnica do próprio pensamento? – perguntou Hilário, com interesse. – Não tanto – adiantou o interlocutor -; o pensamento que nos é exclusivo flui incessantemente de nosso campo cerebral, tanto quanto as ondas magnéticas e caloríficas que nos são particulares, e usamo-lo normalmente, acionando os recursos de que dispomos.
– Não será, porém, tão fácil estabelecer a diferença entre a criação mental que nos pertence daquela que se nos incorpora à cabeça... – ponderou meu colega intrigado. – Sua afirmativa carece de base – exclamou o Assistente.
– Qualquer pessoa que saiba manejar a própria atenção observará a mudança, de vez que o nosso pensamento vibra em certo grau de freqüência, a concretizar-se em nossa maneira especial de expressão, no círculo dos hábitos e dos pontos de vista, dos modos e do estilo que nos são peculiares. E, bem-humorado, comentou: - Em assuntos dessa ordem, é imprescindível muito cuidado no julgar, porque, enquanto afinamos o critério pela craveira terrena, possuímos uma vida mental quase sempre parasitária, de vez que ocultamos a onda de pensamento que nos é própria, para refletir e agir com os preconceitos consagrados ou com a pragmática dos costumes preestabelecidos, que são cristalizações mentais no tempo, ou com as modas do dia e as opiniões dos afeiçoados que constituem fácil acomodação com o menor esforço. Basta, no entanto, nos afeiçoemos aos exercícios da meditação, ao estudo edificante e ao hábito de discernir para compreendermos onde se nos situa a faixa de pensamento, identificando com nitidez as correntes espirituais que passamos a assimilar. Hilário pensou alguns instantes e, estampando na fisionomia o contentamento de quem fizera importante descoberta, falou satisfeito:
- Agora percebo como podem surgir fenômenos mediúnicos em comezinhas situações da vida, tanto nos feitos notáveis da genialidade, como nos dramas cotidianos... – Sim, sim... – acentuou o orientador, agora preocupado com o tempo que a nossa palestra consumia - a mediunidade é um dom inerente a todos os seres, como a faculdade de respirar, e cada criatura assimila as forças superiores ou inferiores com as quais sintoniza. Por isso mesmo, o Divino Mestre recomendou-nos oração e vigilância para não cairmos nas sugestões do mal, por que a tentação é o fio de forças vivas a irradiar-se de nós, captando os elementos que lê são semelhantes e tecendo, assim, ao redor de nossa alma, espessa rede de impulsos por vezes irresistíveis. E, buscando o lugar que lhe competia nos trabalhos em andamento, ajuntou: - Estudemos trabalhando. O tempo utilizado no serviço do próximo é bênção que entesouramos em nosso próprio favor, para sempre.

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