Ouça
belas mensagens na voz do nosso querido Chico:
1.
Um
Momento - André Luiz
2.
Teu
Livro - Emmanuel
3.
Mais
Luz - Emmanuel
O
maior e mais prolífico médium psicógrafo
do mundo em todas as épocas nasceu em Pedro Leopoldo,
modesta cidade de Minas Gerais, Brasil, em 2 de abril
de 1910. Vive, desde 1959, em Uberaba, no mesmo Estado.
Completou o curso primário, apenas. Pais: João
Cândido Xavier e Maria João de Deus, desencarnados
em 1960 e 1915, respectivamente. Infância difícil;
foi caixeiro de armazém e modesto funcionário
público, aposentado desde 1958. Em 7 de maio
de 1927 participa de sua primeira reunião espírita.
Até 1931 recebe muitas poesias e mensagens, várias
das quais saíram a público, estampadas
à revelia do médium em jornais e revistas,
como de autoria de F. Xavier. Nesse mesmo ano, vê,
pela primeira vez, o Espírito Emmanuel, seu inseparável
mentor espiritual até hoje.
O
MENINO CHICO
Desde
os 4 anos de idade o menino Chico teve a sua vida assinalada
por singulares manifestações. Seu pai
chegou, inclusive, a crer que o seu verdadeiro filho
havia sido trocado por outro... Aquele seu filho era
estranho!... De formação católica,
o garoto orava com extrema devoção, conforme
lhe ensinara D. Maria João de Deus, a querida
mãezinha, que o deixaria órfão
aos 5 anos. Dentro de grandes conflitos e extremas dificuldades,
o menino ia crescendo, sempre puro e sempre bom, incapaz
de uma palavra obscena, de um gesto de desobediência.
As "sombras" amigas, porém, não
o deixavam... Conversava com a mãezinha desencarnada,
ouvia vozes confortadoras. Na escola, sentia a presença
delas, auxiliando-o nas tarefas habituais. O certo é
que os seus primeiros anos o marcaram profundamente;
ele nunca os esqueceu... A necessidade de trabalhar
desde cedo para auxiliar nas despesas domésticas
foi em sua vida, conforme ele mesmo o diz, uma bênção
indefinível. Sim,
a doença também viera precocemente fazer-lhe
companhia. Primeiro os pulmões, quando trabalhava
na tecelagem; depois os olhos; agora é a angina.
COMEÇO
DO SEU MEDIUNATO :
Francisco
Cândido Xavier (Chico Xavier) iniciou, publicamente,
seu mandato mediúnico em 8 de julho de 1927,
em Pedro Leopoldo. Contando 17 anos de idade, recebeu
as primeiras páginas mediúnicas. Em noite
memorável, os Espíritos deram início
a um dos trabalhos mais belos de toda a história
da humanidade. Dezessete folhas de papel foram preenchidas,
celeremente, versando sobre os deveres do espírita-cristão.
Depoimento de Chico Xavier: (...) "Era uma noite
quase gelada e os companheiros que se acomodavam junto
à mesa me seguiram os movimentos do braço,
curiosos e comovidos. A sala não era grande,
mas, no começo da primeira transmissão
de um comunicado do mais Além, por meu intermédio,
senti-me fora de meu próprio corpo físico,
embora junto dele. No entanto, ao passo que o mensageiro
escrevia as dezessete páginas que nos dedicou,
minha visão habitual experimentou significativa
alteração. As paredes que nos limitavam
o espaço desapareceram. O telhado como que se
desfez e, fixando o olhar no alto, podia ver estrelas
que tremeluziam no escuro da noite. Entretanto, relanceando
o olhar no ambiente, notei que toda uma assembléia
de entidades amigas me fitavam com simpatia e bondade,
em cuja expressão adivinhava, por telepatia espontânea,
que me encorajavam em silêncio para o trabalho
a ser realizado, sobretudo, animando-me para que nada
receasse quanto ao caminho a percorrer."
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EMMANUEL
E DUAS ORIENTAÇÕES PARA O RESTO DA VIDA
:
Emmanuel,
nos primórdios da mediunidade de Chico Xavier,
deu-lhe duas orientações básicas
para o trabalho que deveria desempenhar. Fora de qualquer
uma delas, tudo seria malogrado. Eis a primeira.
-
"Está você realmente disposto a trabalhar
na mediunidade com Jesus?"
-
Sim, se os bons espíritos não me abandonarem...
-respondeu o médium.
-
Não será você desamparado - disse-lhe
Emmanuel - mas para isso é preciso que você
trabalhe, estude e se esforce no bem.
-
E o senhor acha que eu estou em condições
de aceitar o compromisso? - tornou o Chico.
-
Perfeitamente, desde que você procure respeitar
os três pontos básicos para o Serviço...
Porque o protetor se calasse o rapaz perguntou:
-
Qual é o primeiro? A resposta veio firme:
-
Disciplina.
-
E o segundo?
-
Disciplina.
-
E o terceiro?
-
Disciplina.
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"
A segunda mais importante orientação de
Emmanuel para o médium é assim relembrada:
- "Lembro-me de que num dos primeiros contatos
comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu
lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de
tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições
de Allan Kardec e, disse mais, que, se um dia, ele,
Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse
de acordo com as palavras de Jesus e de Kardec, que
eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo.
Em
1932 publica a FEB seu primeiro livro, o famoso "Parnaso
de Além-Túmulo"; hoje as obras que
psicografou vão a mais de 400. Várias
delas estão traduzidas e publicadas em castelhano,
esperanto, francês, inglês, japonês,
grego, etc.
De moral ilibada, realmente humilde e simples, Chico
Xavier jamais auferiu vantagens, de qualquer espécie,
da mediunidade. Sua vida privada e pública tem
sido objeto de toda especulação possível,
na informação falada, escrita e televisionada.
Ápodos e críticas ferinas, têm-no
colhido de miúdo, sabendo suportá-los
com verdadeiro espírito cristão.
Viajou com o médium Waldo Vieira aos Estados
Unidos e à Europa, onde visitaram a Inglaterra,
a França, a Itália, a Espanha e Portugal,
sempre a serviço da Doutrina Espírita.
Chico Xavier é hoje uma figura de projeção
nacional e internacional, suas entrevistas despertam
a atenção de milhares de pessoas, mesmo
alheias ao Espiritismo; tem aparecido em programas de
TV, respondendo a perguntas as mais diversas, orientando
as respostas pelos postulados espíritas.
Já recebeu o título de Cidadão
Honorário de várias cidades: Rio Preto,
São Bernardo do Campo, Franca, Campinas, Santos,
Catanduva, em São Paulo; Uberlândia, Araguari
e Belo Horizonte, em Minas Gerais; Campos, no Estado
do Rio de Janeiro, etc., etc.
Dos livros que psicografou já se venderam mais
de 12 milhões de exemplares, só dos editados
pela FEB, em número de 88. "Parnaso de Além-Túmulo",
a primeira obra publicada em 1932, provocou (e comprovou)
a questão da identificação das
produções mediúnicas, pelo pronunciamento
espontâneo dos críticos, tais como Humberto
de Campos, ainda vivo na época, Agripino Grieco,
severo crítico literário, de renome nacional,
Zeferino Brasil, poeta gaúcho, Edmundo Lys, cronista,
Garcia Júnior, etc. Prefaciando "Parnaso
de Além-Túmulo", escreveu Manuel
Quintão: "Romantismo, Condoreirismo, Parnasianismo,
Simbolismo, aí se ostentam em louçanias
de sons e de cores, para afirmar não mais subjetiva,
mas objetivamente, a sobrevivência de seus intérpretes.
É ler Casimiro e reviver 'Primaveras'; é
recitar Castro Alves e sentir 'Espumas Flutuantes';
é declamar Junqueiro e lembrar a 'Morte de D.
João'; é frasear Augusto dos Anjos e evocar
'Eu'." Romances históricos formam a série
Romana, de Emmanuel, composta de: "Há 2000
Anos...", "50 Anos Depois", "Ave,
Cristo!", "Paulo e Estevão", provocando
a elaboração do "Vocabulário
Histórico-Geográfico dos Romances de Emmanuel",
de Roberto Macedo, estudo elucidativo dos eventos históricos
citados nas obras. "Há 2000 Anos..."
é o relato da encarnação de Emmanuel
à época de Jesus. De Humberto de Campos
(Espírito), aparece, em 1938, o profético
e discutido "Brasil, Coração do Mundo,
Pátria do Evangelho", uma história
de nossa pátria e dos fatos e ela ligados, em
dimensão espiritual. A série André
Luiz é reveladora, doutrinária e científica;
com obras notáveis e a maioria completa, no tocante
à vida depois da desencarnação,
obras anteriores, de Swedenborg, A. Jackson Davis, Cahagnet,
G. Vale Owen e outros.
Pertencem
a essa série: "Nosso Lar", "Os
Mensageiros", "Missionários da Luz",
"Obreiros da Vida Eterna", "No Mundo
Maior", "Agenda Cristã", "Libertação",
"Entre a Terra e o Céu", "Nos
Domínios da Mediunidade", "Ação
e Reação", "Evolução
em dois Mundos", "Mecanismos da Mediunidade",
"Conduta Espírita", "Sexo e Destino",
"Desobsessão", "E a Vida Continua...".
De parceria com o médium Waldo Vieira, Chico
Xavier psicografou 17 obras.
A
extraordinária capacidade mediúnica de
Chico Xavier está comprovada pela grande quantidade
de autores espirituais, da mais elevada categoria, que
por seu intermédio se manifestam. Vários
de seus livros foram adaptados para encenação
no palco e sob a forma de radionovelas e telenovelas.
O dom mediúnico mais conhecido de Francisco Xavier
é o psicográfico. Não é,
todavia, o único. Tem ele, e as exercita constantemente,
outras mediunidades, tais como: psicofonia, vidência,
audiência, receitista, e outras.
Sua
vida, verdadeiramente apostolar, dedicou-a, o médium,
aos sofredores e necessitados, provindos de longínquos
lugares, e também aos afazeres medianeiros, pelos
quais não aceita, em absoluto, qualquer espécie
de paga. Os direitos autorais ele os tem cedido graciosamente
a várias Editoras e Casas Espíritas, desde
o primeiro livro. Sua vida e sua obra têm sido
objeto de numerosas entrevistas radiofônicas e
televisadas, e de comentários em jornais e revistas,
espíritas ou não, e em livros dos quais
podemos citar: o opúsculo intitulado "Pinga-Fogo,
Entrevistas", obra publicada pelo Instituto de
Difusão Espírita, de Araras; "Trinta
Anos com Chico Xavier", de Clóvis Tavares;
"No Mundo de Chico Xavier", de Elias Barbosa;
"Lindos Casos de Chico Xavier", de Ramiro
Gama; "40 Anos no Mundo da Mediunidade", de
Roque Jacinto; "A Psicografia ante os Tribunais",
de Miguel Timponi; "Amor e Sabedoria de Emmanuel",
de Clóvis Tavares; "Presença de Chico
Xavier", de Elias Barbosa; "Chico Xavier Pede
Licença", de Irmão Saulo, pseudônimo
de Herculano Pires; "Nosso Amigo Xavier",
de Luciano Napoleão; "Chico Xavier, o Santo
dos Nossos Dias" e "O Prisioneiro de Cristo",
de R. A. Ranieri; “Chico Xavier - Mandato de Amor”,
da U.E.M.; “As Vidas de Chico Xavier”, de
Marcel Souto Maior, etc.
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O
AMOR DE CHICO XAVIER POR JESUS :
Depoimento
de Chico Xavier: "(...) Deus nos permita a satisfação
de continuar sempre trabalhando na Grande Causa d'Ele,
Nosso Senhor e Mestre. Desde criança, a figura
do Cristo me impressiona. Ao perder minha mãe,
aos cinco janeiros de idade, conforme os próprios
ensinamentos dela, acreditei n'Ele, na certeza de que
Ele me sustentaria. Conduzido a uma casa estranha, na
qual conheceria muitas dificuldades para continuar vivendo,
lembrava-me d'Ele, na convicção de que
Ele era um amigo poderoso e compassivo que me enviaria
recursos de resistência e ao ver minha mãe
desencarnada pela primeira vez, com o cérebro
infantil sem qualquer conhecimento dos conflitos religiosos
que dividem a Humanidade, pedi a ela me abençoasse
segundo o nosso hábito em família e lembro-me
perfeitamente de que perguntei a ela: - Mamãe,
foi Jesus que mandou a senhora nos buscar? Ela sorriu
e respondeu: - Foi sim, mas Jesus deseja que vocês,
os meus filhos espalhados, ainda fiquem me esperando...
Aceitei o que ela dizia, embora chorasse, porque a referência
a Jesus me tranqüilizava. Quando meu pai se casou
pela segunda vez e a minha segunda mãe mandou
me buscar para junto dela, notando-lhe a bondade natural,
indaguei: - Foi Jesus quem enviou a senhora para nos
reunir? Ela me disse: - Chico, isso não sei...
Mas minha fé era tamanha que respondi: - Foi
Ele sim... Minha mãe, quando me aparece, sempre
me fala que Ele mandaria alguém nos buscar para
a nossa casa. E Jesus sempre esteve e está em
minhas lembranças como um Protetor Poderoso e
Bom, não desaparecido, não longe mas sempre
perto, não indiferente aos nossos obstáculos
humanos, e sim cada vez mais atuante e mais vivo."
Não se pode negar o sentimento de veneração
que envolve a nobre figura de Ismael, guia espiritual
do Brasil. A responsabilidade que detém, na condição
de mentor da Federação Espírita
Brasileira suscita, da parte da comunidade espírita
nacional, um profundo respeito, aliado a um imenso carinho
e uma suave ternura. Certa vez, indagaram a Chico Xavier:
- Como se processam os encontros, nas esferas resplandecentes
da Espiritualidade, de Emmanuel com Ismael? Qual a postura
do admirável Espírito do ex-senador romano,
diante da também luminosa entidade a quem confiou
Jesus os destinos do Brasil? Resposta do médium,
curta, serena e firme: - De joelhos!
Chico
Xavier desencarnou em 30.06.2002, na noite de domingo
aos 92 anos em Uberaba, Minas Gerais. Ele estava com
vários problemas de saúde e teve uma parada
cardíaca. Ele completaria 75 anos de atividade
mediúnica no dia 8 de julho.
Fonte:
www.universoespirita.org.br
- Biografia de Chico Xavier pela FEB.
NOTA DA FEB - No presente trabalho, foram
consultadas e utilizadas as seguintes obras:
A
Psicografia ante os Tribunais. / Miguel Timponi. / FEB
- 5ª ed.,
Brasil,
Mais Além! / Duílio Lena Bérni.
/ FEB - 5ª ed., 1994.
Chico
Xavier - Mandato de Amor. / União Espírita
Mineira, 1992.
Chico
Xavier - Mediunidade e Coração. / Carlos
A. Bacelli.
Instituto
Divulgação Ed. André Luiz, 1985
Espiritismo
Básico. / Pedro Franco Barbosa. / FEB - 4ª
ed., 1995
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