"Quantas
vezes erramos e, para justificar-nos dizemos: - Ah,
se eu sobesse... Inobstante, depois de lermos e compreendermos
os textos e revelações de André
Luiz, se eventualmente voltarmos a errar, então
o que podemos dizer a nós mesmos é:
- Ah, eu sabia que não devia fazer o que fiz
mas, voltei a errar."
Uns
quinze anos atrás aventurei-me à leitura
do livro “Nosso Lar” do Espírito
André Luiz, psicografia de Chico Xavier. Chegado
o capítulo do transporte coletivo nessa colônia
descrita de forma jornalística pelo Autor Espiritual,
em que ele relata a aterrissagem e depois a subida
“em espiral” do aérobus, quase
semelhante aos nossos helicópteros terrestres,
abandonei tal leitura por achar que esse livro pertencia
à área da ficção científica
e por longos anos guardei distância da obra
de André Luiz, exceção apenas
do livro “Sinal Verde” mais baseado em
fundo filosófico. Muita água correu
debaixo da
ponte, muitos anos foram na implacável luta
pela sobrevivência e pela lucidez espiritual,
até que um dia li uma revelação
que o médium Chico fez ao escritor Jhon Marques
(jornal “Folha Espírita de Setembro de
2005, edição 377). O que li me esclareceu
e me emocionou. O livro “Nosso Lar” veio
à lume terrestre em 03/10/1943, com a chancela
confiabilissíma de Emmanuel. Na época
o médium Chico ainda residia em Pedro Leopoldo,
Minas Gerais, e prosseguia em plena efervescência
a Segunda Guerra Mundial. O que Chico Xavier falou
ao escritor Jhon Marques, em relação
ao que ele próprio vivenciou quando psicografava
“Nosso Lar” nas suas próprias palavras,
foi o seguinte:
"Ele
me disse que no capítulo intitulado Bônus
Hora, ele havia parado de psicografar por
uns 15 dias. Ele pensou que estava sendo mistificado.
Segundo ele, André Luiz, percebendo que a dúvida
poderia atrapalhar o desenvolvimento da obra, disse
que em uma
das quartas-feiras ele seria levado para conhecer
alguns aspectos da cidade. Recomendou a Chico os cuidados
em relação aos pensamentos e à
alimentação. E aconselhou que ele deitasse
em decúbito dorsal, procurando evitar qualquer
posição desconfortável, principalmente
para a região do pescoço. Chico disse
que ele se deslocou do corpo e ficou aguardando a
chegada de André Luiz, mantendo
boa consciência. No horário marcado,
André Luiz e Chico “caminham” na
rua São Sebastião, em direção
à rua Comendador Antônio Alves (rua principal
da cidade), e ficam aguardando em frente à
matriz. Lá permanecem por alguns
minutos, quando Chico observa que um veículo
na forma de um “cisne” aterriza suavemente
na rua. No lugar onde ficam os “órgãos
do
cisne” se localizavam as janelas e nos “olhos
do cisne”, os condutores do veículo.
Antes de entrar no citado veículo, André
Luiz disse a Chico que a partir daquele momento ele
não precisava articular nenhuma palavra, que
se comunicariam através do pensamento. Entraram
no veículo e Chico observou que todos os lugares
já estavam ocupados, com exceção
dos dois últimos. Chico perguntou mentalmente
a André Luiz o que aquelas pessoas estavam
fazendo ali, e ele disse que muitas estavam indo à
cidade de Nosso Lar para refazimento, e outras, para
orientação e instrução,
sempre acompanhadas por algum amigo ou benfeitor espiritual.
Chico
observou que o deslocamento do veículo era
muito diferente do avião comum, que, para pegar
altitude, tem de dispor de muito espaço. Ao
contrário. Aquele veículo pegava altitude
rapidamente, e foi
exemplificado
com as mãos que o veículo pegava altitude
utilizando um movimento espiralado. Chico não
soube precisar exatamente quanto tempo esteve no veículo,
mas me relatou que acreditava ter ficado por volta
de 40 minutos. Disse ainda que não era possível
observar pela janela o que estava acontecendo na paisagem
exterior, e que, de repente, o veículo fez
um movimento semelhante àquele quando empurramos
um objeto de plástico para o fundo da água
e soltamos, ele volta um pouco acima do nível
da água e depois se acomoda na superfície.
Naquele momento, quando Chico olhou pela janela, o
veículo estava sobre um oceano. Segundo André
Luiz, na perspectiva de Nosso Lar os encarnados “estão
vivendo em um mar de oxigênio”. O médium
relatou que o veículo deslizou por alguns minutos
na horizontal e parou em uma espécie de porto.
O comandante da “nave” disse a todos que
deveriam estar novamente naquele local em uma determinada
hora. Cada grupo seguiu a sua direção.
Chico afirmou que no trajeto para a cidade existiam
flores emitindo cores variadas. André Luiz
disse que pela manhã as flores absorvem a luz
solar e à noite emitem luz, permitindo um jogo
de cores impressionante. Chico não teve permissão
de conhecer a Governadoria. Observou que as ruas eram
bem largas e arborizadas. Conheceu algumas dependências
do Ministério da Regeneração.
Disse que entrou em uma espécie de hospital
(acho que ele se referiu ao Santuário da Bênção).
Viu muitos enfermos. Observou que as lâmpadas
nesse local tinham a forma de um coração.
André Luiz disse que durante as orações
da Governadoria e de toda a comunidade, pontualmente
às 18h, os enfermos recebem energias de refazimento
através dessas lâmpadas. André
Luiz falou sobre o chamado Bônus Hora, explicando
o seu mecanismo. Boa parte dessa explicação
consta no próprio livro. Retornaram no horário
previsto."
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André
Luiz descreve em seus livros, cidades e colonias espirituais
com suas ruas e avenidas, casas, edifícios,
hospitais, jardins, salões de arte, exuberante
arquitetura, gente andando nas ruas, gente com problemas
por solucionar, enfim, um universo espiritual constituído
de pessoas desencarnadas. As duas diferenças
maiores são que o plano vibratório dos
que estão nos mundos físicos e extrafísicos
são diferentes e os que chamamos de espíritos
são pessoas que perderam o corpo material.
Em
toda a história da Cristandade, antes de André
Luiz, o único médium que descreveu com
algumas minúcias como era o mundo invisível
em que passaram a viver os humanos desencarnados foi
Emanuel Swedenborg, sueco, que estudou em Londres
e escreveu livros sobre as visões que teve.
Viveu no século 18, fundou a Nova Igreja, que
se extinguiu após seu falecimento. Sua falha
crucial, foi não ter colocado Jesus Cristo
e seus Evangelhos como o Redentor da raça humana.
Antes
de mergulhar nos 40 capítulos que iniciaram
este trabalho, devo desculpar-me perante o leitor
pela pesquisa insuficiente ou por erros involuntários.
Devo consignar aqui que disponho de 15% da minha visão
ocular e devo ler com auxílio de lupas, lentes
e aparelhos que aumentem significativamente o tamanho
das letras. antes de considerar que isto seja uma
limitação, para mim trata-se de um incentivo
com que Deus me brindou neste trecho de minha caminhada.
O importante é que estamos fazendo o que me
propus para que a obra de André Luiz vá
para a Internet e lá possa ser pesquisada ou
visitada por internautas de todo o orbe terrestre.
Notoriamente, existem poucos curso e debates sobre
a obra de André Luiz. A FEB (Federação
Espírita Brasileira) deveria promover tais
encontros e palestras sobre essa obra tão importante
quanto o "Atos dos Apóstolos" da
Bíblia Sagrada. Prevejo o dia em que tais livros
serão pesquisados e aceitos por universidades
e ilhas de excelência do saber humano de todo
o mundo, que para isto Deus permitiu que ela viese
a este globo dos homens e das mulheres da raça
humana.
(Fernando
Ós é escritor, jornalista e Fundador
do Lar Irmã Esther em Guaíba/RS, escreveu
em parceria com Chico Xavier e Emmanuel os livros
"A Ponte" e a "Janela para a Vida").
Quem
foi André Luiz
Por
motivos próprios André Luiz nunca quiz
se identificar, o que é compreensível,
pois, criaria problemas para os seus familiares ainda
encarnados na época do lançamento do
livro "Nosso Lar". Além do mais o
que importa é a primordial Obra psicografada
através de Chico Xavier. Mas, existem informações
que, pela sua procedência, mesmo ante a impossibilidade
de comprovação total, se tornam incontestáveis.
Transcrevemos aqui, um episódio relatado à
Carlos Baccelli pelo Dr. Rezende da Casa do Caminho,
Ibiúna/SP, quando Chico Xavier e D.Corina Novelino
conversavam em Monte Carmelo/MG:
"Numa
das visitas que, na companhia do antigo companheiro
de psicografia, Waldo Vieira, Chico realizava a Monte
Carmelo - MG, cidade natal deste, D. Corina tinha,
por momentos, oportunidade de, a sós, entabular
descontraída conversa com nosso Chico. Enquanto
ficou estacionado o veículo, ela se extasiava
em apreciar a bucólica paisagem, rente a uma
cachoeira existente entre Uberaba e Morte Carmelo,
e disse-lhe:
- Chico, tenho duas perguntas a lhe fazer...Você
as responderá se quiser, mas eu não
gostaria de permanecer com esta dúvida...
- Pois não, minha filha - redargüiu o
Médium, sentindo-se à vontade.
- Quem foi André Luiz?
Sem tecer qualquer comentário ou evasiva, Chico
respondeu:
- Carlos Chagas!
E, logo após a primeira, ela aventou a segunda
pergunta, que formulou também sem rodeios:
- Chico, você é Kardec?...
A esta segunda indagação - contou D
Corina ao Dr. Rezende -, fitando-a fixamente nos olhos,
ele nada respondeu.
- Corina - desconversou ele, depois de breve silêncio
-, o nosso Emmanuel está nos acenando do alto
da cachoeira...". Como achamos que essa fonte
de informação é altamente confiavel,
segundo a nossa visão pessoal André
Luiz é o mesmo espírito que na ultima
encarnação se chamou Carlos chagas.
Rio
que corre pro mar
Vinte
anos atrás
Li trechos do livro Nosso Lar
E deixei-o de lado
Era ficção científica.
O tempo passou O mundo avançou
E eu com ele.
Hoje sei
Que tudo aquilo é só Verdade
E que sendo Verdade Pura
Deve profundamente influir
No encontro da
Luz do nosso Destino.
Fernando
Ós - Primavera/2005
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